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Os bons e os maus, segundo os media

Thursday, May 2nd, 2019

A comunicação social deixou de ser imparcial há muito tempo. Sobretudo nas televisões.

Hoje em dia, raramente podemos assistir à transmissão de uma notícia.

Segundo o Grande Dicionário de Língua Portuguesa (obra em doze volumes, da responsabilidade da Sociedade de Língua Portuguesa, editada em 1981, quando óptimo ainda levava o pê…), notícia significa “conhecimento, informação; nota, observação, apontamento; resumo, exposição sucinta de um acontecimento”, etc.

Gosto desta última definição: exposição sucinta de um acontecimento.

Exactamente o contrário do que se passa, hoje, em dia, na comunicação social televisiva.

O massacre informativo banaliza a verdadeira importância dos acontecimentos.

E a tomada de posição dos jornalistas, que deviam ser isentos e imparciais, desvirtua a realidade.

Os acontecimentos na Venezuela são um bom exemplo. A comunicação social decidiu que Juan Gaidó é bom e Nicolás Maduro é mau.

A partir deste pressuposto, todas as notícias sobre a Venezuela pecam por parcialidade. Então, se o povo da Venezuela está à míngua, cheio de fome, com uma inflação galopante, sem medicamentos, morrendo nos hospitais por falta de assistência, vegetando à fome por falta de alimentos, como se explicam as manifestações a favor de Maduro, onde milhares de venezuelanos dançam, cantam e clamam pelo chefe supremo?

Mas Guaidó é apoiado pelos Estados Unidos e Maduro, pela Rússia – portanto, mais uma razão para os media considerarem Guaidó bonzinho e Maduro, um perigoso ditador.

Sendo apoiado pelos EUA, Guaidó tem o apoio de Trump. Ora, Trump é mau, segundo os media. É um bronco, mente constantemente, é obsceno, mal-educado e inculto – o contrário de Obama, que era bonzinho, muito delicado, tinha uma mulher inteligente, ambos pretinhos e tudo!

Trump é quase tão mau como Bolsonaro, que é nazi, retrógrado, reaccionário.

Quem já foi muito má e agora é excelente, foi Angela Merkel. No tempo da troika, a senhora era péssima; depois, quando decidiu acolher refugiados, passou a ser muito boazinha, sobretudo em compensação com aquele tipo da Hungria, que é mesmo muito mau.

No que diz respeito a França é que a coisa está mais complicada. Os coletes amarelos são maus porque partem montras, mas são heróis porque têm um luso-descendente entre os chefes, que até perdeu um olho numa manif. Claro que o Macron é mau, porque apoia os ricos e não quer saber dos coletes amarelos, mas se calhar é bonzinho porque vai reconstruir a Notre Dame em cinco anos…

E acho que chega para mostrar o meu ponto de vista.

Um acontecimento deve ser noticiado como aconteceu, sem mais devaneios ou pinceladas da autoria do jornalista que, assim, se quer tornar o centro da notícia.

É frequente ouvirmos os jornalistas queixarem-se das condições de trabalho, que a polícia não os deixou entrar, que o político não respondeu às perguntas, que a sala tinha má acústica. E este é o principal problema de algumas profissões.

O principal objecto da medicina são os doentes, da educação, são os alunos e do jornalismo, é a notícia.

O resto é encher chouriços.

PS – Como é possível que um jornal televisivo demore hora e meia e apenas se detenha sobre três ou quatro notícias?…

Sol encoberto

Saturday, March 26th, 2016

O Sol é um jornal de direita.

Isto já toda a gente sabe.

Mas é, sobretudo, um mau jornal.

No que respeita a Comunicação Social, é quase tão mau como o Observador.

E só não é tão mau como o Observador porque só sai aos sábados, enquanto que o Observador está sempre on line.

