Expressionismo parlamentar

O Expressionismo surgiu na Alemanha no início do século 20, como um movimento artístico que, de certo modo, se opunha ao Impressionismo, dando mais importância à visão interior do artista – à sua expressão.

Aparentemente, o Expressionismo atingiu, agora, a Assembleia da República.

Depois do Ventura ter sugerido que o povo turco gosta pouco de trabalhar, a deputada Alexandra Leitão, do PS, perguntou ao Presidente da Assembleia se um deputado poderia dizer que uma determinada etnia é mais burra que outra e Aguiar Branco respondeu que sim – que isso seria liberdade de expressão. Expressionismo, portanto.

Logo a seguir, a deputada do PS, Isabel Moreira veio revelar que os deputados do Chega costumam chamar vacas a algumas deputadas, gostam de mugir, quando elas se levantam e insinuou que, às deputadas assumidamente lésbicas, chamam determinados nomes (Fufa? Sapatona? Fressureira?).

Por seu lado, uma ex-deputada do PS, africana, disse que um deputado do Chega a cumprimentou com uma boa noite, em pleno dia, numa referência à cor da sua pele.

Também um deputado do Livre afirmou ouvir algumas bocas lançadas pela bancada do Chega e a deputada do PAN também acrescentou mais algumas achas para a fogueira.

Não sei qual é o espanto…

Tudo isto é liberdade de expressão, isto é, Expressionismo.

Aguardamos, a todo o momento, que a Assembleia da República passe rapidamente ao Cubismo.

PS – Liberdade de expressão na Assembleia não é novidade. Recordo, a propósito, este texto de marco de 2009

Coisas que o Aguiar Branco deixa que o Ventura diga na Assembleia da República

A propósito da construção do novo aeroporto em Alcochete que, segundo o governo da AD, poderá demorar dez anos, o histérico do Ventura disse, no Parlamento, que o aeroporto de Istambul foi construído em cinco ou seis meses – isto, apesar de “o povo turco não ser conhecido por ser muito trabalhador”.

Em que se baseou o biltre do Ventura para dizer isto? Tinha, em seu poder, estatísticas que provavam que o povo turco é calaceiro?

Claro que não! Na sua habitual ignorância e má-educação, disse aquilo como poderia ter dito outra alarvidade qualquer. Ventura julga-se superior. Todos os seus súbditos dizem que ele é brilhante, uma suprema inteligência. Vai daí, o homenzinho incha. Para ele, os turcos são uma coisa tão longínqua, tão distante, tão inferior, que só podem ser preguiçosos.

Todas as bancadas à esquerda se indignaram com a frase do Ventura, mas o Presidente da Assembleia da República, Aguiar Branco recusou intervir, dizendo que não queria coartar a liberdade de expressão.

Portanto, dizer que o povo turco gosta pouco de trabalhar, não é um insulto – é liberdade de expressão.

Nesse caso, podemos, na Assembleia da República, dizer que uma determinada etnia é burra, perguntou a deputada do PS?

Podemos, respondeu o Presidente. Não são insultos – são liberdades de expressão.

Vou ajudá-lo. Aqui estão 800 “liberdades de expressão” que André Ventura e seus apaniguados poderão usar, a partir de agora, no Parlamento.

abafa-a-palhinha, abécula, abelhudo, aberração, abichanado, abjecto, abutre, açambarcador,  afectada. agarrado, agiota, agressivo, alarve, albanairo, alcouceira, alcoviteira, aldrabão, aleivoso, alimária, alquiteque, amalucado, amarelo, amaneirado, amaricado, amigo-da-onça, analfabeto, analfabruto, anhuca, animal, anjinho, anormal, apanhado do clima, aparvalhada, apóstata, arrelampado, arrivista, arrogante, artolas, arruaceiro, aselha, asno, asqueroso, assassino, atarantada, atrasado mental, atraso de vida, atrofiado, avarento, avaro, ave rara, aventesma, azeiteiro, azelha

