Posts Tagged ‘portugal’

Nacionalismo? Não, obrigado

Friday, February 8th, 2019

Na página 140 do livro de Yuval Noah Harari, “21 Lições para o Século XXI”, pode ler-se:

“Consequentemente, durante a Guerra Fria o nacionalismo ficou em segundo plano face a uma abordagem mais global à política internacional, e quando a Guerra Fria acabou, a globalização pareceu ser a onda irresistível do futuro. Esperava-se que a Humanidade deixasse as políticas nacionalistas completamente para trás, transformando-se elas numa relíquia de tempos mais primitivos que podiam seduzir, no máximo, os habitantes mal-informados de alguns países subdesenvolvidos. Todavia, os acontecimentos dos últimos anos mostraram que o nacionalismo ainda exerce uma atração poderosa sobre os cidadãos da Europa e dos EUA, já para não falar da Rússia, da Índia e da China.”

Mas afinal, o que é que eu tenho em comum com o Gaspar Andorinha, que vive em Mirandela, que não tenha com o Jeremy Smith, que vive em Bristol?

O que faz de mim português, em oposição a cidadão da Europa?

Como diz o historiador Harari, eu tenho gostos e preferências comuns com meia-dúzia de pessoas; talvez me consiga integrar numa pequena comunidade, uma família, talvez uma tribo – nunca uma nação.

Portanto, seria mais fácil admitir que faço parte de um Planeta global, com todas as diferenças permitidas e respeitadas.

Mas eis que, agora, querem regressar aos nacionalismos, ao orgulho da ser húngaro, ou polaco, ou italiano, por oposição a ser europeu, ou cidadão do mundo. Do mesmo modo, estamos a criar pequenos grupos, e pertencemos, com orgulho, aos coletes amarelos, aos motards, aos guardas prisionais, aos enfermeiros, aos professores, etc. E estes grupos têm interesses em comum que, aparentemente, são contrários aos dos restantes grupos, ou independentes deles.

Pode parecer exagerado comparar interesses de pequenos grupos profissionais com interesses nacionais, mas o espírito é o mesmo. Não podemos pensar num país isoladamente, assim como não podemos pensar numa classe profissional separada das restantes.

Vem tudo isto a propósito da recente celeuma entre Itália e França – que já não se via desde a 2ª Guerra Mundial -, e da recente requisição civil dos enfermeiros, após uma greve prolongada.

Assim como a Itália não pode pensar no problema dos imigrantes que vêm de África sem a ajuda da França e dos restantes países da Europa, também os enfermeiros não podem tentar resolver as suas reivindicações, ignorando que estão integrados num Serviço Nacional de Saúde, que integra muitos outros profissionais.

RIR, CHEGA e PORRA!

Tuesday, February 5th, 2019

A parvoíce não tem limites.

Não bastava o CHEGA, daquele senhor que era do PSD, mas que decidiu fundar um Partido só para ele, agora apareceu o RIR.

André Ventura fundou o CHEGA e Tino de Rans decidiu fundar o RIR.

É para rir?

Não, é para chorar.

CHEGA não é um acrónimo, é assim mesmo, CHEGA. Podia ser BASTA ou LIVRA ou SAFA, que ia dar ao mesmo.

Mas RIR é uma sigla de Reagir, Incluir e Reciclar.

Afinal, é mesmo para rir…

Os membros deste Partido querem reagir (a quê?…), incluir (o quê?…) e, como não se lembraram de mais nada começado por “erre”, querem também reciclar.

Podiam querer reaprender, racionalizar, rentabilizar, roçar, rapar ou ripar – mas reciclar é mais bonito e liga muito bem com incluir e com reagir.

Agora só falta alguém criar o Povo Organizado Reage Rapidamente a Aventesmas – o PORRA!

Somos todos ladrões

Saturday, February 2nd, 2019

Espantados com os créditos da Caixa Geral e Depósitos?

