André Passos Ventura Coelho

Foi esta estrangeirinha que o Marcelo arranjou, com a ajuda da Gago.

Deitando abaixo um governo de maioria absoluta que ia a meio do mandato, proporcionou a eleição de 50 deputados grunhos e os lacraus começaram a sair de debaixo das pedras.

O Passos com três esses já tinha começado a levantar aquela cabeça em forma de melão, agora ainda mais saliente, graças ao rapanço – mas com o lançamento do livro “Identidade e Família”, a coisa está mais séria.

O livro reúne textos de retrógrados ilustres, nomeadamente, João César das Neves, José Ribeiro e Castro, Gonçalo Portocarrero de Almada, Paulo Otero, e outros. Nesses textos, ataca-se a chamada ideologia de género, a alegada destruição da família tradicional, a possibilidade de a eutanásia passar a ser legal, a liberalização do aborto e afins.

Este grupo de energúmenos consegue associar a “disforia de género a várias patologias psiquiátricas”, sendo incapazes de se autodiagnosticarem. Não será preciso ser um psiquiatra de elite para diagnosticar três ou quatro patologias a um senhor que compara o aborto com a venda de um carro ou de uma casa.

Aquele economista que parece ter sido ungido por Deus quando era pequenino, o João César das Neves, diz mesmo que as “senhoras, alegadamente tiranizadas, nunca se queixavam”. Se não foi ele que disse, foi um dos outros senhores. Portanto, como as senhoras não se queixavam, conclui-se que não levavam porrada dos maridos.

Outro destes perigosos extremistas, disse, numa cerimónia pública, para “não termos medo de enterrar o 25 de Abril”.

E o Passos Coelho associa-se a esta corja.

Na plateia que assistia à apresentação do livro, destacava-se o futuro primeiro-ministro, quando o Coelho for Presidente: o André Ventura.

Será que vou ter de emigrar depois dos 70 anos?!

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