“Pastoralia” de George Saunders (2000)

February 14th, 2018

George Saunders (Texas, 1958), acaba de ganhar o Booker Prize com o romance “Lincoln no Bardo”, mas é mais conhecido como autor de short stories, publicadas em diversas revistas norte-americanas e em colectâneas.

Pastoralia é um conjunto de seis histórias, publicadas em 2000 e editadas no ano passado pela Antígona.

Saunders escreve sobre a América, os seus tiques e os seus truques, escreve sobre pessoas solitárias, os típicos loosers a quem tudo corre mal mas estão sempre a imaginar como a vida poderia ser se não fosse como é.

A história de abertura, que dá o título à colectânea remete-nos para os reality shows absurdos que pululam na televisão. A acção passa numa espécie de parque temático onde um homem e uma mulher simulam viver no Paleolítico. De vez em quando, surgem visitantes, que vão ver como o Mundo era antigamente. Mas também aparece, por exemplo, o filho da mulher, toxicodependente, e que lhe vai pedir dinheiro para consumir e cujo discurso é notável:

“Tudo bem se calhar não devia ter vendido a televisão, mas tu não és uma consumidora involuntária de substâncias, e sabes que mais, eu sou, por isso é que lá estava. Percebes o que estou a dizer? Eu sei que gostavas de ter um filho perfeito, mas não tens, tens um filho que é consumidor involuntário de substâncias e que por vezes comete erros de avaliação, tipo pedir uma televisão emprestada e depois vendê-la para comprar substâncias.”

Mas a história de que mais gostei foi A Infelicidade do Barbeiro, que nos conta o dia-a-dia de um barbeiro de meia idade, solteiro, que ainda vive com a mãe e que sonha com uma namorada, seja ela quem for. Por alguma razão que não é dita, está a frequentar um curso destinado a quem perdeu a carta de condução por erros graves. É lá que conhece uma rapariga “bonita mas gorda” e começa a fantasiar sobre ela:

“Ela sorriu. O coração dele começou a bater mais depressa. Isto nunca acontecia. Elas nunca sorriam. Bem, esta ainda era nova. Se calhar não sabia que não se devia sorrir para homens mais velhos quando não queria ter nada com eles. Ou então se calhar queria mesmo. Era possível. Talvez estivesse farta de rapazolas cheios de tesão que só queriam uma cambalhota rápida. Talvez quisessem agora experimentar alguém com idade suficiente para a apreciar, alguém que não se viesse demasiado depressa e que trabalhasse por conta própria, e que fosse arrumadinho. Por vontade do barbeiro, ela ainda seria virgem por motivos religiosos e nunca tinha dado sequer uma cambalhota. Não que preferisse que ela fosse frígida. Por vontade dele seria uma daquelas virgens por motivos religiosos que, logo depois de casar, se revela uma grande maluca, e quando não se está a revelar uma grande maluca exibe uma serena dignidade nas suas roupas conservadoras de forma que ninguém pode sequer suspeitar quão total e completamente ela se revela uma grande maluca quando tem vontade…”

Gostei mesmo!

 

“Swing Time”, de Zadie Smith (2016)

February 13th, 2018

Zadie Smith nasceu em Londres em 1975, filha de mãe jamaicana e pai inglês, tal como a narradora deste romance. Em criança, gostava de sapateado e, quando adolescente, considerou a hipótese de uma carreira como actriz de musicais, tal como Tracey, a amiga da narradora de Swing Time.

As duas amigas cresceram num bairro social dos subúrbios de Londres e as descrições que Zadie Smith faz desses ambientes remeteu-me para o Bairro do Pica-Pau Amarelo, perto do qual trabalho há décadas.

A mãe da narradora é uma activista, que estuda e luta pelos direitos das minorias.

Diz a protagonistas, sobre a mãe:

“Nunca se submetia, por exemplo, ao culto da «impecabilidade» reinante no bairro – a paixão dos fatos de treino reluzentes, das coruscantes jóias falsas, dos dias inteiros passados no cabeleireiro, dos filhos com ténis de cinquenta libras, dos sofás pagos a prestações ao longo de vários anos – se bem que também não condenasse completamente nenhuma destas coisas. As pessoas não são pobres por terem tomado opções erradas, gostava de dizer a minha mãe, tomam opções erradas porque são pobres”.