Por que raio, se todos os portugueses tentam, sempre que possível, fugir aos impostos, arranjar um amigo que lhe facilite qualquer coisa, desviar umas coisas lá do escritório, uma resma de papel, um agrafador que está a mais, ou uns detergentes e uns rolos de papel higiénico, e por que não uns comprimidos de omeprazol ou de paracetamol lá do hospital onde se trabalha, e quem não prefere um bate-chapa que não cobra iva, ou a cabeleireira, o barbeiro, a depiladora, a moça das unhas de gel – porque “eles” roubam tudo, “eles” querem é o tacho, então a vizinha não vê aqueles tipos da Caixa, que emprestaram dinheiro sem garantias e, agora, nós, é que temos que pagar?…

Mas, depois, a inspeção descobre que os bombeiros facturaram o triplo das refeições, enquanto andavam a apagar fogos, que aqueles oficiais da Força Aérea sacavam umas coroas valentes nas cantinas com sobre-facturação, que alguns professores da Universidade de Trás-os-Montes, metiam ao bolso parte das propinas dos estudantes brasileiros.

Tudo alegadamente, claro.

Os nossos banqueiros e políticos não passam da emanação da nossa sociedade do arranjinho, da cunha, do jeitinho.

Enquanto continuar a vigorar a dicotomia entre “nós” e “eles”, em que “eles” são os corruptos e “nós” somos os tipos que, para os lixar a “eles”, fazemos tal e qual como “eles”, talvez em menor escala, mas tal e qual como “eles” – enquanto continuarmos a achar que o Estado são “eles” e “nós” somos…bem, somos “nós”, não temos nada a ver com “eles” – enquanto isso durar, nada vai mudar.

Notas soltas – 1. Os urinóis públicos

Thursday, January 24th, 2019

No romance de Mário Vargas Llosa, “Os Cadernos de Dom Rigoberto” (1997), o personagem principal nunca lava as mãos depois de urinar – sempre antes! ele acha que tem a pila muito mais limpa que as mãos!

Estou de acordo com Dom Rigoberto: a minha pila está muito mais limpa que as minhas mãos quando vou urinar a um urinol público. Enquanto a minha pila, muito bem lavadinha logo pela manhã, se mantém impoluta, as minhas mãos já roçaram corrimões, já apertaram outras mãos, já afagaram o volante do carro e o cinto de segurança e outros múltiplos objectos – de certeza que as minhas mãos estão muito mais sujas que a minha pila.

Portanto, quando vou urinar, devo lavar as mãos primeiro.

Depois de urinar, lavar as mãos é opcional – a menos que tenha mijado para elas, inadvertidamente…

Os urinóis públicos são o cúmulo da democratização sexual entre homens.

Que outro local existe em que dois ou três – ou mais! – homens expõem as suas pilas uns aos outros, exibindo jactos e abanões, mostrando os que são mais rápidos a iniciar a micção, os que conseguem mijar mais alto, os que abanam sem torcer?

Enquanto, na porta em frente, as mulheres têm uma sanita para cada uma, onde podem fazer xi-xi e dar puns no recato, os homens têm que se peidar em comunidade, enquanto apontam para o urinol – os que conseguem.

Nos urinóis, há sempre um olheiro, como nos campos de futebol da província, à procura de um novo talento; e há quem fique agarrado à pila, horas a fio, à espera que, no urinol contíguo, surja uma nova esperança do futebol, perdão, da mija, que consiga lançar o jacto no infinito e mais além!…

Depois, há os inibidos que, incapazes de mijar em grupo, procuram as sanitas e, depois de as ocuparem mais do que é socialmente aceitável, ouvem pancadas na porta, provenientes dos que estão à rasca para cagar.

Voltando ao Dom Rigoberto e àqueles que têm sempre que lavar as mãos depois de mijar…

Essa malta deve ter as pilas muitos sujas!…

Depois de fazerem xi-xi, lavam as mãos como se não houvesse amanhã e secam-nas, demoradamente, no secador eléctrico, com aquele ruído de avião.

