Na Malásia há lugar aos novos

Mahathir Mohamad foi eleito primeiro-ministro da Malásia, derrotando estrondosamente o seu rival, Najib Razak.

Até aqui, tudo bem.

Mas a coisa fica melhor quando sabemos que Mohamad governou a Malásia entre 1981 e 2003, à frente do partido de direita, que o próprio Mohamad agora derrotou, à frente de uma coligação de esquerda.

E ainda melhor fica quando percebemos que Mohamad tem 92 anos, sendo o primeiro-ministro eleito, mais velho do mundo!

A vitória de Mohamad, conhecido pelo seu sarcasmo e por gostar que o tratem por faraó, foi conseguida graças a uma aliança com o antigo rival, Anwar Ibrahim.

Ibrahim foi vice-primeiro-ministro, quando Mohamad liderava o governo e foi afastado do poder e preso, em 1999, acusado de sodomia, que é uma prática considerada crime, na Malásia.

Em 2005, estando o agora derrotado Razak no poder, Ibrahim foi novamente preso, e mais uma vez por sodomia.

Agora, o novo (passe a expressão) primeiro-ministro, já afirmou que pretende governar durante dois anos e, depois, passa a pasta a Razak.

A menos que Razak torne a ser apanhado a sodomizar alguém… ou que Mohamad, aos 94 anos, se sinta ainda cheio de pica!

Votações arrasadoras

1990/Robert Mugabe eleito presidente do Zimbabwe – 83%

2002/Reeleição de Saddam Hussein como Presidente do Iraque – 99,47%

2009/Reeleição de Bakiyev, Presidente do Quirguistão – 76,43%

2014/Parlamento da Coreia do Norte – Partido dos Trabalhadores – 100%

2017/Bruno de Carvalho eleito Presidente do Sporting – 86,13%

2018/Fernando Negrão eleito líder parlamentar do PSD – 39%

 

Rio seco

A pescada, antes de o ser já o era.

Rui Rio é como a pescada.

Tantos anos a ser o prometido líder do PSD e, no momento em que se torna, finalmente, chefe daquele saco de gatos, ficamos com a impressão de que está de saída.

O Montenegro, o Abreu Amorim e outros, na sombra, vão-lhe fazendo a cama.

Já colocaram o colchão e os lençóis… Só falta a colcha, que deve estar para breve.

A seca também não ajuda e este Rio nunca vai chegar ao mar…

O Serviço Nacional de Saúde da Nâmbia

Donald Trump elogiou o Serviço Nacional de Saúde da Nâmbia (ver aqui).

Por duas vezes.

Enalteceu o facto de os países africanos em redor terem sido dizimados pelo ébola, enquanto a Nâmbia se mantinha incólume, graças ao seu sistema de saúde, muito parecido com o que Trump imaginou para os States.

Claro que o facto de a Nâmbia não existir, é apenas um pormenor.

Trump poderia garantir que o sistema de saúde da Nâmbia é tão bom como o sistema prisional da Indofrígia ou como o sistema judicial da Maurinésia.

Trump contribui para a paz mundial

Na sua primeira visita de Estado a um país estrangeiro, Donald Trump escolheu a democrática Arábia Saudita.

Enquanto a sua esposa, Melania, exibia os seus longos cabelos às mulheres sauditas que, como se sabe, sofrem de alopécia hereditária, Trump fechava negócio com os xeiques, vendendo-lhes armas no valor de 110 mil milhões de euros (dava para a malta pagar o resgate ao FMI e ainda sobravam uns trocos para fazer as 20 estações de metro propostas pela Dona Assunção).

Este é, sem dúvida, o primeiro grande contributo de Trump para a paz mundial.

O que vai a Arábia Saudita fazer a tantas armas se, praticamente, não tem inimigos?

Com sorte, algumas dessas armas ainda vão parar às mãos do Daesh que, como agradecimento, são muito capazes de atacar a Coreia do Norte.

Haverá maior infiel que Kim-Jong un?