No meu tempo não havia…

A propósito do 7º aniversário do meu neto, lembrei-me de fazer uma lista de coisas que ele tem e que não havia quando eu tinha sete anos:

No meu tempo não havia televisão a cores, canais televisivos, computadores, cd, dvd, cromos autocolantes, iPad, iPod, telemóveis, máquina de lavar e secar roupa, radiadores a óleo, canetas de feltro, satélites, aviões a jacto, homólogos da insulina, estatinas e inibidores do enzima de conversão, Betadine, fotografia digital, lâmpadas de halogéneo, fotocopiadoras, robots de cozinha, telefones sem fios, sintetizadores, estereofonia, próteses do joelho, malha polar, bicicletas estáticas, fraldas descartáveis, máquinas de lavar loiça, transístores, partidos políticos, écrans planos, ar condicionado, lençóis de flanela, esquentadores inteligentes, inibidores da recaptação da serotonina, lentes progressivas, direção assistida, sensores de estacionamento, lentes de contacto, guardanapos de papel, preservativos descartáveis, pílula anticoncepcional, implantes de silicone, pace-makers, bebidas light, banheiras de hidromassagem, câmaras de vídeo, post-it, leite de pacote, primeiros-ministros eleitos, substituições de jogadores, câmaras hiperbáricas, União Europeia, reality shows, internet, som surround, Coca Cola, centros comerciais, lenços de papel, cerveja sem álcool, tomografia axial computorizada, ressonância magnética, laserterapia, auto-estradas, GPS, voice mail, super-mercados, e mais coisas, muito mais coisas…

Privilégio

Ontem, estava a brincar com o meu neto Tiago, no quarto dele, quando ele me disse:

“Olha, espera aqui um bocadinho porque eu tenho que ir fazer cocó!”

Depois, hesitou durante dois segundos e acrescentou:

“Não… podes vir comigo porque eu gosto muito de ti…”

E foi assim que tive o privilégio de acompanhar o meu neto durante a sua gloriosa cagada!

O buço

De repente, o Tiago dispara do seu quarto, em direcção ao quarto dos pais.

Curioso, fui espreitar.

Estava inclinado sobre o espelho, passando o indicador na pele do espaço naso-labial.

Que estás a fazer, Tiago? – perguntei.

E ele: estou a ver se consigo ver o buço!

Asneiras vermelhas

Tiago – estava triste…

Avó – porquê?

Tiago – fiz asneiras ao pai…

Avó – asneiras? Que asneiras fizeste, Tiago?

T – asneiras vermelhas…

A – asneiras vermelhas? Fizeste asneiras vermelhas ao pai?

T – é…

V – e as asneiras que fazes à mamã?

T – são azuis…

Bela – então e as asneiras que fazes à tia são de que cor?

T (já com sorriso malandro) – laranja…

V – e as asneiras que fazes à avó?

T – são azuis escuras…

V Рe as que fazes ao av̫?

T – são verdes…

Espectacular, este conceito de dar cor às asneiras, conforme o membro da família envolvido. Boa, Tiago!