Parece-me que estes tipos não devem lavar as mãos em casa deles há semanas, tal o denodo que colocam na operação, lavando cada um dos dedos como manda a Direcção Geral da Saúde, depois as palmas e a seguir as costas, ou vice-versa…

Há quanto tempo não lavarão eles as suas pilas?…

O PSD tem MEL?

Wednesday, January 9th, 2019

O PSD é o partido mais português de Portugal: não governa nem se deixa governar – como dizia o general romano, referindo-se aos lusitanos (dizem…).

Desde a sua fundação, em 1974, o PSD já foi liderado por Sá Carneiro, Emídio Guerreiro, Sousa Franco, Menéres Pimental, Pinto Balsemão, Rodrigues dos Santos, Mota Pinto, Rui Machete, Cavaco Silva, Fernando Nogueira, Marcelo Rebelo de Sousa, Durão Barroso, Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes, Manuela Ferreira Leite, Passos Coelho e Rui Rio.

Dezassete líderes em 44 anos, o que dá uma média de 2,5 anos por cada líder!

Um autêntico saco de gatos!

Neste momento, o PSD está mais fragmentado que nunca, com a formação de grupúsculos, fazendo lembrar os pequenos bandos de extrema-esquerda que surgiram no post-25 de Abril.

Lembram-se do PCP (ml), o PC de P (ml), a OCMLP, a LCI, a AOC, a FEC-ml, etc, etc?

Pois o PSD está na mesma: primeiro, foi a Aliança, do Pedro Santana Lopes.

O nome do novo Partido – Aliança – faz lembrar um site de encontros para possível casamento ou o nome de uma nova igreja evangélica, com cultos acompanhados à viola e percussão.

Depois, surgiu o Chega! – um nome que nos remete para sites de defesa do consumidor.

E agora surgiu o MEL – Movimento Europa e Liberdade, liderado por um tipo chamado Marrão, que parece que é chefe de uma série de coisas estrangeiras (real estate sector lider, head of clients and markets, head of innovation and head of marketing, communication and business development – tantas vezes “head”, deve ser por isso que se chama Marrão!…).

Este MEL vai ter a primeira Convenção amanhã e nela participam vários membros do PSD, nomeadamente, Marques Mendes, Pedro Duarte ou Luis Montenegro. Mas também Santana Lopes, Assunção Cristas e Paulo Portas. E ainda outros senhores e senhoras, comentadores da nossa praça e que alinham com esta malta: João Miguel Tavares, Helena Garrido, Helena Matos, João Taborda da Gama – tudo malta que arrota postas de pescada nas televisões, tentando formatar as nossas opiniões.

Diz a insuspeita Manuela Ferreira Leite, sobre esta Convenção do MEL: “Acho que todo este tipo de movimentos que se baseiam em questões de natureza pessoal e muito marcados pela futura próxima constituição de listas para deputados (para o Parlamento Europeu) merecem-me algum desprezo”.

O PSD faz lembrar uma reunião de condóminos: ninguém chega a acordo na importância a pagar à senhora que lava as escadas.

E a senhora que, agora lava as escadas, chama-se Rui Rio, é do Norte, e tem mais de metade do partido contra ele.

O Coiso – há 19 anos na net

Monday, November 5th, 2018

O Coiso nasceu, em papel, nas oficinas do jornal República, em Maio de 1975 e durou 12 semanas. O director era o Ruy Lemus e, como colaboradores, tinha, entre outros, o Mário-Henrique Leiria, o Belo Marques, o Carlos Barradas, o José António Pinheiro e eu próprio.

Era um jornal humorístico, carregado de non-sense e que, embora abordasse, aqui e ali, a realidade política explosiva do momento, era, sobretudo, um veículo do humor “puro”, despegado, diria “surrealista”, ou não tivesse a grande influência do Mário-Henrique.

O chamado verão quente de 1975, com a invasão e posterior desaparecimento do República, ditou o fim de O Coiso.