Como sou masoquista, continuo a receber as mensagens do Observador, que são apenas de dois tipos: desgraças e coisas contra o governo do Costa…

Durante muitos meses, o Sol foi o jornal pró-Passos Coelho e anti-Sócrates.

Depois de Passos conseguir ser primeiro-ministro, o semanário passou a ser só anti-Sócrates.

Semanas a fio a palavra Sócrates figurava sempre na primeira página do Sol.

solcratesDe tal modo, que sugeri que mudasse de nome.

De Sol para Solcrates.

Agora, o Sol vive momentos difíceis.

Passos ganhou as eleições mas perdeu o governo.

Os partidos de esquerda entenderam-se e, pela primeira vez desde 1974, aprovaram o mesmo Orçamento.

Para cúmulo, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa parece estar a entender-se com António Costa.

Esta semana, Passos Coelho criticou Costa por se meter com a Banca, mas Marcelo veio em defesa do primeiro-ministro e, como disse Pacheco Pereira, deu uma grande estalada no líder do PSD.

Esta situação mereceu a atenção do Sol, com título de primeira página, que rezava assim:

“Esquerda desconfia do apoio de Marcelo ao governo”!

Não escolheram: “Direita zangada com Marcelo por apoiar governo”.

Ou: “Marcelo traidor!”.

Ou: “Passos decide expulsar Marcelo do PSD devido ao seu apoio ao governo”.

Não.

O Sol virou o bico ao prego e atirou com o odioso para a esquerda.

Jornalismo de merda, é o que é…

Teste socrático

Wednesday, September 9th, 2015

Ora vamos lá a saber como vão os vosso conhecimentos sobre José Sócrates, baseados na leitura do Correio da Manha e outros.

Para isso, nada melhor que um teste de resposta múltipla, em que apenas uma das respostas está correcta.

1. Qual terá sido o grupo corruptor do ex-primeiro-ministro?

A – Grupo Lena
B – Grupo Xana
C – Grupo Tininha
D – O Sócrates não vai em grupos

2. Em que rua está situada a prisão domiciliária de Sócrates?

A – Rua Abafa a Maria
B – Rua Abade Faria
C – Rua O Frade Varia
D – Rua Coisa da Tia

3. Como se chama o juiz que interroga o Sócrates?

A – Alexandre Dumas
B – Alexandre Herculano
C – Carlos Alexandre
D – Alexandre o Grande

4. Qual é o apelido da ex-mulher do Sócrates?

A – Ervilha
B – Feijão
C – Fava
D – Grão de Bico

5. Quantos metros quadrados tem a casa-prisão do Sócrates?

A – 200
B – 325
C- Muitos
D – Todas as anteriores

6. Como é que o Sócrates vai votar?

A – A pé, escoltado por para-quedistas
B – De cadeira de rodas
C – Disfarçado de António Costa
D – De maca

7. Que tipo de luvas recebeu Sócrates pelo empreendimento Vale do Lobo?

A – De pelica
B – De boxe
C – De cirurgião
D – De lãzinha com um gatinho bordado nos punhos

Aos melhores classificados no teste será oferecido um fim de semana na casa-prisão de Sócrates, com direito a sandes de courato e mergulho na piscina aquecida.

Massacrar o português, esmagar o jornalismo

Wednesday, July 16th, 2014

Na página 10 do Diário de Notícias de hoje, quatro exemplos de mau português e péssimo jornalismo.

O primeiro tem a ver com o novo acordo ortográfico e o título da notícia é: «Fação criticada por admitir “governação”».

O que será “fação”?

Não quero ser faccioso, mas por que carga de água se deixou cair o segundo cê de FACÇÃO, porra?!

O segundo exemplo intitula-se «Autarca histórico perde pelouros» e é uma grande confusão.

Diz a notícia que “O presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha (PS), retirou ontem os pelouros a dois vereadores socialistas do município, o ex-presidente Rondão de Almeida e a vice-presidente Elsa Grilo”.

