Procol Harum no Coliseu

Um Coliseu praticamente cheio de cabelos brancos e muitas carecas assistiu ontem a um concerto memorável da banda britânica denominada Procol Harum (descobri ontem que era o nome de um gato de um amigo dos fundadores da banda, Gary Brooker e Keith Reed).

Hoje, 52 anos depois da estreia da banda com o inesquecível A Wither Shade of Pale, só Brooker (73 anos) se mantém.

A acompanhá-lo: Geoff Witehorn (68 anos), na guitarra solo, Matt Pegg (47 anos), no baixo, Josh hillips (59 anos), nas teclas e Geoff Dunn (58 anos), na bateria.

Gary Brooker mantém a voz ligeiramente rouca e bem colocada e a banda conseguiu recriar os grandes clássicos dos Procol Harum: Conquistador, Homburg, Shine on Brightly, Fires (wich burns brightly), Grand Hotel, Salty Dog e, claro, A Wither Shade of Pale, que vendeu mais de 10 milhões de discos.

Para além dos clássicos, a banda tocou também vários temas do novo disco, Novum, saído no ano passado. Uma dessas músicas dá o nome à digressão: Still There’ll be More – e, de facto, embora Brooker pareça mesmo um ancião (cabelos brancos e, pareceu-me, alguma hesitação na marcha), a banda ainda está ali para as curvas!

No final, uma sala cheia de saudosistas pelos gloriosos anos 60 e 70 do século passado estava rendida e regressou a casa com lágrimas nos olhos.

Nõs também regressámos de papo cheio!

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