Esta última frase aplica-se a muitos dos meus doentes, habitantes dos bairros sociais do Monte de Caparica…

As duas amigas querem ser bailarinas e adoram os musicais de Hollywood, sobretudo os de Fred Astaire, mas também admiram Michael Jackson. Frequentam aulas de dançam e treinam todas as tardes.

Quando chega a adolescência e os seus conflitos, começam a afastar-se.

A narradora diz:

“Eu, pelo contrário, tinha sido completamente apanhada desprevenida pela adolescência, continuando a trautear canções de Gershwin no fundo da sala de aula enquanto, à minha volta, os círculos de amizade começavam a formar-se e a consolidar-se, definidos pela cor, classe, dinheiro, código postal, nacionalidade, música, droga, política, desporto, aspiração, língua, sexualidade… um dia dei a volta naquele enorme jogo de cadeiras musicais e verifiquei que não havia lugar para mim. Sem saber o que fazer, fiz-me gótica.”

Separadas pela vida, a narradora torna-se assistente pessoal de uma artista pop norte-americana, com ascendência africana que tem muitos pontos comuns com algumas reais bem conhecidas: filhos de pais diferentes criados por amas, fundação de escolas para crianças das aldeias africanas… – enquanto Tracey, a amiga de infância, consegue ser bailarina em alguns shows musicais mas acaba de volta ao bairro social, com três filhos, um de cada pai.

Tal como aconteceu com o novo romance de Arundathi Roy, também esta nova história de Zadie Smith me desiludiu um pouco. Penso que quis abarcar coisas demais na mesma história e que acabou por ter material a mais…

Chegamos ao fim da história sem algo de palpável. Vale a pena lutar para sair do círculo vicioso do bairro social e do estigma de ser diferente, não vale a pena fazer nada porque tudo acaba com a morte (a mãe da narradora morre com cancro da mama), mesmo os que saltam de estrato social não conseguem ajudar os seus congéneres porque confundem desenvolvimento com caridade?…

Muitas questões que Zadie Smith expõe mas não desenvolve e o livro acaba por ser “apenas” mais uma história…

Curiosidades linguísticas: o verbo foder

February 10th, 2018

O facto do cardeal de Lisboa ter aconselhado continência aos recém-casados despertou-me a curiosidade no que respeita ao significado dessa palavra.

Continência significa, então, privação (voluntária ou forçada) dos prazeres sexuais, mas também, cortesia militar.

Não deixa de ser curioso que a mesma palavra possa ter este duplo sentido: por um lado, privares-te de um prazer sexual e, por outro, ser cortês militarmente falando…

O que nos leva ao verbo foder.

A palavra foder é considerada uma obscenidade, mas não temos alternativa.

Se, em vez do verbo cagar (outra obscenidade), podemos dizer evacuar e se, em vez de mijar, podemos dizer urinar, em vez de foder, dizemos ter relações, o que é pouco adequado.

E é sempre no plural, não sei se já repararam.

Posso dizer, por exemplo, “tenho uma relação com o meu cão”, mas nunca “tenho relações com o meu cão”.

Isso seria zoofilia.

Portanto, ninguém diz “ontem tive uma relação com a minha mulher”, mas sim “ontem tive relações com a minha mulher”.

Mesmo que só tenha sido uma vez.

Claro que se disser “fodi a minha mulher” ou “comi a minha mulher”, é uma ordinarice.

Em suma, foder não tem termo alternativo – e comer, embora se conjugue da mesma maneira, também não se deve usar neste contexto.

No entanto, há tempos verbais que dão mais categoria ao verbo foder.

Se usarmos, por exemplo, o futuro simples, na segunda pessoa do plural, e dissermos: “se vós foderdes”, até parece uma coisa monárquica.

Voltando ao cardeal patriarca.