Bacoco, bácoro, badalhoca, badameco, baixote, bajulador, baldas,  baleia, balhelhas, balofo, banal, banana, bandalho, bandido, bandoleiro, barata tonta, bárbaro, bardajona, bardamerdas, bargante, barrigudo, basbaque, basculho, básico, bastardo, batoque, batoteiro, beata, bebedanas, bêbedo, bebedolas,  beberrão,  begueiro, besta, besta quadrada,  betinho, bexigoso, bichona, bicho do mato,  biltre, bimbo, bisbilhoteira, boateiro, bobo, bobo da corte, boca de xarroco, boçal, bode, bófia, boi, boneca de trapos,  borracho, borra-botas,  bota de elástico, brigão, broa de unto, brochista, bronco, brutamontes, bruto, bruxa, bufo, burgesso, burlão, burro

cabeça de abóbora, cabeça-de-alho-chôcho, cabeça-de-vento, cabeça no ar, cabeça oca, cabeçudo, cabotino, cabra, cabrão, cabresto, cábula, caceteiro, cachorro, cacique, caco, cadela, caga-leite, caga-tacos, cagão, caguinchas, caixa de óculos, calaceiro, calão, calhandreira, calhordas, calinas, caloteiro, camafeu, camelo, campónio, canalha, canastrão, candongueiro, cão, caprichosa, caquética, cara-de-cu-à-paisana, cara de pau, caramelo, carapau de corrida, careca, careta, carniceiro, carraça, carrancudo, carroceiro, casca grossa, casmurro, cavalgadura, cavalona, cegueta, celerado, cepo, chalado, chanfrado, charlatão, chatarrão, chato, chauvinista, chibarro, chibo, chico-esperto, chifrudo, choné, choninhas, choramingas, chulo, chunga, chupado das carochas, chupista, cigano, cínico, cobarde, cobardolas, coirão, colérico, colonialista, comuna, cona-de-sabão, convencido, copinho de leite, corcunda, corno, cornudo, corrupto, coscuvilheira, coxo, crápula, cretino, cromo, cromaço, criminoso,cunanas, cusca

debochado, degenerado, delambida, delinquente, demagogo, demente, demónio, depravado, desajeitado, desastrada,  desaustinado, desavergonhada, desbocado, desbragado, descabelada, descuidada, desdentado, desengonçado, desfrancelhado, desgraçado, desgrenhado, deshumano, deslavado, desleal,  desleixado, desmancha prazeres, desmazelada, desmiolado, desengonçado,  desenxabida, desnaturada, desnorteado, desonesto, desordeiro, desorientado, despistado, déspota, desprezível, destaivado, destrambelhado, destravada, destroço, desvairado, devasso, diabo, ditador, doidivanas, doido varrido, dondoca, doutor da mula russa, drogado

egoísta, embirrento, embusteiro, empandeirado, empata-fodas, empecilho, emplastro, emproado, enconado, energúmeno, enfadonho, enfezado, engraxador, enjoado da trampa, enrabador, esbirro, escanifobética, escanzelada, escarumba, escrofuloso, escroque, escumalha, esgalgado, esganiçada, esgroviada, esguedelhado, espalha-brasas, espalhafatoso, espantalho, esparvoado, esqueleto vaidoso, esquerdista, esquisito, estafermo, estapafúrdio, estoira-vergas, estouvada, estroina, estropício, estulto, estúpido, estupor, execrável, explorador

faccioso, facínora, factotum, fala-barato,  falhado, falinhas-mansas, falsário, falso, fanático, fanchono, fanfarrão, fantoche, fariseu,  farrapo, farropilha, farsante, farsolas, fascista, fatela, fedelho, feio, feioso, feia-comó-demo, fersureira, figurão, filho da mãe, filho da puta, fingido, fiteiro, flausina, foção, fodido, fodilhona, foleiro, forreta, fraco-de-espírito,  fraca figura, fracalhote, franganote, frangueiro, frasco, fria, frígida, frívolo, frouxo, fufa, fuinha, fura-greves, fútil

gabarola, gabiru, galdéria, galego, galinha choca, ganancioso, gandim, gandulo, garganeira, gato pingado, gatuno, gazeteiro, gigolo, gimbras, glutão, gordalhufo, gordo, gosma, gralha, grosseiro, grotesco, grunho, guedelhudo

herege, hipócrita, histérica,

Idiota, ignorante, imaturo, imbecil, impertinente, ímpio, impostor, impotente, imundo, incapaz, incompetente, inconveniente, indecente, indigente, indolente, inepto, infame, infeliz, infiel, ingrato, imprudente, insignificante, intriguista, intrujona, invejoso, insensivel, insignificante, insípido, insolente, intrujão, insuportável, intolerante, intriguista, inútil, invertebrado, ínvio, irresponsável, irritante