Em novembro de 1999, decidi fazê-lo renascer, desta vez na net, e alimentei-o regularmente durante todos estes anos, embora, ultimamente, o tenha deixado um pouco ao abandono.

Penso que ainda é possível encontrar textos publicados no Coiso nos anos 1999 e seguintes, mas só consigo aceder, sistematicamente, a textos publicados a partir de 2003, aqui, no Velho Coiso.

E por que razão, nos últimos tempos, tenho deixado o Coiso ao abandono, publicando quase nada?

Ora, porque a realidade tem muito mais graça.

Que dizer, por exemplo, de termos um ex-primeiro-ministro que está acusado de receber subornos e de viver à grande e à francesa, graças a uns encostos que um amigo recebia em seu nome, sobretudo vindos de um banqueiro que conseguiu destruir o seu próprio Banco?

Que dizer de um membro destacado do PSD que está acusado de ter ido ao Brasil matar uma senhora idosa, só para lhe ficar com a herança?

E de um outro membro do PSD, que até fez parte do governo, e que está condenado a 14 anos de cadeia por ter destruído outro Banco?

E de ainda outro membro do PSD, ex-primeiro-ministro, que decidiu fundar um novo partido e que pretende, assim de repente, ter 30 deputados?

E que dizer – só para terminar, para não ser fastidioso – que dizer das armas que desapareceram de Tancos e que, depois, reapareceram, mas não todas, na Chamusca, fenómeno que está a provocar grande celeuma, não propriamente por causa do roubo, mas mais por causa do reaparecimento das armas?

Com tanto material surrealista para nos rirmos, nem me apetece escrever mais nada!

Portugal dos Pequenitos # 2

Saturday, February 3rd, 2018

O capítulo desta noite começa num gabinete do Ministério Público, onde um funcionário está a arquivar o inquérito contra o ministro Centeno.

Outro funcionário entra na sala e tenta impedir o colega.

“Não arquives isso já… espera pelo fim da Operação Lex… Se o Vieira for condenado, pode ser que a gente ainda aproveite isso…”

A cena passa para outra sala do Ministério Público, onde um juiz está às voltas com os documentos da Operação Atlântico. À porta, assoma uma colega carregada de dossiers.

“Onde vais com esse peso? Olha a tua coluna, rapariga!” – diz o juiz.

“É parte da Operação Fizz” – responde a juíza, e continua o seu caminho.

Na cena seguinte vemos Rangel a aparar a barba e a falar sozinho, enquanto se olha ao espelho.

Por trás, surge a ainda-mas-quase-ex-mulher, Fátima, que o manda calar:

“Olha que isso que estás a dizer aparece amanhã no Correio da Manhã!” – exclama ela.

Rangel olha em volta, como se estivesse à procura de microfones. Depois, encolhe os ombros e diz: “deixa estar, eles prendem o Sócrates e deixam de nos chatear…”

A cena final do capítulo de hoje é no Palácio de Belém.

Marcelo está triste e murmura:

“Não sei a quem hei de dar beijinhos este fim de semana!”.

  • Não perca os próximo capítulos…

Portugal dos Pequenitos #1

Sunday, January 21st, 2018

Resumo do episódio desta semana:

Rui Rio anda à procura de casa em Lisboa, desde que foi eleito líder do PSD; enquanto não encontra, está hospedado numa hotel de 3 estrelas.

Hugo Soares, líder do grupo parlamentar do PSD, decide ir ter com Rio e coloca o seu lugar à disposição.

Rio declina e diz que quer continuar a dormir no hotel.

Entretanto, Pinto da Costa exige ir ver os estragos na casa de banho do Estádio do Estoril.

Olhando para a racha na parede, exclama: “Já vi rachas maiores!”

Todos se riem.

A cena muda para um jovem universitário que diz que respondeu a um inquérito sobre a Sida.

Faz parte dos 27% que responderam que achavam que a Sida pode ser transmitida por um talher.

Jura que nunca mais enfia a colher na vagina das namoradas.

