Louçã e as coelhinhas

Francisco Louçã, na Convenção do Bloco de Esquerda:

“Imaginem que se colocam dois coelhos numa cova; de certeza que vão surgir coelhinhos, se for um casal de coelhos. Mas experimentem pôr duas notas de 100 euros, juntas uma com a outra, numa caixinha; acham que vão surgir muitas notas de 20 euros dessa caixinha?”

Das duas, uma: ou Louçã estava com os copos ou deixou de tomar as gotas, porque:

– Colocar dois coelhos numa cova não será atentar contra os direitos dos animais?

РSe a cova for muito funda, os coelhinhos ṇo morreṛo asfixiados?

– Colocar os coelhos numa cova não será o mesmo que enterrar os coelhos? Que mal fizeram eles?

РSe os coelhos forem ambos machos ou ambos f̻meas, por muito que forniquem, provavelmente ṇo saiṛo coelhinhos nenhuns daquela cova, ṇo ̩, Xico?

E mais:

Por que razão duas notas de 100 euros deveriam dar origem a notas de 20 euros? Será que Louçã acha que os filhos valem menos que os pais? Não seria melhor Louçã começar de imediato, psicanálise?

Quanto a mim, vou pegar nestas duas coelhinhas e colocá-las numa cova.

Depois, ai delas, se não sairem, muitas notas de 20 euros lá de dentro!

Obrigado pela ideia, Louçã!

E viva a 4ª Internacional! Trotsky ficaria orgulhoso!

4 thoughts on “Louçã e as coelhinhas

  1. Já não lia os teus post há muito tempo. Gostei particularmente do poema :)
    E também já não tenho pachorra para o Louça!!!!! Bem, ele também não deve ter pachorra para mim…

  2. Já aqui não vinha desde o post do Champix, mas mantém-se bom.
    Contudo, tenho que discordar. Ó pá, não meta essas coelhinhas na cova que até é capaz de ser crime. Acho que o Trotsky é que está às voltas na cova com as ideias do discípulo.

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