O tique de Quique

Quique Flores está mais magro.

Um ano a treinar o Benfica deixou-o macilento, olhos encovados, mal-encarado, cheio de olheiras, maçãs do rosto salientes. Claro que o facto de ter patilhas compridas, ser moreno e incompetente, também não ajuda…

E ganhou aquele tique de abanar a cabeça e pregar os olhos no chão, passando a mão pelo rosto, como quem diz: “onde é que eu me vim meter! Um clube como este que, em 15 anos, teve 17 treinadores e eu caí na esparrela de vir aqui perder um ano da minha vida!”

É este o tique de Quique.

Por mim, pode ir à sua vida, sem rancores.

Mas só te peço um favor, Quique: leva o Luis Filipe Vieira contigo, pá!

3 thoughts on “O tique de Quique

  1. Tem razão Artur. Se calhar o Quique veio-se meter num grande sarilho. Talvez lhe tenha faltado um pouco mais de abertura às particularidades do nosso futebol, um pouco mais de ousadia em certos momentos, um pouco menos de crença na sorte, mas, sobretudo, mais apoio da sua hierarquia. Alguém deveria ter vindo a terreiro dar o corpo às balas, pelo Quique e pelos jogadores se o objectivo era fazer um ano de iniciação.

    Talvez LFV tenha aqui uma boa hipótese de sair sem degradar demasiado a sua imagem.

  2. O sr. Quique Flores ta e c’uma ressaca como ha muito que nao se via. Foi feito publico recentemente que esse senhor consultou um psicologo espanhol,que o aconselhou a afastar-se do futebol. E prontos, veio para o Benfica….

  3. “Flores para Quique”

    É fácil perceber porque Quique Flores não triunfou no futebol português.

    O discurso elevado de um estudioso do futebol, o seu “fair-play”, os seus grandes valores morais, a sua forma de estar, não se coadunam com a linguagem brejeira utilizada pelos senhores do futebol cá do burgo onde se misturam compadrios entre políticos, empresários, advogados, jornalistas, árbitros e dirigentes desportivos. Um futebol de calças na mão, endividado, que louva a desonestidade, onde a verdade desportiva é questionada e o campeão é proclamado quase por decreto.

    Os métodos inovadores no plano técnico-táctico do espanhol, na pele de um verdadeiro gentleman, amplamente reconhecidos e elogiados no seu país, não foram suficientes para o desvirtuado futebol português que realmente provou desconhecer.

    http://dylans.blogs.sapo.pt/

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