Outra razão para impedirmos a Manuela de ser primeira-ministra

July 2nd, 2009

Há muitas razões para não deixarmos a Manuela Ferreira Leite ser primeira-ministra, mas hoje vamo-nos ficar por esta:

A Dona Manuela está com perturbações da memória.

Ela esqueceu-se do que Santana Lopes fez como presidente da Câmara de Lisboa, ela esqueceu-se que esteve contra Durão Barroso quando este cedeu o seu lugar so Sr. Lopes, ela não se lembra das coisas que ele disse dela, quando ela concorreu contra ele, nas últimas eleições no PSD.

Agora, a Dona Manuela apoia devotadamente o Sr. Lopes – o homem dos túneis.

A Dona Manuela é capaz até de rezar pelo Sr. Lopes – ele, que pediu a ajuda de Deus para ganhar as eleições autárquicas, como se Deus não tivesse já tanto que fazer com as vítimas da gripe, das manifes no Irão e das quedas do airbuses.

Se a MFL ganhar as eleições em Setembro (livra!) é muito capaz de se esquecer que Dias Loureiro (outra grande vítima do Alzheimer) é arguido no caso BCP e convidá-lo para ministro da Administração Interna, cargo que ele ocupava no governo de Cavaco Silva, quando aconteceu o bloqueio da ponte 25 de Abril (será que alguém se lembra disto?)

Uma razão para impedirmos a Manuela de ser primeira-ministra

July 1st, 2009

Há muitas razões para não deixarmos a Manuela Ferreira Leite ser primeira-ministra, mas hoje vamo-nos ficar por esta:

A Manuela Ferreira Leite não é capaz de pensar pela sua própria cabeça.

Afinal, ela assinou a autorização da compra da rede fixa pela Portugal Telecom, em 2002, não porque estivesse de acordo, não porque precisasse daquele dinheiro para manter o déficit abaixo dos 3%, mas apenas porque o negócio já tinha sido resolvido pelo governo anterior, chefiado por Guterres.

Em Setembro, se MFL ganhar as eleições (livra!), é muito capaz de começar as obras do novo aeroporto, do TGV, da 3ª auto-estrada Lisboa-Porto e da nova ponte sobre o Tejo e dizer que não tem culpa nenhuma, porque foram decisões do governo de Sócrates.

Há polícias azarados

July 1st, 2009

Título do Público de ontem:

“Polícias dizem que todos os dias são agredidos dois agentes”.

Todos os dias?

Coitados! Devem estar já em muito mau estado, esses dois polícias!…

“A Mãe”, de Rodrigo Leão

June 28th, 2009

maeDisco triste, depressivo, para ouvir apenas quando se está equilibrado psicologicamente.

Um tipo que esteja em baixo, ao ouvir, por exemplo, Ana Vieira a cantar o tema “Vida tão estranha” e a lamentar-se “já nem chorar me dá consolo”, é muito capaz de deixar o cd a rolar e atirar-se do sexto andar.

No panorama da música popular portuguesa, Rodrigo Leão é único, quer pelo tipo de música que faz, quer pela seriedade da produção, quer pela busca dos colaboradores, neste caso, o Cinema Ensemble, a Sinfonietta de Lisboa e mais.

Além disso, e como não sabe cantar, pede a ajuda de quem sabe e, neste disco, tem a voz de Ana Vieira, de Stuart Staples (dos Thindersticks), de Neil Hannon (dos Divine Comedy) e de Daniel Melingo.

Destaco as faixas “Vida tão Estranha”, “Ya Skaju Tebe”, “A Corda”, “Canciones Negras” e “No sè nada”, mas todo o disco, dedicado à mãe do compositor, recentemente falecida, merece ser escutado com atenção.

Na mó de baixo

June 28th, 2009

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CSI – New York – série 3

June 28th, 2009

csiny3A grande vantagem deste tipo de séries pode ser também a sua grande desvantagem: a rotina.

A 3ª temporada do CSI-New York traz pouco de novo, em relação às temporadas anteriores e isso pode não ser mau, porque a produção continua excelente, os actores são convincentes, as imagens de Nova Iorque são espectaculares e as histórias são mais ou menos imaginativas.

No entanto, também não fazia mal inovar um pouco e apresentar alguns episodios com um pouco mais de acção, como é o caso do último desta série, que até inclui terroristas do IRA…

Deve a PT comprar a TVI ou a CGTP?

June 26th, 2009

Este ano, a campanha para as legislativas vai ultrapassar tudo a que estávamos habituados.