Então, mas se o presidente retirou os pelouros aos outros dois, como é que se pode dizer que os perdeu?

E a notícia acrescenta que “Nuno Mocinha justificou a decisão por, desde o início do mandato, «não ter a liberdade suficiente para exercer o cargo».

Mas qual cargo?

Não se percebe nada…

Passemos ao terceiro exemplo, intitulado “Leilão em Viana de par de muletas”.

Estranho e curioso título.

Ao lermos a notícia percebemos que “um par de muletas está entre o material que a administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo vai voltar tentar vender em leilão, na próxima semana”.

Um par de muletas no leilão dos Estaleiros?

Porquê?

Não se sabe e a notícia não nos esclarece, acrescentando, apenas, que “os cerca de 60 leilões já realizados desde janeiro representam 1,12 milhões de euros”.

Quantas muletas terão sido leiloadas?

E termino com o quarto exemplo, intitulado “PS expulsa dirigente local”.

A notícia conta-nos que o presidente da Comissão Política Concelhia de Pedrógão Grande do PS, Diogo Coelho, foi expulso do partido.

E porquê?

Porque “terá tido «atuação continuada» e «infracional» toda «dominada e presidida pelo mesmo processo resolutivo», o desejo de «querer ser a todo o custo» o cabeça de lista do PS à câmara do concelho.”

E mais nada!

A notícia não nos explica o que é isso de “atuação infracional” ou o que será o “processo resolutivo”.

Jornalismo vergonhoso…

A afogar-se no Zêzere

Wednesday, June 27th, 2012

Segundo o Diário de Notícias, há gente que decide afogar-se no Zêzere, aparentemente, como passatempo.

Ora leiam lá esta pequena local de hoje:

“Gémeos e mãe salvos no rio

Adelino Gomes
Com. Bombeiros de Constância

Uma menina de 11 anos foi retirada ontem com vida do rio Zêzere, em Constância, onde se afogava com o irmão gémeo e a mãe, também salvos, segundo o comandante dos bombeiros”.

A primeira idiossincrasia da notícia reside no subtítulo: Adelino Gomes.

Suponho que será este o nome do Comandante dos Bombeiros de Constância, mas nunca se sabe…

Depois, a notícia diz que uma menina de 11 anos foi retirada com vida do Zêzere, juntamente com o irmão gémeo e a mãe. Nesse caso, os três foram retirados com vida – ou será que a menina estava mais viva que o irmão e a mãe?

Finalmente, a notícia diz, taxativamente que a menina foi retirada do rio, “onde se afogava com o irmão gémeo e a mãe”, pelo que dá a ideia que era uma actividade deliberada; a menina afogava-se, como podia banhar-se ou fazer surf.

Enfim: salvaram-se todos, e isso é que interessa – incluindo o jornalista que elaborou esta pequena pérola do jornalismo luso.

Notícia com gps

Wednesday, April 18th, 2012

O impagável Diário de Notícias não quer que nos falte nada e informa-nos de tudo.

Desta vez, a notícia vem de Guimarães, e reza assim:

“Um quiosque localizado em Guimarães, na rua do Santuário da Penha, freguesia da Costa, foi assaltado por um grupo de indivíduos que levaram dez caixas de gelados, no valor de 450 euros. Furtaram ainda quatro outras caixas com chicletes.”

Como se sabe, Guimarães é, este ano, capital europeia da cultura e isso nota-se, também, nos seus larápios, que se refinam, no que respeita aos produtos roubados. Em vez de roubarem produtos de primeira necessidade, armam-se em sofisticados e fanam produtos supérfluos.

Mas o que mais gosto na notícia é, como sempre, a pormenorização.

Atente-se na frase «um quiosque localizado em Guimarães, na rua do Santuário da Penha, freguesia da Costa»!

Não há engano possível, caramba!

Sabendo que Guimarães deve ter milhares de quiosques, o jornalista fez questão em localizar o quiosque assaltado com toda a precisão, para evitar confusões!

