“Precious”, de Lee Daniels

Não bastava à pobre da Precious ser negra e gorda. Tinha que ser, também, muito feia, mal encarada, analfabeta, pobre e – cereja no topo do bolo – maltratada pela mãe e violada pelo pai.

Sinceramente, não me senti tocado pela personagem; nem incomodado, nem revoltado, nem solidário, nem nada.

Precious não tem substância e por mais verdadeira que possa ser a história, a mim não me convenceu.

A mãe de Precious tem os defeitos todos, o pai só aparece para violar a filha, a professora boazinha que ensina Precious a ler é lésbica, a primeira filha de Precious é mongolóide. Para evitar transformar isto tudo num grande dramalhão, o realizador tentou fazer um filme despojado, para parecer mais verdadeiro.

Comigo não pegou.

Por razões que não compreendo, Mo’Nique, que interpreta o papel de Precious, ganhou o óscar para melhor actriz secundária (quem será a actriz principal neste filme, em que Precious ocupa todo o écran?)

4 thoughts on ““Precious”, de Lee Daniels

  1. Olá!
    Na realidade Mo’Nique não é Precious, mas sim mãe dela. Daí o óscar para actriz secundária.
    Não vi o filme e também não sinto grande curiosidade… Dos trailers fiquei sempre com a sensação que era demasiado “história da coitadinha” para o meu gosto.

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