Combates ideológicos pertencem ao passado – qual a diferença ideológica entre o PS e o PSD? O que distingue, ideologicamente, o PSD do CDS? O que separa, sob o ponto de vista ideológico, o PCP do Bloco de Esquerda? Que diferenças ideológicas importantes existem entre o PS e o PCP? E, se exceptuarmos a legislação sobre gays e eutanásia, o que separa o CDS do Bloco?

Eu sei que estou a ser exagerado mas todos sabemos que, por exemplo, o Manuel Alegre, que é do PS, fala como se fosse do PCP ou do Bloco; que o CDS, no que toca aos agricultores, quase que parece o PCP a defender a Reforma Agrária; que o PSD, em geral, parece qualquer partido e partido nenhum, conforme está no governo ou na oposição; que o PS, igualmente.

E, dos Verdes, nem é bom falar…

Portanto, a ideologia morreu – viva a má língua!

E nesta campanha eleitoral, vamos destilar muito veneno.

Vamos saber, por exemplo, que, afinal, Manuela Ferreira Leite não é assim tão boa avó como quer fazer parecer e que é capaz de deixar a neta, aos berros, enquanto está a preparar o Orçamento Geral do Estado.

Vamos descobrir que Paulo Portas, apesar de dizer que deseja ter um filho, não tem feito nada por isso.

Vamos ouvir dizer que Francisco Louçã, muito provavelmente, é um adepto da bigamia, embora isso nada tenha a ver com aquela calmeirona que andava sempre atrás do Miguel Portas.

Vamos ficar estupefactos com as cenas que Sócrates inventa para escapar ao controlo de Fernanda Câncio, chegando a mascarar-se de Paulo Rangel, para lhe fugir.

Vamos chorar a rir com Jerónimo de Sousa e as suas anedotas sobre Lenine.

Os jornais vão descobrir escândalos escondidos há anos, e só agora revelados, e que vão influenciar o voto dos portugueses, como esta história da PT querer comprar 30% da TVI, só para calar a Manuela Moura Guedes, para que ela não ataque mais o Sócrates.

Claro que o Zeinal Bava é primo do Sócrates, por parte daquele que está a aprender kung-fu na China, e está a fazer-lhe um frete.

Como a D. Manuela Ferreira Leite já explicou, o Sócrates queria obrigar o Bava a comprar a TVI, para silenciar a outra Manuela. Mas, como o Sócrates desistiu e diz que vai vetar o negócio, a D. Manuela diz que só faz para se auto-promover.

Estás lixado, ó Sócrates: és preso por quereres a Prisa e preso por não a quereres!

Mas a PT ia fazer um mau negócio.

Considerando a sua capacidade mobilizadora anti-governo (cem mil professores, cem mil trabalhadores da função pública, cem mil operários, cem mil polícias), a PT devia era comprar a CGTP, de Carvalho da Silva!

Bava – atira-te ao Carvalho!

O bode respiratório

June 24th, 2009

nunocardosoPara quem já não se lembra: Nuno Cardoso é aquele senhor longilíneo, com um problema qualquer na respiração, que foi presidente da Câmara do Porto, entre 1999 e 2001.

Em 2001, Cardoso assinou um despacho em que perdoou uma coima ao Boavista, aplicada pela Polícia Municipal do Porto, por o clube ter efectuado obras, sem licença, nas imediações do estádio do Bessa.

Esta história acabou por ser divulgada, no âmbito do Apito Dourado.

Por ter perdoado essa dívida, Nuno Cardoso foi agora condenado a 3 anos de prisão, com pena suspensa.

Não deixa de ser irónico que Cardoso seja o primeiro e, até agora, único, autarca e/ou figura pública a ser condenado no âmbito do Apito Dourado.

Com aquela deficiência respiratória que lhe é característica, Cardoso explicou aos jornalistas que não sabe como é que a sua assinatura foi parar àquele despacho e acrescentou estar mais preocupado com a justiça divina do que com a justiça dos homens.

Assim sendo, e depois de se ter remetido ao silêncio nos últimos 8 anos, agora que foi condenado a 3 anos de prisão, Cardoso promete regressar à política!

E eu acho muito bem!

Por que carga de água é que Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais e outros eminentes autarcas preparam as respectivas re-eleições, apesar de estarem acusados de dezenas de crimes, e Nuno Cardoso, por causa de uma merda de um despacho que lhe vale 3 anos de prisão, não há-de regressar à política?!

Por que raio é que ele, como diria Jorge Jesus, há-de ser o bode respiratório do processo Apito Dourado?

Força, Nuno!

Autarcas condenados (ou suspeitos) unidos, jamais serão vencidos!

“A Vida e as Aventuras do Rapaz Relâmpago”, de Bill Bryson

June 21st, 2009

rapazrelampagoÉ sempre um prazer ler um livro de Bill Bryson.