D. Manuel Clemente, no fundo, disse aos recasados: “ide e guardai continência”.

Ora aí está outro verbo curioso: o verbo ir que, de certo modo, está relacionado com o verbo foder, já que o objectivo final de foder é vir-se, que é a forma reflexa do verbo ir.

Em conclusão, e ao contrário da opinião do cardeal, dir-vos-ei, casados, solteiros e recasados, ide e fodei em paz.

E que o Senhor vos acompanhe, se for caso disso…

Deixem-se de porcarias!

February 8th, 2018

Imaginem um homem e uma mulher que se casam pela igreja e que, afanosamente, tentam fazer um filho, fornicando quase todos os dias.

A Igreja católica abençoa-os.

Crescei e multiplicai, é a palavra do Senhor.

Ao domingo, depois de uma semana de intenso fornicanço, o casal vai à missa e comunga.

Tudo normal.

Mas eis que os meses passam, os anos passam e nada de criancinhas, por mais que o casal fornique.

As coisas começam a correr mal entre o homem e a mulher.

Separam-se.

Divorciam-se.

Algum tempo depois, um deles conhece outra pessoa.

Decidem casar mas, como são muito católicos, não fornicam sem, primeiro, ir pedir a opinião ao padre.

O padre socorre-se do documento do Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, recentemente divulgado (confirmar aqui) e avisa-os:

“Podeis casar mas não podeis foder!…”

E comungar? – pergunta o casal, ansioso…

“Hum… se vos portardes bem… mas nada de fornicanço!…”

O casal entreolha-se e pergunta: e sexo anal? e sexo oral? e sexo manual?

O padre, aflito, vasculha o documento de D. Manuel Clemente.

Contém seis alíneas, mas nenhuma fala em sexo oral, anal ou manual – só em continência!

O padre encolhe os ombros e diz: “Olha, seja o que Deus quiser!”

 

Portugal dos Pequenitos # 2

February 3rd, 2018

O capítulo desta noite começa num gabinete do Ministério Público, onde um funcionário está a arquivar o inquérito contra o ministro Centeno.

Outro funcionário entra na sala e tenta impedir o colega.

“Não arquives isso já… espera pelo fim da Operação Lex… Se o Vieira for condenado, pode ser que a gente ainda aproveite isso…”

A cena passa para outra sala do Ministério Público, onde um juiz está às voltas com os documentos da Operação Atlântico. À porta, assoma uma colega carregada de dossiers.

“Onde vais com esse peso? Olha a tua coluna, rapariga!” – diz o juiz.

“É parte da Operação Fizz” – responde a juíza, e continua o seu caminho.

Na cena seguinte vemos Rangel a aparar a barba e a falar sozinho, enquanto se olha ao espelho.

Por trás, surge a ainda-mas-quase-ex-mulher, Fátima, que o manda calar:

“Olha que isso que estás a dizer aparece amanhã no Correio da Manhã!” – exclama ela.

Rangel olha em volta, como se estivesse à procura de microfones. Depois, encolhe os ombros e diz: “deixa estar, eles prendem o Sócrates e deixam de nos chatear…”

A cena final do capítulo de hoje é no Palácio de Belém.

Marcelo está triste e murmura:

“Não sei a quem hei de dar beijinhos este fim de semana!”.

  • Não perca os próximo capítulos…

Caça ao Centeno

January 28th, 2018

Só faltava o Centeno!

Agora dizem que favoreceu os filhos do Kadhafi dos pneus e que se deixou corromper por uns bilhetes para a bancada central do Estádio da Luz.

O Ronaldo das Finanças foi fintado?

Chamem o Vídeo-árbitro!

Em defesa de Trump

January 24th, 2018

Está tudo muito indignado porque Trump terá mandado pagar 130 mil dólares à actriz porno, Stormy Daniels para ela ficar caladinha e não revelar que andou enrolada com o presidente norte-americano, já depois de ele estar casado com a Melania.

Cambada de invejosos!

