A indecente e má figura de Passos Coelho

Esclarecimento: Pedro Passos Coelho foi um político português que exerceu o cargo de primeiro-ministro entre 2011 e 2015.

Quatro anos.

Foi líder da Juventude Social Democrata entre 1990 e 1995 e licenciou-se em Economia pela Lusíada em 2001, com 37 anos. Mais vale tarde do que nunca…

Esteve também ligado a uma coisa chamada Tecnoforma e parece que não pagou segurança social durante uns anos porque achava que não era preciso, mas não tenho bem a certeza.

Assim de repente, não me lembro de mais nada.

Enquanto foi primeiro-ministro, cortou salários e pensões, eliminou subsídios de natal de férias, bem como feriados nacionais, seguiu escrupulosamente os desígnios do FMI, indo além dos mesmos e foi humilhado nas eleições seguintes, não conseguindo que o programa do seu governo fosse aprovado na Assembleia da República, apesar de, aparentemente, ter tido mais votos que os restantes partidos.

Desde então, refugiou-se na sua casa, em Massamá, rapou a cabeça e assumiu a figura de um D. Sebastião dos subúrbios.

Triste a nação que sonha em ser salva por uma personalidade como esta!…

Aproveitou agora a queda do governo do Costa, para emergir do pântano em que se encontrava e, mostrando à superfície aquela cabecinha rapada, disse de sua justiça, que Costa se demitira por “indecente e má figura”.

Trata-se de uma frase feita que Coelho terá aprendido algures, talvez no seio do PSD, onde Durão Barroso se retirou para a União Europeia e Santana Lopes foi demitido após meia-dúzia de meses como primeiro-ministro – ambos por decente e boa figura. Ou ele próprio, Passos Coelho, que, apesar de ter tido mais votos, foi incapaz de fazer passar o seu programa de governo no Parlamento, por deficiente e péssima figura.

Passos Coelho não é digno de representar a população de Massamá!

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