Jacobino, jagunço, javardo, judeu

labrego, labroste, lacaio, ladrão, lambão, lambareiro, lambe-botas, lambéconas, lambisgóia, lamechas, lapa, larápio, larilas, lavajão, lazarento, lerdo, lesma, leva-e-traz, libertino, limitado, língua-de-trapos, língua viperina, linguareira, lingrinhas, lontra, lorpa, louco, lunático,

má rês, macabro, maçador, madraço, mafioso, maganão, magricela, malcriado, mal enjorcado, mal fodida, malacueco, malandreco, malandrim, malandro,  maléfico, malfeitor, maltrapilho,  maluco, malvado, mamalhuda, mamarracho, mandrião, maneta, mangas-de-alpaca, manhoso, maníaco, manipulador, maniqueista, manteigueiro, mãos-rotas, maquiavélico, marado-dos-cornos, marafado, marafona, marginal, maria-vai-com-as-outras, maricas, mariconço, mariola, mariquinhas-pé-de-salsa, marmanjo, marrão, marreco, marreta, masoquista,  massacrante, mastronço, matacão, matarroano, matrafona, matrona, mau, medíocre, medricas, medroso, megera, meia-leca, meia-tijela, melga, meliante, menino da mamã, mentecapto, mentiroso, merdas, merdoso, mesquinho, metediço, mijão, mimado, mineteiro, miserável, mixordeiro, moina, molengão, mongas, monhé, mono, mostrengo, monstro, monte-de-merda, mórbido, morcão, mosca morta, mouco, mula, mula de carga, múmia

nababo, nabo, não-fode-nem-sai-de-cima, não-tens-onde-cair-morto, narcisista, narigudo, nariz-arrebitado, nariz-empinado, nazi, necrófilo, néscio, neurótico, nhonhinhas, nhurro, ninfomaníaca, nódoa, nojência, nojento, nulidade,

obcecado, obnóxio, obstinado, obtuso, olhos-de-carneiro-mal-morto, onanista, oportunista, ordinário, orelhas-de-abano, otário,

pacóvio, padreca, palerma, palhaço, palhaçote, palonça, panasca, paneleiro, paneleirote, panhonhas, panilas, pantomineiro, pãozinho sem sal, papa-açorda, papa-hóstias, papagaio, papalvo, paranóico, parasita, pária, parolo, parvalhão, parvo, paspalhão, paspalho, passado, passarão, pata-choca, patarata, patego, pateta, patife, patinho feio, pato, pató, pau mandado, pau-de-virar-tripas, pedante, pederasta, pedinchas, pega-de-empurrão,  peida-gadoxa,  pelintra, pendura, peneirenta, pequeno burguês, peralvilho, pérfido, perliquiteques, pernas-de-alicate, pés de chumbo, peso morto, pesporrente, petulante, picolho, picuinhas, piegas, pilha-galinhas, pílulas, pindérica, pinga-amor, pintas, pinto calçudo,  pintor, piolho, piolhoso, pirata, piroso, pitosga, pobre de espírito, pobretanas, poltrão, pomposo, popularucho, porcalhão, porco, pote de banhas, preguiçoso, presunçoso, preto, promíscuo, provocador, proxeneta, psicopata, pueril, pulha, punheteiro, puta, putéfia