Que queriam eles? Que a Sra. Dona Stormy pusesse a boca no trombone e começasse a publicitar as habilidades sexuais que praticou com o Sr. Trump?

Será que algum dos que criticam o presidente vem para a rua falar sobre as suas tristes vidas sexuais?

Basta olhar para a fotografia da Sra. Dona Stormy para perceber que ela é uma pessoa honesta, capaz de ter amado verdadeiramente o Donald e só aceitou os 130 mil dólares porque compreende que, sendo ele o actual presidente do país mais poderoso do mundo, tendo à mão um botão nuclear maior e mais potente que o do tipo da Coreia do Norte, o facto de continuar a ir para a cama com ela não seria bom para a paz no Mundo.

Se consultarmos a wikipedia, vemos que Stormy Daniels ganhou diversos prémios pelo seu desempenho nos muitos filmes em que já participou. Ganhou por três vezes o Prémio Favourite Breasts, o que não é para qualquer uma, com ou sem implantes – portanto, não precisaria dos 130 mil dólares para nada!

Além disso, a acreditar nas bocas que Donald gosta de mandar às mulheres, provavelmente, o alegado envolvimento dele com a Stormy não passou de uns apalpões.

Deixem mas é o Donald trabalhar, que ele há de acabar por se enterrar sozinho.

Portugal dos Pequenitos #1

January 21st, 2018

Resumo do episódio desta semana:

Rui Rio anda à procura de casa em Lisboa, desde que foi eleito líder do PSD; enquanto não encontra, está hospedado numa hotel de 3 estrelas.

Hugo Soares, líder do grupo parlamentar do PSD, decide ir ter com Rio e coloca o seu lugar à disposição.

Rio declina e diz que quer continuar a dormir no hotel.

Entretanto, Pinto da Costa exige ir ver os estragos na casa de banho do Estádio do Estoril.

Olhando para a racha na parede, exclama: “Já vi rachas maiores!”

Todos se riem.

A cena muda para um jovem universitário que diz que respondeu a um inquérito sobre a Sida.

Faz parte dos 27% que responderam que achavam que a Sida pode ser transmitida por um talher.

Jura que nunca mais enfia a colher na vagina das namoradas.

Logo a seguir, vemos José Sócrates combatendo os vírus informáticos que atacaram as gravações das escutas telefónicas da Operação Marquês.

Alguém fala ao telefone com alguém mas só se percebe parte do que é dito: “Está… pois…. dinheiro… emprestas… aldrabão…. foge… inconstitucional… porra!”

Sócrates sorri. O seu rosto diz tudo: águas de bacalhau.

A última cena passa-se numa igreja de Nelas, onde um padre ucraniano, casado e com filhos, diz missa.

Será que sobrevive?

Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos.

 

“Terra Amarga”, de Joyce Carol Oates (2010)

January 21st, 2018

Joyce Carol Oates (1938), é uma escritora norte-americana, autora de diversas novelas, peças de teatro e colectâneas de contos, e que, por várias vezes, fez parte das listas para o Nobel da Literatura.

Este Terra Amarga é um conjunto de dezasseis contos que têm em comum o luto, a perda e a violência das emoções.

Não são histórias fáceis e valem, sobretudo, pelo ambiente que Oates consegue criar com a força das suas palavras.

A última história, que dá o título à colectânea (Sourland) é, simultaneamente, erótica e violenta, contando-nos a história de Sophie, uma viúva de  meia-idade que, pouco depois da morte do marido, aceita ir ter com um homem que mal conhece, desfigurado por uma explosão e que vive numa cabana perdida no meio da floresta gelada do Minnesota.

Perturbadoras histórias, no mínimo…

Edição Sextante, 2014, tradução de Susana Baeta.

O regresso do Sr. Lopes

January 8th, 2018

Aproxima-se a eleição do novo líder do PSD.

Dois jovens se perfilam: Rui Rio e Santana Lopes.

Dois sexagenários cheios de sangue na guelra.

De Rui Rio, sabemos pouco – o mesmo não se poderá dizer do Sr. Lopes.

