Sopranos – 2ª série

sopranos2.jpgA 2ª série de Sopranos, datada de 2000, continua e aprofunda o grande êxito que foi a estreia desta saga televisiva da HBO.

A série começa com Tony Soprano (James Gandolfini) a actuar pela calada, sabendo que está a ser vigiado. Pussy (Vincent Pastore) reaparece, dizendo que esteve na Costa Rica, a tratar as suas lombalgias, mas nós sabemos que ele está a colaborar com o FBI, para apanhar Tony.

O stress é muito e Tony desmaia ao volante. Precisa, novamente, da ajuda da Dra. Melfi (Lorraine Bracco).

Tony visita Nápoles e percebe as diferenças entre a Mafia original e a nova-iorquina. De Itália, vem Furio (Feredico Castelluccio), para ajudar aos negócios sujos de Soprano. E, da cadeia, vem Richie Aprile (David Proval), que pretende fazer frente a Tony, recuperando alguns dos negócios que perdeu, enquanto esteve “dentro”.

Furio adapta-se bem ao seu novo habitat e, por momentos, toma o lugar de Christopher, que anda com a mania que vai ser um grande argumentista de cinema. Furio sabe usar bem o taco de baseball, quando se trata de sacar massa aos devedores.

Entretanto, Tony organiza o “executive game”, onde participa, por exemplo, Frank Sinatra Jr. E onde os capangas de Tony depenam um pato, dono de uma loja de desporto e que, com o dinheiro que perde no poker, fica refém dos mafiosos.

Carmela Soprano (Edie Falco) acaba por utilizar os mesmos métodos do marido, para que a filha, Meadow (Jamie-Lynn Sigler) consiga entrar na Universidade preferida. Pressiona uma advogada para que escreva uma carta de recomendação e, embora não lhe fazendo “uma proposta que ela não poderia recusar”, anda lá perto.

Quanto a Christopher, vê os seus sonhos de Hollywood desfeitos, devido à sua impulsividade, esmurrando um colega da classe de representação, só porque lhe dá na gana. E acaba baleado por dois aspirantes a mafiosos que, vendo que a sua carreira não medra, decidem abatê-lo para ganhar fama no meio.

Richie Aprile parece ter descoberto a melhor maneira de enfrentar Tony, começando a namorar com a irmã, Janice (Aida Turturro). Para o irritar ainda mais, a mãe de Tony, Livia, vai viver com Richie e Janice. Livia é uma pessoa abjecta. Por momentos, temos pena de Tony e até compreendemos como é que ele se tornou num mafioso. Com uma mãe daquelas, qualquer um de nós seria sociopata.

O jogo duplo de Pussy não o impede, entretanto, de participar, com Tony, na execução de um dos rapazes que disparou sobre Christopher. O problema é que alguém reconhece Tony, quando ele está a arrastar o corpo. Por momentos, Tony fica aflito: a acusação de assassínio poderia pôr fim à sua promissora carreira. No entanto, quando a testemunha se apercebe quem é Tony Soprano, tem um ataque súbito de amnésia. Conveniente.

A Dra. Melfi lida cada vez pior com as sessões de psicoterapia com Tony, e começa a meter-se na vodka. Janice e Richie preparam o casamento – até já têm casa. Mas os negócios de Richie correm mal, porque Tony o detesta e o despreza. Corrado (Vincent Pastore), tio de Tony, joga com um pau de dois bicos: por um lado, incita Richie a enfrentar Tony, por outro, diz a Tony que Richie o quer destronar.

Janice acicata Richie: tu é que devias ser o chefe. Richie dá-lhe um soco e ela dá-lhe dois tiros. Sem o saber, Janice fez um grande favor a Tony. O que vale é que Tony, tudo resolve: com a ajuda de Chistropher e de Furio, levam o corpo para a fábrica de salsichas e cortam-no aos bocadinhos. Janice parte para Seattle e Tony respira de alívio.

No último episódio, Tony, na ressaca de uma gastroenterite que lhe provoca vómitos e diarreia de arrasar, sonha – um sonho provocado pela febre, um sonho onde estão todos os seus capangas. E, de repente, nesse sonho, Pussy desaparece. Tony acorda do sonho com a convicção de que Pussy é um delator. Junta os tipos do costume: Paulie e Sal, vai buscar Pussy e vão todos dar um passeio de barco, do qual, Pussy já não voltará.

A última cena da 2ª série de Sopranos é a cerimónia de graduação de Meadow. Na plateia, sorridentes, o pai, a mãe e o irmão – uma família orgulhosa pelo primeiro dos seus membros que consegue acabar o liceu.

Descrevi, sinteticamente, o argumento dos 13 episódios, para mostrar a riqueza da trama desta série. Para além das histórias que se vão cruzando, a série tem o mérito de nos mostrar como agem todos estes personagens: um clã de sociopatas que passam ao acto com muita facilidade, que roubam, ameaçam, destroem e matam, com a maior das facilidades e sem aparentes complexos de culpa.

Claro que são pessoas em situações limite mas, com as devidas distâncias, todas estas personagens me fazem lembrar pessoas que eu conheço.

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