Embora seja mais conhecido pelos seus livros de viagens, Bryson escreve sobre quase tudo – aliás tem um livro chamado “Breve História de Quase Tudo”.

E escreve sempre de um modo muito divertido.

Este livro aborda a América da década de 50, do século passado, a década da prosperidade norte-americana e, também, a década em que Bill Bryson, nascido em 1951, cresceu.

Os pais de Bryson eram jornalistas no Register de Des Moines, no Iowa – o pai, jornalista desportivo, a mãe, de temas femininos e, pelos vistos, a infância do futuro escritor foi feliz e despreocupada.

No livro, Bryson relembra esses tempos, sempre com muitos e curiosos pormenores estatísticos.

Na década de 50, na América “éramos felizes e indestrutíveis. Não precisávamos de cintos de segurança, de airbags, de detectores de fumos, de água engarrafada, nem da manobra de Hemlich. Não eram necessárias tampas à prova de crianças nos medicamentos. Passeávamos sem capacete quando andávamos de bicicleta, e sem joalheiras e cotoveleiras quando andávamos de skate. Sabíamos, sem que precisassem de nos lembrar por escrito, que a lixívia não era um refresco e que, quando exposta a um fósforo, a gasolina tendia a entrar em combustão. Não nos precisávamos de preocupar com aquilo que comíamos, pois quase todos os alimentos eram benéficos: o açúcar dava-nos energia, a carne vermelha tornava-nos fortes, o gelado proporcionava-nos ossos saudáveis, o café mantinha-nos alerta e produtivos”.

Tempos felizes, esses, onde até o tabaco era aconselhado pelos médicos…

Mas também existiam modas irritantes, como o aeromodelismo (e só a malta com mais de 50 anos, sabe do que estou a falar). “O modelismo tinha fama de ser muitíssimo divertido mas, na verdade, não passava de uma provação misteriosa que tínhamos de enfrentar de tempos a tempos, como parte do processo de juventude. Os modelos pareciam sempre divertidos, é verdade. As ilustrações nas caixas representavam aviões de combate de um pormenor maravilhoso (…). Mas, quando chegávamos a casa e abríamos a caixa, o conteúdo revelava ser de um cinzento-chumbo, ou de um verde-azeitona uniforme, consistindo talvez em sessenta mil partes minúsculas, algumas pouco maiores do que um protão, todas ligadas de uma qualquer forma orgânica e inseparável a varetas de plástico semelhantes a palitos de coquetel. Os tubos de cola, em contraste, eram enormes, do tamanho de seringas de pasteleiro. Por muito pouca força que se empregasse, vomitavam sempre pelo menos meio litro de uma gosma viscosa transparente cujo único instinto era aderir a qualquer objecto estranho – um dedo humano, os cortinados da sala, o pêlo de um animal de passagem – e transformar-se num fio infinitamente comprido.”

Tantas vezes que isto me aconteceu, no início da minha adolescência, até desistir, definitivamente de construir modelos de aviões, ou barcos, ou automóveis.

Bryson é dois anos mais velho do que eu, e enfrentou a possibilidade de ir para guerra do Vietnam um pouco antes de eu enfrentar a possibilidade de ir para a guerra colonial. Em ambos os casos, o que nos safou foi estudar.

Diz ele: “Em 1968, um quarto dos jovens americanos estava nas forças armadas. Quase todos os outros frequentavam a escola, estavam na prisão ou eram o George W. Bush”.

Impagável, este Bryson!

Onde pára o calor?

June 19th, 2009

A comunicação social anda preocupada com o Nuno Melo, o BPN e o Vitor Constâncio, com a mudança de atitude de Sócrates, com as candidaturas à presidência do Benfica e com o pequeno Martim (alguém se lembra da pequena Esmeralda?…).

Vai daí, os nossos velhotes andam todos a morrer aos poucos com o calor que se faz sentir e que não é noticiado como devia ser!

É vê-los, à torreira do sol, secos que nem carapaus, com a língua colada ao céu da boca, porque não há nenhum jornalista que os avise que estamos a viver uma onda de calor e que, por isso, devem andar pela sombra e beber muita águinha.

Jornalistas maus, estes!

No ano passado, bastava a temperatura subir um pouco acima dos 28 graus e era logo reportagens nos largos das vilas, com o coreto ao fundo e as perguntas inteligentes: “Então, que me diz a este calor?”; E o velhote, de camisa, pulóver e casaco, respondia: “A gente aqui na Amareleja, estamos habituados!”

Agora, há uma semana que as temperaturas rondam os 35 graus e os gajos não avisam ninguém!

Ainda ontem vi velhotes na rua, de sobretudo e chapéus de chuva, porqe não sabiam que ia estar tanto calor, caraças!

Afinal, onde está o direito a sermos informados como deve ser?!