Quadrilheira, quatro-olhos, quebra-bilhas, queixinhas, quezilento

Rabalhusco, rabeta, rabichola, rabugento, racista, radical, rafeiro, raivoso, ralé, rameira, rameloso, rancoroso, ranhoso, raquítico, rasca, rascoeira, rasteiro, rata de sacristia, reaccionário, reaças, relaxada, reles, repelente, repugnante, réptil, ressabiado, retardado, retorcido, rezingão, ridículo, roto, rufia, rústico

sabujo, sacana, sacripanta, sacrista, sádico, safado, safardana, salafrário, saloio, salta-pocinhas, sandeu, sapatona, sarnento, sarrafeiro, sebento, seboso, sem classe, sem vergonha, serigaita, sevandija, sicofanta, siflitico, sinistro, simplório, snob, soba, sodomita, soez, somítico, sonsa, sórdido, sorna, sovina, suíno, sujo, superficial

tacanho, tagarela, tanso, tarado, tarado sexual, taralhouca, tavolageiro, teimoso, tinhoso, tísico, títere, toleirão, tolo, tonto, torcionário, torpe, tosco,  totó, trabeculoso, trafulha, traiçoeiro, traidor, trambolho, trapaceiro, trapalhão, traste, tratante, trauliteiro, tresloucado, trinca-espinhas, trique-lariques,  triste, troca-tintas, trogalho, troglodita, trombalazanas, trombeiro, trombudo, trouxa

Unhas de fome, untuoso, urso

Vaca gorda, vadio, vagabundo, vaidoso, valdevinos, vândalo, variado, vasola, velhaco, velhadas, vendido, verme, vesgo, víbora, viciado, videirinho, vigarista, vígaro, vil, vilão, vingativo, vira-casacas

Xenófobo, Xé-xé, xico esperto

zarabulhento, zarolho, zé-ninguém, zelota, zero à esquerda

A minha proposta para o Estatuto da Dona de Casa

O Movimento Acção Ética, fundado por diversas personalidades, entre as quais se destacam Bagão Félix e Paulo Otero, propõe a criação de um estatuto da Dona de Casa.

Para reforçar esta e outras propostas do mesmo jaez (sempre quis usar esta palavra), lançaram um livro, juntamente com outras ilustres pessoas antigas. O livro chama-se “Identidade e Família” e foi apresentado por Pedro Passos Coelho.

Segundo o Expresso, a ideia (são mesmo uns idiotas…) do estatuto da Dona de Casa é conferir um rendimento às mulheres que não têm ocupação profissional.

Quero dar o meu contributo a tão auspiciosa e moderna ideia.

Sendo assim, proponho que as donas de casa passem a ser pagas por objectivos, como alguns pontas de lança. Sendo assim, estabelece-se um valor para cada tarefa doméstica: lavar roupa, lavar loiça, passar a ferro, aspirar a casa, fazer as camas, cozinhar, etc. Depois, as donas de casa mais prendadas receberiam um bónus por cada felácio.

Seria constituído um júri para avaliar a qualidade do felácio, do qual fariam parte o Professor Otero e o ex-ministro Félix. Claro que o júri seria presidido por Pedro Passos Coelho.

Espero bem que aceitem esta minha proposta…

André Passos Ventura Coelho

Foi esta estrangeirinha que o Marcelo arranjou, com a ajuda da Gago.

Deitando abaixo um governo de maioria absoluta que ia a meio do mandato, proporcionou a eleição de 50 deputados grunhos e os lacraus começaram a sair de debaixo das pedras.

O Passos com três esses já tinha começado a levantar aquela cabeça em forma de melão, agora ainda mais saliente, graças ao rapanço – mas com o lançamento do livro “Identidade e Família”, a coisa está mais séria.

O livro reúne textos de retrógrados ilustres, nomeadamente, João César das Neves, José Ribeiro e Castro, Gonçalo Portocarrero de Almada, Paulo Otero, e outros. Nesses textos, ataca-se a chamada ideologia de género, a alegada destruição da família tradicional, a possibilidade de a eutanásia passar a ser legal, a liberalização do aborto e afins.

Este grupo de energúmenos consegue associar a “disforia de género a várias patologias psiquiátricas”, sendo incapazes de se autodiagnosticarem. Não será preciso ser um psiquiatra de elite para diagnosticar três ou quatro patologias a um senhor que compara o aborto com a venda de um carro ou de uma casa.

