Compulsivamente?!

Manchete da primeira página do Diário de Notícias de hoje:

“Portugal eliminado após erro de Queiroz – Substituição de Hugo Almeida abriu portas à derrota que Eduardo chorou compulsivamente”.

Em primeiro lugar, Portugal não é eliminado por causa de um erro de Queiroz, mas sim por causa dos múltiplos erros do referido senhor.

Mas do que eu gosto é de Eduardo a chorar compulsivamente!

Compulsivamente?!

“Compulsivamente” vem de compelir, que significa “constranger a fazer alguma coisa, forçar, obrigar”

O jornalista não quereria dizer “convulsivamente” (“convulsão: movimento espasmódico causado por uma emoção forte”)?

Cada jornalista tem a selecção que merece!…

Essa do Queiroz!…

Valente selecção! Conseguiu empatar com a primeira equipa do ranking, o Brasil, e só levar um golo da segunda, a Espanha!

A selecção jogou certinha, encolhidinha, aflitinha, à rasquinha, pobrezinha mas honradinha.

Jogou triste, como o país.

A passar para o lado e para trás ou a chutar lá para a frente, à espera de um bambúrrio.

Duas linhas defensivas, bem fechadas, muita cafuga, muita miaúfa e muito medinho e, acima de tudo, muito respeitinho pelos espanhóis – porque o respeitinho é muito bonito.

Depois, como é costume, começaram com muita pressa no final do jogo, a tentar fazer o que não foi feito nos 90 minutos anteriores.

E no fim, a selecção foi eliminada.

Queiroz desapertou o segundo botão da camisa, mostrou o fiozinho de oiro sobre os pêlos do peito e disse que saíram todos de cabeça erguida.

Deves estar a ver mal, ó Queiroz!

Este treinador só dá para as ilhas

Carlos Queiroz só teve sucesso contra ilhéus.

No passado, notabilizou-se como treinador adjunto, nas ilhas Britânicas.

Já como treinador da selecção nacional, só conseguiu ganhar às ilhas Faroé e à ilha de Malta.

Jogar contra países localizados no continente, o tipo não sabe.

Ontem, contra o Brasil, até nem foi mau. Poucas selecções se podem gabar de marcar dois golos ao Brasil.

Propõe-se: manter o Carlos Queiroz sempre que a selecção jogue contra uma ilha e arranjar outro treinador para os jogos a sério.

Liedson português? Então, quero ser espanhol!

Dizem os jornais que o processo está a andar e que, se as coisas correrem bem, Carlos Queirós já poderá convocar Liedson para o jogo da selecção, contra a Suécia.

Já agora, por que não promover a naturalização de Helton, para jogar a guarda-redes, Luisão e Léo, para a defesa, ao lado de Pepe, Derlei, para jogar ao lado de Deco e mais uma dúzia de brasileiros que jogam em Portugal?

A seguir, Cristiano Ronaldo, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Nani pediam a cidadania inglesa, Quaresma passava a ser italiano, Danny naturalizava-se russo e Miguel e Simão passavam a ser espanhóis.

Quanto a mim, reafirmo: se o Liedson jogar algum dia na selecção nacional, passo a ver os jogos da selecção espanhola.

Kosovo lixa a selecção!

Só não vê quem não quer.

O empate de ontem da selecção nacional de futebol, frente a 10 jogadores da selecção da Albânia é a primeira consequência do reconhecimento da independência do Kosovo, por parte do governo português.

Só assim se explica que o Pepe do Real Madrid, o Quaresma do Inter de Milão, o Paulo Ferreira do Chelsea, o Miguel do Valência, o Hugo Almeida do Bremen, o Dany do S. Petersburgo e o Ronaldo do Manchester, não tenham conseguido marcar sequer um golito aos coxos, mas abnegados, albaneses.

Segue-se uma derrota com Malta.

(e a nossa sorte é não irmos jogar contra a Ossétia do Sul…)

Não voltes, Scolari!

E não voltes mesmo! Não estás perdoado!

Prefiro a selecção a perder 2-3 mas a jogar ao ataque, do que o futebol defensivo, depressivo e calculista do 1-0.

Claro que falhar tantos golos e dar tantas facilidades na defesa, como ontem aconteceu contra a Dinamarca, precisa de correcção rápida. O ataque parecia o do Manchester, com a pontaria do do Benfica; a defesa parecia mesmo a do Benfica, incluindo o Quim, que se armou em Ricardo e saiu a um cruzamento de olhos fechados.

Confesso que também não gostava muito do Queirós, mas o homem melhorou com os anos que passou ao lado de Ferguson e, sobretudo, desde que rapou o bigode.

Bom… respira-se fundo e espera-se que as coisas melhorem.

Não quero voltar ao tempo das vitórias morais, mas também odeio o futebol de Scolari.

Something in between, ok?