Veleiros no tejo

A 50ª Grande Regata Tall Ships passou por Lisboa. Dezenas de grandes veleiros exibiram-se no Tejo e misturaram-se com muitos outros veleiros, mais pequenos. Hoje, a partir das 11 horas, as águas do rio estavam a abarrotar de velas.

É um privilégio poder passear pelo Ginjal e ver o Tejo assim tão cheio de vida!

Ao contrário do que é costume, hoje o cais do Ginjal, tinha muita gente. Vieram todos para ver os grandes veleiros, como o italiano Américo Vespuccio ou a portuguesa Sagres.

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O cais do Ginjal está abandonado há décadas. Com um panorama privilegiado sobre Lisboa e o seu imenso rio, o Ginjal é um conjunto de edifícios abandonados das antigas fábricas de conserva de peixe. Esses edifícios, em ruínas, albergam agora bandos de imigrantes romenos e não só, que, aos poucos, foram ocupando os espaços ao abandono. O lixo acumula-se: garrafas de cerveja, latas, plástico. Ao fundo do cais, cerca de dois quilómetros para lá de Cacilhas, em direcção à ponte sobre o Tejo, grandes barracões abandonados são, agora, depósitos de lixo. Ao longo do cais, os pescadores de fim-de-semana atiram para o chão as caixas dos iscos, os papéis onde embrulham as sandes do lanche e as eternas garrafas de mínis.

Os poucos visitantes, muitos deles estrangeiros, que se aventuram pelo cais, habitualmente não vão além do elevador panorâmico que, ironicamente, está avariado, logo agora que, em época alta, o local tem mais visitantes. Mas, para além do elevador e do jardim que o rodeia, há outro cais para descobrir, e mais ruínas e mais lixo.

Suspeito que a maior parte da gente que vive em Almada e arredores nem sonha que tem aqui, no Ginjal, um passeio tão agradável.

E a Câmara de Almada, neste caso, ou está desinteressada ou valores mais altos se levantam.

(Mais fotos dos veleiros cruzando o Tejo, em direcção ao mar, podem ser vistas no Flickr).

2 thoughts on “Veleiros no tejo

  1. Eu penso que o Ginjal é propriedade do Porto de Lisboa. E provavelmente o Porto de Lisboa nem sabe!

    Quanto ao elevador, caiu. O guarda aleijou-se sem gravidade. Passei lá no início do mês e a cabina estava de lado, meio desfeita. Agora foi para arranjar. É, no mínimo, insólito.

    E já que gosta desses espaços, vá jantar ao Ponto Final e prove um belo “Quinta de Saes, reserva 2000, estágio prolongado”. Das melhores coisas que tenho bebido.

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