Aquele economista que parece ter sido ungido por Deus quando era pequenino, o João César das Neves, diz mesmo que as “senhoras, alegadamente tiranizadas, nunca se queixavam”. Se não foi ele que disse, foi um dos outros senhores. Portanto, como as senhoras não se queixavam, conclui-se que não levavam porrada dos maridos.

Outro destes perigosos extremistas, disse, numa cerimónia pública, para “não termos medo de enterrar o 25 de Abril”.

E o Passos Coelho associa-se a esta corja.

Na plateia que assistia à apresentação do livro, destacava-se o futuro primeiro-ministro, quando o Coelho for Presidente: o André Ventura.

Será que vou ter de emigrar depois dos 70 anos?!

Leitão Amargo

Não gosto muito de leitão.

E quando o leitão é amargo, ainda menos.

O novo primeiro-ministro, escolheu como porta-voz do governo, um tal Leitão Amargo. Vi-o hoje, pela primeira vez, na conferência de imprensa após a primeira reunião do novo governo. Quando se convoca uma conferência de imprensa, é suposto haver notícias. Leitão não tinha nada de novo para dizer. Então, o que disse durante mais de meia-hora? Banalidades, conversa de chacha; encheu chouriços com vulgaridades e ataques deselegantes ao anterior governo. Afinal, a única decisão do governo da AD foi ignorar o logotipo da República escolhido pelo governo anterior e repor o logotipo antigo. Ouvimos um bruaá da população, que aguardava, com ansiedade, as novas decisões do governo.

Eles avisaram que ia haver mudança e, para já, mudaram o logotipo.

Agora só falta mudar o resto – ou seja, este governo!…

O Chega não chega!

O debate com os dez partidos sem assento no Parlamento, mostrou que, afinal, o partido do Ventura é apenas um de entre muitos, e que devíamos prestar mais atenção aos Chegas que para aí andam. Afinal, os reaccionários portugueses não têm razões de queixa. Têm muito por onde escolher, caramba! Percebemos que, afinal, a comunicação social tem sobrevalorizado o Chega do Ventura, esquecendo todos estes pequenos Chegazinhos que adoptaram outros nomes.

Pergunto, por exemplo, por que razão um fascista insiste em votar no Ventura quando tem um partido como o Ergue-te? Ainda ontem, o líder desse partido, o extraordinário Pinto Coelho defendeu o fim do direito à greve e propôs que a Ponte 25 de Abril se volte a chamar Ponte Salazar, algo que poderá mudar a vida de toda a malta que atravessa aquela ponte todos os dias.

Estás a pensar votar no Ventura? Não sejas burro – vota no Pinto Coelho, porra!

Mas há mais!

És contra o aborto e achas que essa história do aquecimento do planeta é uma grande treta? Então, por que carga de água hás de votar no Ventura, quando tens um partido, o ADN, liderado pelo extraordinário Bruno Fialho, que defende que a IVG deixe de ser paga pelo SNS e critica aquilo que chama fraude climática. Isso é que é ser de Direita! O Ventura é um aprendiz, caneco!

E isto é para não falar na Nova Direita, o partido daquela senhora chamada Ossanda Líber. Até o nome dela é parecido com Líder. Deve ser dela a liderança da Direita. Ela diz que quer limpar a Direita e afirma que Portugal não pode depender da emigração e avisa que há partidos de esquerda infiltrados na escola. Alguma vez o Chega teve a coragem de dizer tal coisa?!

Quanto ao RIR, o tal partido que diz que deve levar-se a sério, a sua nova líder, Márcia Henriques, diz que, nas escolas, os miúdos comem pior do que os cães, coisa de que o PAN nunca se lembrou, muito menos o Chega!

Outro partido que quer limpar a direita é a Alternativa 21, que junta, em coligação, o Movimento Partido da Terra, que diz derivar do partido fundado pelo arquitecto Ribeiro Telles, cujo corpo se afundou na tumba ao ouvir isso, e o Aliança, o partido fundado pelo Santana Lopes, o ex-e-actual- membro do PSD.