Logo a seguir, vemos José Sócrates combatendo os vírus informáticos que atacaram as gravações das escutas telefónicas da Operação Marquês.

Alguém fala ao telefone com alguém mas só se percebe parte do que é dito: “Está… pois…. dinheiro… emprestas… aldrabão…. foge… inconstitucional… porra!”

Sócrates sorri. O seu rosto diz tudo: águas de bacalhau.

A última cena passa-se numa igreja de Nelas, onde um padre ucraniano, casado e com filhos, diz missa.

Será que sobrevive?

Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos.

 

O Ronaldo das Finanças, uma ova!

Friday, December 1st, 2017

O ex-ministro das Finanças alemão, aquele simpático senhor com um nome que soa a Xôble, terá dito que o nosso ministro das Finanças, Mário Centeno, era o Ronaldo das Finanças.

Os jornalistas exultaram.

Tudo o que tenha a ver com o Ronaldo é motivo de Orgulho Nacional, com maiúsculas.

Desde a D. Assunção, do CDS, ao bisavô Jerónimo, passando pelo Costa Concórdia, pela menina Catarina, pelo loquaz Marcelo ou pelos diversos líderes do PSD – todos acham que o Ronaldo é o símbolo da pátria, o exemplo a seguir, o testemunho de Portugal no mundo.

Já no que respeita ao Centeno, a coisa não é tão consensual.

O Xôble pode achar que o tipo é o Ronaldo das Finanças, mas a D. Assunção acha que ele não é nada de especial, tem um corte de cabelo que já não se usa e devia ter usado aparelho nos dentes quando era adolescente; o bisavô Jerónimo pensa que ele, o que quer, é perpetuar uma moeda única que não vale nada e que devia ser substituída pelo rublo, essa sim, uma moeda patriótica e de esquerda; a menina Catarina continua a dizer que podemos renegociar a dívida e pagá-la, por exemplo, em tampas de plástico, caricas e outros produtos reutilizáveis; os diversos líderes do PSD detestam todos o Centeno, mas ainda se detestam mais uns aos outros, pelo que não sabemos ao certo qual é a posição do Partido.

Em resumo, se o Centeno não é eleito chefe do EuroFin, o Costa não tem outro remédio senão transferir o Ministério das Finanças para o Porto, como vai fazer com o Infarmed!

Benfica tira Portugal do Processo por Défice Excessivo

Sunday, May 14th, 2017

António Costa e Mário Centeno estiveram ontem no Estádio da Luz a assistir à vitória do Benfica por 5-0 ao Guimarães e, assim, conquistar o Tetra-campeonato.

Aproveitaram a oportunidade para agradecer ao Benfica a saída de Portugal do Processo por Défice Excessivo, feito só conseguido graças à conquista do 4º campeonato consecutivo e do 36º, no cômputo geral.

A importância desta conquista foi confirmada por diversas entidades internacionais: o próprio Papa foi-se embora mais cedo para poder assistir, via Benfica TV, ao jogo decisivo; também Emanuel Macron adiou para hoje a tomada de posse como Presidente dos franceses para poder assistir ao jogo.

Escusado será dizer que a vitória de Salvador Sobral aconteceu graças, não só à simplicidade da canção, mas sobretudo ao facto de toda a gente, dos sérvios aos gregos, estarem com os olhos postos em Portugal, quanto mais não fosse, por solidariedade para com Feija, Mitroglou e Samaris.

Com a ida ao Estádio da Luz, António Costa deve ter perdido os votos de muitos sportinguistas e portistas, mas como foi a Fátima e aguentou a missa papal toda, em pé, e ficou com os filhos do pateta do Tavares na sexta-feira, deve safar-se nas próximas eleições.

Agora vos digo: quem for ateu, do Sporting e só gostar de música erudita, hoje deve sentir-se muito infeliz ao ver os telejornais.

Pensando melhor, se é do Sporting, deve ser religioso e acreditar em milagres e, muito provavelmente, nem sabe o que é música erudita.

Compensações…