2014 em revista

O ano de 2014 começou com a notícia de que as reformas iriam ser recalibradas. Não chegámos a saber, ao certo o que raio era isso…

Depois de tomarmos conhecimento do caso do iraniano que não toma banho há 60 anos, ficámos a saber a sangria só pode ser produzida, com esse nome, em Portugal e em Espanha, o que nos deixou inchados de orgulho.

Talvez seja por isso que a NSA nos andou a espiar, talvez para sacar a receita da sangria e passar a fabricá-la nos States.

Enquanto em Madagáscar se elegia um presidente com um nome com 19 letras, descobrimos que o presidente francês, aquele careca meia-leca, andava a dormir com um actriz, deixando a jornalista para trás.

Em Fevereiro, o DN introduziu a noção de “nudez substancial” e soubemos que os jovens argentinos estavam sem tomates.

Foi também em fevereiro que começámos a ficar muito mais descansados no que respeita ao caso dos submarinos; afinal, os alemães condenados por corrupção, pelo vistos, corromperam-se a si mesmos porque os dez portugueses envolvidos foram todos absolvidos.

Espantados ficámos quando ouvimos Passos Coelho dizer que “não é nada abonado” e, ainda mais, quando Luis Montenegro conseguiu tirar os portugueses de Portugal, dizendo que “a vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor”.

Em março discutimos se a saída de Portugal seria limpa ou suja, soubemos que Portas tinha uma mulher escondida nas listas para as europeias e o governo mostrou intolerância ao leite, demitindo um secretário de Estado lácteo.

Em abril, já havia portugueses a enviar facas a Passos Coelho e, lá para o Norte, protestava-se contra o aumento das taxas dos cemitérios.

Que a GNR já não ia para a República Centro Africana, soubemo-lo em maio; os efectivos tinham andando a preparar-se na Trafaria, mas foram chamados para perseguir o Baltazar, o monstro de S. João da Pesqueira.

Ainda em Maio, a D. Maria Cavaco andou a distribuir pirilampos, enquanto Marinho e Pinto (alguém se lembra dele) angariava votos.

Em junho, suspirámos com o Aquiles do Ronaldo e começámos a perceber que o Zborden tinha um presidente, no mínimo, curioso.

Entretanto, enquanto Cavaco explicava aos portugueses o que é o nervo vago, desmaiando em público, ficávamos a saber que Jardim estava no Poder há mais anos que Salazar.

Foi ainda em junho que a nossa selecção de aleijadinhos saiu do Mundial pelos fundos e que um italiano inventou um gelado com sabor a Papa!

Em julho, o BES deu o peido mestre e uma japonesa fabricou a sua vagina numa impressora 3 D, como se o original não chegasse!

Em agosto, Moedas foi para Bruxelas (deram por isso?) e o vírus ébola começou a atacar, nomeadamente, jornalistas.

Em setembro, Luis Filipe Menezes introduziu o conceito de “homicídio pessoal”, Costa tornou-se em mais um António e disseram-nos que, afinal, Passos Coelho talvez não seja tão incorruptível como parece, apesar de viver em Massamá.

O mês de outubro foi de Crato e daquele juiz que decretou que o sexo depois dos 50 já não é grande coisa.

Em novembro, Durão Barroso mereceu um colar dado por Cavaco, Pires de Lima mostrou a sua veia etílica no Parlamento, e os portugueses começaram a tomar banho com água engarrafada por causa da legionella.

Mas a notícia do ano foi mesmo a detenção de Sócrates, acusado de ter um motorista chamado Perna e um amigo que lhe emprestava muito dinheiro.

O mês de dezembro chegou com a estátua do Ronaldo com tesão e terminou com a porra do Soriano.

Foi um ano divertido.

Bom 2o15!

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