Bem haja!

“The Hour” – 1ª temporada

Monday, April 9th, 2012

As séries da BBC são conhecidas pela sua elevada qualidade e esta “The Hour” não foge à regra.

São 6 episódios, escritos por Abi Morgan e que contam a história do nascimento e do fim de um  programa noticioso da BBC, que se destacou no panorama da comunicação social nos finais dos anos 50 do século passado.

O apresentador do programa, Hector Madden, é casado com a filha de um dos directores da BBC e parece ter pouco talento como jornalista e só ter conseguido aquele lugar por ser casado com quem é. Dominic West faz bem o papel deste canastrão que, às tantas, parece mais preocupado em comer a produtora do programa. Já tinha visto este actor em The Wire, outra série excelente.

A produtora, Bel Rowley, é interpretada por Romola Garai, uma beldade que se adapta mesmo bem à beleza típica dos anos 50. Bel balança entre o amor físico com o canastrão e o amor platónico com o principal jornalista.

O tal jornalista, Freddie Lyon, é interpretado por Ben Whishaw, um lingrinhas com muita coragem física e muita lábia, um verdadeiro jornalista de investigação.

A acção é um misto de crónica de época, espionagem em tempos de guerra fria e mistério. Como pano de fundo, a invasão do canal do Suez pelo Egipto, presidido por Nasser, e a resposta tíbia do governo inglês, chefiado por Eden.

Vale a pena ver, quando a Fox Life decidir repeti-la.

Grandes verdades das reportagens de rua

Monday, April 2nd, 2012

Após visionar centenas de reportagens de rua, transmitidas pelos jornais televisivos, cheguei às seguintes conclusões:

– Os entrevistados apresentados como testemunhas, regra geral, não testemunharam nada. Geralmente, ouviram o estrondo e, quando chegaram à janela, já não viram nada

– Três em cada quatro entrevistados usam polares da Quechua.

– Geralmente, o terceiro entrevistado de uma reportagem, é brasileiro

– Cerca de 95% dos entrevistados tem dentes podres e não se importa de os mostrar

– Em caso de incêndios, cheias, acidentes de automóvel, derrocadas e tragédias em geral, todos os entrevistados afirmam nunca terem visto nada assim, mesmo que seja algo que aconteça todos os anos

– Todos os entrevistados apanhados em bombas de gasolina não sabem onde isto vai parar e conhecem pessoas que fazem cem quilómetros até Espanha para encher o depósito

– Os populares entrevistados junto aos Tribunais gostavam de apanhar o réu cá fora e espancá-lo até à morte, excepto se forem familiares do dito; nesse caso, acham que só há justiça para os ricos

Continuarei vigilante

“Atirei o pau ao Pinto da Costa”…

Saturday, March 24th, 2012

O trabalho dos jornalistas tem que ser devidamente enaltecido.

Que dizer dos jornalistas que foram desencantar esta história?

A educadora de uma creche de Ericeira, decidiu fazer uma ligeira adaptação de uma canção popular “Atirei um pau ao gato”. Na segunda estrofe, cantou, juntamente com os meninos a seu cargo: “vai-te embora pulga maldita/ batata frita/viva o Benfica”.

Quando soube da nova versão deste verdadeiro hino do Cancioneiro Popular português, o pai da Vera ficou chocado.

Ele, que é adepto do Futebol Clube do Porto, foi tirar satisfações com a educadora – mas o que é isto, viva o Benfica? E o Porto?

Numa interessante reportagem transmitida pela TVI ontem, vemos o pai da Vera, incomodado, dizendo que a educadora ignorou a sua indignação, respondendo-lhe que a maioria das crianças era do Benfica e que, portanto, não iria mudar a nova letra da cantiga.

