O GPS e o Alzheimer

Dizia-se, em tempos, que alguém poderia inventar um estudo que comprovasse que a televisão a cores provocava cancro do estômago.

Queria dizer-se, com esta hipérbole, que alguns estudos pareciam feitos por encomenda e que, com a desculpa dos estudos, poder-se-ia comprovar qualquer coisa, por mais absurda.

Surgiu agora esta notícia de um estudo realizado na Universidade McGill, no Canadá, e conduzido por uma tal Veronique Bohbot que diz que o uso de GPS parece reduzir a actividade da substância cinzenta do hipocampo, que é uma das áreas que primeiramente são atingidas pelo Alzheimer.

Assim, a investigadora aconselha a restrição do uso do GPS, desligando-o logo no primeiro regresso de um novo sítio e sempre que se vai para um sítio já conhecido.

A próxima vez que for fazer domicílio a casa do JS, doente meu que não sabe quem é e está acamado há 10 anos, vou anunciar-lhe esta brilhante descoberta.

Embora eu tenha quase a certeza que o JS nunca usou um GPS na vida…

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