Já o líder do Nós, Cidadãos, Rocha Afonso, disse ser preguiçoso, como qualquer português, e isso é lá com ele. Por sua vontade, não se candidatava a estas eleições, mas, enfim, não teve outro remédio…

O líder o Partido Trabalhista é aquele senhor que se despiu no Parlamento da Madeira. Não teve grande êxito e tenta, agora, ser eleito, para mostrar os pêlos do peito no Parlamento da República.

Todos estes líderes de todos estes partidos mostraram ser muito mais disruptivos que o panhonhas do Ventura.

Ao pé deles, o Andrézinho não passa de um principiante.

Se são verdadeiramente de direita, votem em qualquer um deles e caguem no Ventura!

O Grande Debate

O debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro decorreu.

Todos foram unânimes.

Curioso, o nome do teatro. Capitólio, como o outro. Por isso, um dos debatentes capitulou.

Os moderadores eram três, um por cada estação de televisão. Os directores também.

Foi, também, o debate com mais protecção policial.

Em redor do teatro, algumas centenas de polícias fizeram um cordão para proteger os dois políticos e os três moderadores.

Eis alguns dos momentos mais altos do debate:

Esta é a verdadeira razão que leva Montenegro a não querer debater com o Rui Tavares e o Paulo Raimundo

Ficámos a saber – aparentemente, com alguma estupefação – que o líder do PSD, Luís Montenegro, se recusa a participar nos debates pré-eleitorais com o líder da CDU, Paulo Raimundo e com o líder do Livre, Rui Tavares. No seu lugar, indicou o nome do desconhecido Nuno Melo, que parece que é o líder de uma agremiação chamada CDS, uma sigla que talvez signifique Centro Democrático Social, mas não há a certeza.

As televisões, em uníssono, disseram que não era possível essa alteração, que o acordo tinha sido que os debates decorreriam entre os líderes dos partidos e/ou coligações com assento parlamentar.

Ripostou o PSD que, em 2015, também Jerónimo de Sousa, então líder da CDU, tinha sido substituído por Heloísa Apolónia, líder de Os Verdes, para debater com Paulo Portas, da coligação Prá Frente Portugal, no lugar de Passos Coelho.

O problema é que qualquer destes quatro políticos faziam parte de partidos com assento no Parlamente, ao passo que o tal Melo, ninguém sabe quem é, muito menos o dito CDS.

Enfim, perante a recusa do Montenegro, há quem diga que ele tem medo de debater com o Tavares e o Raimundo – e, no fundo, têm razão.

O que, de facto, acontece é que Montenegro é um perigoso esquerdista encapotado, uma espécie de agente secreto da esquerda radical que milita num partido de direita para o minar por dentro. Se Montenegro for eleito e se se tornar primeiro-ministro de Portugal, a primeira coisa que ele vai fazer é uma aliança política-económica com Cuba.

É por isso que ele teme confrontar-se com Tavares e Raimundo: teme ser descoberto, receia que, durante o debate, se descubra que, afinal, ele é um trotskista dos sete costados.

E isto não é especulação; foi uma fonte de Belém que me assegurou ser verdade.

Agora, aguentem-se…

Promessas eleitorais

Depois de ouvir as propostas dos partidos políticos para as próximas eleições, decidi fazer um resumo, tentando juntar uma proposta daqui com outra dali.

Assim temos:

– Um médico de família para cada português; para os portugueses doentes, dois médicos de família para cada um;

– Acabar com os tempos de espera nos hospitais; passam a ser os hospitais que ficam à espera dos doentes;

– Uma casa para viver e outra para passar férias; toda a gente tem o direito a passar férias numa casa;

– Rendas de bilros acessíveis para todos;

– Retirar o suplemento à Judiciária, de modo a que fique nivelada com as outras polícias;

– Descongelar os anos aos professores; desse modo ficarão mais velhos e poderão reformar-se já;

– Aumentar todas as pensões e baixar todos os hotéis;

– Diminuir IRS, IVA e IMI; passam todos a ser escritos com letra minúscula (irs, iva e imi);

Assim de repente, é o que me lembro. Se tiver mais ideias, depois digo.