Núncio é mau a inglês

February 25th, 2017

Cavaco escritor?!

February 23rd, 2017

Mitro!

February 19th, 2017

A Caixa – quadras soltas

February 17th, 2017

Mário Centeno
Por causa da Caixa
Bebe veneno
E mete baixa

António Costa
Sempre a sorrir
Ignora a bosta
E é sempre a abrir

Quanto ao Marcelo
Um pouco enrascado
Alisa o cabelo
E apascenta o gado

O Passos Coelho
Tão indignado
Parece um fedelho
De risco ao lado

A Cristas, então
Muito zangada
Quer demissão
Não quer mais nada

E nós que deixamos
na Caixa, poupanças
em vão gritamos
abaixo as caganças!

E mesmo sem rimar
o que não é grande perda
deixem-me em paz
e vão todos à merda!

“A Minha Luta -4: Dança no Escuro”, de Karl Ove Knausgard (2010)

February 3rd, 2017

Karl Ove Knausgard continua a sua luta, com o quarto volume deste projecto monumental, que consiste em contar a sua vida com pormenores insignificantes e, aparentemente, sem deixar de fora situações mais embaraçosas, como o facto de ter ejaculação precoce e ter demorado tanto tempo até conseguir perder a virgindade.

Este quarto volume narra a experiência de Knausgard como professor; pelos vistos, na Noruega é possível tal coisa: depois acabar o ensino secundário e com apenas 18 anos, Knausgard foi viver para uma pequena aldeia piscatória, no norte do país, onde deu aulas durante um ano.

Ao longo de 400 e tal páginas, Knausgard descreve as aulas, a casa onde viveu durante aquele ano, como ocupava os tempos livres, a atracção que sentiu por algumas das alunas e, sobretudo, as grandes bebedeiras. Ao que parece, todos os jovens bebem muito na Noruega e a bebedeira é frequente.

No final do livro, já depois de ter terminado o ano lectivo e de ter regressado a Bergen, Knausgard vai com um amigo a um festival qualquer de rock e aí, finalmente, depois de várias garrafas de vinho, lá consegue perder a virgindade com uma desconhecida gorducha.

Dos quatro volumes deste Minha Luta, este terá sido o menos interessante, na minha opinião.

Os outros volumes são: A Morte do Pai; Um Homem Apaixonado; A Ilha da Infância.

“Manual para Mulheres de Limpeza”, de Lucia Berlin (1977-1999)

January 29th, 2017

Lucia Berlin nasceu no Alasca em 1936, publicou os seus primeiros contos aos 24 anos, foi enfermeira, telefonista, mulher da limpeza, professora de escrita criativa, viveu em várias cidades dos EUA, no México e no Chile, foi casada três vezes, teve quatro filhos, uma mãe e um avô alcoólicos, ela própria foi alcoólica e submeteu-se a várias desintoxicações, foi publicando os seus contos em diversas revistas, reuniu-os em vários livros que nunca tiveram grande aceitação, senão depois da sua morte, em 2004, no dia em que completava 68 anos.

Hoje em dia, é considerada uma das grandes escritoras norte-americanas, sobretudo de short stories e, de facto, este foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos.

As histórias de Lucia Berlin têm pessoas reais dentro e são retratos do dia-a-dia, enriquecidos pela experiência de uma mulher que trabalhou em hospitais, deu aulas na Universidade, atendeu telefonemas, trabalhou como mulher-a-dias e teve uma vida cheia.

Num dos contos, Lucia, enquanto enfermeira, fala nas mortes dos doentes e, no que respeita à morte de doentes ciganos, escreve algo que eu também já presenciei e que demonstra que os ciganos são iguais em toda a parte:

“Os ciganos são mortes boas. Eu acho… as outras enfermeiras não, e os seguranças também não. Há sempre dezenas deles que exigem estar com o moribundo, que o beijam e abraçam, a desligar e a estragar os televisores e os monitores e o resto dos aparelhos. A melhor coisa nas mortes ciganas é eles nunca mandarem calar os miúdos.

Os adultos clamam e choram, mas todas as crianças continuam a correr e a brincar e a rir, sem que lhes seja dito que devem estar tristes ou mostrar-se respeitosas.”

O presente volume, junta histórias de vários livros de Lucia (edição Alfaguara, com tradução cuidada de Rita Canas Mendes, com notas muito a propósito).

Aconselho vivamente.

O busto

January 28th, 2017

His way

January 23rd, 2017

Não sei se repararam, mas a canção escolhida por Trump para aquela piroseira do baile inaugural foi “My Way” – original de Claude François (“Comme d’ habitude”), adaptado por Paul Anka para “americano” e tornada famosa por Frank Sinatra.

A canção começa com significativo “And now, the end is near”…

Premonitório…

As promessas de Trump

January 20th, 2017

Trump tomou posse.

Discursou durante 18 minutos e prometeu muitas coisas.

Que a América vai ser grande outra vez.

Que as fronteiras se fecharão para quem rouba a riqueza e os empregos aos americanos.

Que o Daesh será esmagado.

Que o Sporting será campeão ainda este ano.

Está tudo dito…

Jerónimo, aproveita agora!

January 14th, 2017

Factos:

1. O governo de António Costa conseguiu assinar um acordo com os patrões e os sindicatos da UGT para aumentar o salário mínimo nacional, a troco de uma descida da TSU para as empresas.

2. O governo de coligação PSD/CDS já tinha feito o mesmo há dois anos.

3. O PCP e o BE sempre foram contra a descida da TSU das empresas; dizem que, deste modo, os patrões vão continuar a pagar salários mínimos porque isso lhes dá benefícios e que é o Orçamento do Estado que fica a pagar a descida da TSU.

4. O PCP vai apresentar, na Assembleia da República, uma proposta para anular a descida da TSU e, portanto, inviabilizar o acordo alcançado entre patrões e UGT; o Bloco de Esquerda, apoia esta iniciativa.

5. O PSD também votará ao lado do PCP e do BE.

Porque sim.

Claro que já aconteceu no passado. Todos se recordam que o governo do Sócrates foi derrubado por uma coligação de PCP, BE, PSD e CDS.

O ressabiado Passos Coelho disse que votará ao lado do PCP e do BE porque se os da chamada geringonça não se entendem, por que raio há de ser ele a ajudá-los.

Portanto, não vota porque acha que é errado baixar a TSU, ou subir o salário mínimo.

Vota a favor do PCP e do BE apenas por raiva por lhe terem tirado o poleiro.

Jerónimo de Sousa, se estás a ler este texto, ouve o que te digo e aproveita agora: apresenta no Parlamento uma moção a favor da saída de Portugal do euro, que é uma coisa que vocês, comunistas, há muito defendem.

Sabemos que o PS quer continuar no euro, mas certamente que o PSD votará ao vosso lado, só para foder o Costa!

Aproveita, Jerónimo, não sejas palonço!