O Coiso muito escreveu sobre o Sr. Lopes, ao longo destes anos, sobretudo nos poucos meses em que foi primeiro-ministro (esses textos podem ser recordados aqui).

Num desses textos, recordava-se o caminho do Sr. Lopes, até chegar a primeiro-ministro e rezava assim:

“Entretanto, a Visão desta semana publica um artigo em que se traça o caminho percorrido pelo Sr. Lopes, desde que entrou na política até aos dias de hoje.

Para além de três casamentos falhados, que é algo que pode acontecer a qualquer um, eis os cargos por onde o Sr. Lopes já passou: nascido em 1956, entra para o PSD aos 22 anos e, depois de apoiar o regresso de Sá Carneiro ao PSD, é nomeado adjunto do ministro adjunto do primeiro-ministro, no governo de Mota Pinto. Fica lá 6 meses.
Parte então para Alemanha, com uma bolsa de estudos, para se especializar em Ciências Políticas. Regressa menos de um ano depois, sem acabar o curso.

Torna-se assessor jurídico de Sá Carneiro até à morte deste. É eleito deputado e escreve artigos nos jornais, sob pseudónimo, a condenar o governo de Balsemão e apoia Cavaco. Quando o Sr. Aníbal chega à presidência do PSD, nomeia o Sr. Lopes secretário de Estado da Presidência. Está com 31 anos. Candidata-se a deputado ao Parlamento Europeu, é eleito, farta-se de faltar às sessões e regressa dois anos depois, sem ter acabado o mandato.

Cria o PEI (Projectos, Estudos e Informação) e lança a revista Sábado, com Joaquim Letria como director. Compra o Record e o Diário Popular, lança a Radiogest e O Liberal, com Maria João Avilez como directora; esta é afastada pouco depois, sendo substituída por Freire Antunes (que fica lá menos de dois meses), Fernando Seara e Francisco Sousa Tavares. Da Sábado, afasta Letria e convida Miguel Sousa Tavares. Pouco depois, desiste da PEI.

Em 1990, Cavaco nomeia-o secretário de Estado da Cultura, com as consequências que todos sabemos. Em 1994, demite-se, quando percebeu que o cavaquismo estava a dar as últimas. Concorre à presidência do PSD, contra Fernando Nogueira e Durão Barroso, em 1995, e perde.

Torna-se, então, presidente do Sporting, durante nove meses!

Concorre novamente à presidência do partido, contra Marcello Rebelo de Sousa, e perde.

Em 1997 ganha a Câmara da Figueira da Foz. Em 2000, suspende o mandato e candidata-se à presidência do PSD, contra Durão Barroso e perde!

No ano seguinte, ganha a Câmara de Lisboa, que abandona, a meio do mandato, para ocupar o cargo de primeiro-ministro.

Vai ou não vai ser mesmo um fartar de rir?!…”

Não foi – ou aliás, foi, mas por pouco tempo.

Aguentou-se pouco mais que 7 meses. Jorge Sampaio demitiu-o e dissolveu a Assembleia.

E depois disso?

Vejamos:

Em 2005, concorre como líder do PSD contra José Sócrates e perde, enquanto o PS consegue a sua primeira maioria absoluta da História.

Durante dois anos, andou por aí e, em 2007 e 2008, sendo Filipe Menezes líder do PSD, dirigiu a bancada do PSD na Assembleia.

Em 2008, candidata-se a líder do PSD e perde para Manuela Ferreira Leite.

No ano seguinte, candidata-se, novamente, à Câmara de Lisboa, à frente de uma portentosa coligação que englobava PPD-PSD, CDS-PP e MPT-Partido da Terra. Perde para António Costa.

Em 2011, sendo Passos Coelho primeiro-ministro, é nomeado Provedor da Santa Casa da Misericórdia.

E agora, decide concorrer, mais uma vez, a líder do PSD.

Ontem mesmo, aconselhou o adversário a tomar “Rennie, Kompensan ou Alka-Seltzer”, uma vez que está sempre “amargo, azedo e mal disposto com toda a gente”.

Este Sr. Lopes é mesmo um cómico…