O pai da Vera estava visivelmente preocupado, assim como a mãe da Vera, mostrada em segundo plano, sentada no sofá da sala, a fumar, enquanto a criancinha, lá ao fundo, andava num baloiço suspenso das escadas da habitação.

Dizia o pai da Vera: isto pode não ter importância nenhuma mas, hoje é isto e amanhã, o que poderá ser?

Tens razão, pai da Vera: a ditadura da maioria é o que dá – hoje és obrigado a dar vivas ao Benfica e amanhã, quem sabe, serás obrigado a fazeres-te explodir à porta da Assembleia da República!

Estas educadoras adeptas do Benfica, no fundo, são o verdadeiro Perigo Vermelho!

Comunistas do caraças!

A reportagem mostra, depois, a fachada da creche onde tudo se passa. A mãe de uma outra criança diz que aquela educadora só tem 13 crianças a seu cargo e que os pais das outras 12 já assinaram um documento de apoio à educadora.

Mas o pai da Vera não desiste e já fez queixa da educadora no ministério da Educação (verídico!).

Boa, pai da Vera! Mostra-lhes como é!

Na minha opinião, o senhor enganou-se no motivo da queixa: a educadora devia ser admoestada por ensinar às crianças uma cantiga que instiga à violência contra os animais, isso sim!

Atirei um pau ao gato?!

Porquê?! Que mal é que o gato fez?!

Ainda se fosse atirei um pau ao pinto-da-costa…

Os semáforos de Bissau

Monday, October 3rd, 2011

O Diário de Notícias publica hoje, na página 25, um texto de Mussá Baldé, jornalista da Lusa, intitulado: «Todos querem ver os primeiros semáforos da capital guineense”.

O texto é tão fantástico, que merece ser transcrito quase na íntegra.

Começa assim:

«Bissau recebeu os seus primeiros semáforos, mas em vez de se tornarem instrumentos para melhorar o trânsito automóvel, na realidade, causam curiosidade e confusão no tráfego.»

Portanto, na principal avenida de Bissau, foram colocados semáforos, a título experimental. Os habitantes da Guiné-Bissau nunca tinham visto semáforos na sua vida. Assim, segundo Baldé:

«O problema é decifrar a informação que é dada por cada cor, pois, às vezes, acende o vermelho e lá estão alguns condutores a acelerar para passar, justamente na altura em que os peões, que também desconhecem a ordem dada pelas luzes, tentam atravessar a avenida.»

Trata-se de uma situação potencialmente perigosa. Haverá atropelamentos?

Parece que não. Tudo é vivido com a alegria. Voltemos a Baldé:

«As gargalhadas, tanto dos condutores como dos transeuntes, têm sido regra para acalmar essas hilariantes situações frequentes nos cruzamentos onde existem os semáforos».

E parece que nem as autoridades conseguem perceber o que as cores dos semáforos significam.

«Estava a luz vermelha acesa no semáforo e manda-me avançar um agente do trânsito. Não obedeci porque ele estava errado, contou Alfa Djaló, um taxista que trabalha na avenida Combatente da Liberdade da Pátria».

Baldé explica-nos que a confusão dos agentes de autoridade não se limita aos semáforos, «também é notada na sinalização, pois agora, a estrada que liga o mercado do Bandim ao aeroporto da capital guineense, ao longo de uma extensão de oito quilómetros, possui sinais e travessias para os peões. “Noutro dia por pouco não atropelei uma velhota que estava a atravessar a avenida. Dizia ela que os jovens que ali se encontravam nos postes dos semáforos, mandaram-na passar, dizendo que o semáforo, que estava verde, era para os peões atravessarem”, relatou um jornalista da Rádio Nacional.»

E Mussá Baldé termina esta notícia extraordinária com esta frase lapidar:

«Já se fala em Bisssau que algumas pessoas do interior viajam para a capital do país de propósito para verem os primeiros semáforos do país.»

Quinhentos anos de colonialismo português fez da Guiné-Bissau este caso de sucesso!