“Skyfall”, de Sam Mendes

Só em 1981 vi o meu primeiro 007. Foi o For Your Eyes Only, com o Roger Moore, no S. Jorge.

Antes disso, achava que os filmes do 007 eram mais um produto da decadência da sociedade burguesa, que eram uma patetice pegada, inverosímeis e inúteis.

E não é que são mesmo?

E não é que, por serem isso mesmo, os filmes do 007 são bem divertidos?

Depois daquele meu primeiro 007, vi todos os que ficaram para trás, graças ao dvd, e fui ao cinema ver todos os que vieram depois.

Digamos que é assim uma espécie de tradição, como ir à Feira do Livro – um tipo pode não comprar livro nenhum, mas acha piada ao passeio.

Gosto deste 007 interpretado pelo Daniel Craig. É duro à brava, machão quanto baste, raramente sorri, fala pouco e é mais humano, no sentido de que até chora!

E também gostei deste Skyfall.

A clássica cena de abertura, que é sempre uma perseguição, é bem esgalhada, e a cena final é épica, uma espécie de Home Alone para adultos. O argumento é engenhoso, mas não muito complexo (ninguém quer pensar muito, quando vai ver um 007), e Javier Bardem faz um vilão excelente.

Vale a pena.

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2 Responses to ““Skyfall”, de Sam Mendes”

  1. Vespinha says:

    Também gostei bastante.

  2. Miguel Oliveira says:

    Finalmente estou a começar a atinar com o Daniel Craig enquanto James Bond. Embora ache que ele devesse ser ainda mais um “007 à antiga” (com mais humor, “armado em bom”, engatatão, etc). Com um novo Q, um novo M e uma nova Moneypenny (personagem que tinha sido removida nos dois últimos filmes), está aberto o caminho para pelo menos, no mínimo, mais uma dúzia de filmes!! :D :D Yupiiiii

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