Posts Tagged ‘exposições’

Banksy na Cordoaria

Thursday, June 20th, 2019

Ninguém sabe quem é Banksy, mas os seus trabalhos são conhecidos e reconhecidos por todo o mundo.

Na Cordoaria de Lisboa, está patente até depois do Verão, uma Exposição intitulada “Banksy – Génio ou vândalo”, que já esteve em várias cidades europeias.

Dizem que o Banksy (seja lá ele quem for), não tem nada a ver com esta iniciativa, que não a autorizou e que não ganha nada com ela.

Paciência…

A Exposição é muito curiosa e podemos visitar as inúmeras obras deste artista inovador, espalhadas pelo mundo.

Posso dizer que a Exposição está muito apelativa, que é muito agradável deambular pelas diversas salas, e que o génio de Bansky consiste, ao fim ao cabo, em descontruir a realidade, dando-lhe outras leituras e outros significados.

Quanto ao facto de ele próprio não aprovar coisas deste género…

Se Bansky quer combater o capitalismo, parece que o dito cujo se quer apropriar dele, o que é uma inevitabilidade histórica…

Exposição “Museu das Descobertas”, no MNAA

Tuesday, June 4th, 2019

O título é provocador, porque esta Exposição, patente no Museu Nacional de Arte Antiga, não tem nada a ver com aquilo a que chamamos descobrimentos, mas sim, com as descobertas que os Museu fazem, ao estudar e analisar a fundo as obras dos seus acervos.

A interessante Exposição compõe-se de salas com designações bem significativas: Contemplar, Preservar-Estudar-Comunicar, Religar, Desvendar, Restaurar, Salvaguardar, Doar, Circular, Projectar e Rastrear.

Por exemplo, na sala Circular ficamos a saber que, na troca de peças para espaços expositivos em outros Museus, por esse mundo fora, descobrem-se, muitas vezes, coisas que não se sabiam sobre essas mesmas peças. Na sala Religar percebemos como peças adquiridas em diferentes locais e em diferentes épocas, acabam por fazer parte dos mesmos conjuntos, como é o caso de retábulos aparentemente dispersos e que, afinal, devem ser vistos como um todo.

Trata-se de uma Exposição muito bem conseguida e que nos tomou cerca de hora e meia.

Só tivemos tempo para ver a Capela das Albertas, a sala dos Presépios e a Exposição dos tecidos e, graças à intervenção de uma voluntária muito entusiasta, os desenhos que Durer fez antes de pintar o célebre São Jerónimo, que pertencem à Galeria Albertina, de Viena, e que estão agora em exposição no MNAA até Agosto.

World Press Photo – 2019

Friday, May 3rd, 2019

É sempre um prazer visitar esta exposição de fotos de todo o mundo, desta vez, patente no Museu de História Natural, na antiga Faculdade de Ciências, onde frequentei as cadeiras de Biologia e Física Médica, no longínquo ano de 1973.

Surpreendentes as fotos dos gémeos de um tribo da Nigéria, do combate de boxe feminino, das ex-guerrilheiras das FARC que, só agora, decidiram ser mães, dos pescadores do Lago Chade, que dificilmente encontram o que pescar, e muitas outras.

Também o português Mário Cruz conseguiu um prémio, graças à sua reportagem sobre o Rio Pasig e o seu lixo sobrenadante (exposição patente no Palácio Anjos).

A foto vencedora mostra uma criança das Honduras, chorando convulsivamente, enquanto a sua mãe é detida na fronteira entre o México e os EUA.

A foto é impressionante, mas ficámos muito mais impressionados com as fotos da guerra do Iémen (que nem sequer é falada na nossa comunicação social) e, sobretudo, da guerra da Síria (há uma foto de dois miúdos que nos deixa sem palavras: ambos aparentam 10-12 anos, um deles tem o rosto coberto de sangue e o outro, que o tenta ajudar, olha desesperadamente para a objectiva… difícil de suportar…)

Fotos de Mário Cruz no Palácio Anjos

Tuesday, April 30th, 2019

Mário Cruz é um fotojornalista português, de 32 anos, que ficou conhecido pela foto que ganhou o prémio de temas contemporâneos da World Press Photo de 2017.

Em 2018, conseguiu também o prémio da WPP, nos temas ambientais, com uma foto tirada no Rio Pasig, nos arrabaldes de Manila, capital das Filipinas.

Essa foto faz parte de uma fotoreportagem sobre esse incrível rio cheio de lixo, e nas margens do qual vive uma população, em barracas decrépitas, que se sustenta a partir do lixo que jaz nesse mesmo rio.

No Palácio Anjos, em Algés, podemos ver 40 fotos de Mário Cruz e todas são tremendas (adjectivo muito em voga…). Estes filipinos migraram do interior do país para a capital, em busca de uma vida melhor, e acabaram nesta espécie de bairro post-apocalipse, onde resgatam lixo, que depois vendem, para sobreviver.

Saudade de Pedra, fotos de Jorge Guerra

Monday, April 22nd, 2019

Exposição patente no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, na Rua da Palma (entrada livre).

Jorge Guerra nasceu em 1936 e vive no Canadá; fotografa desde sempre e fez diversas exposições, um pouco por toda a Europa, e não só.

Esta Exposição reúne cerca de uma centena de fotos, todas a preto e branco, feitas em 1966 e 1967.

São fotos de pessoas, fotografadas sem o saberem, em vários locais de Lisboa, Feira da Ladra, Terreiro do Paço, Jardim 9 de Abril, Rocha de Conde de Óbidos, etc.

Todas as pessoas aparentam estar tristes, macambúzias, zangadas com a vida. As mulheres, invariavelmente, usam lenço na cabeça; os homens, boné ou chapéu. Nos jardins, os reformados parecem esperar a morte em pé. Diz o Jorge Guerra, no texto distribuído: “o México pode ser pobre, mas não é tão triste”.

Claro que as fotos são datadas. Em 1966/67, vivíamos sob um ditadura e o país era triste e cinzento, como estas fotos de Jorge Guerra. Hoje, pelo contrário, ao passearmos pelos locais fotografados por Guerra, só vemos gente feliz, alegre, com roupas coloridas… é verdade que a maioria não são portugueses, mas, mesmo assim, a diferença é notória.

Vale a pena visitar esta Exposição.

Cartazes de propaganda maoista

Wednesday, March 27th, 2013

DSC04486Exposição de cartazes da propaganda maoista, no Museu do Oriente. Nesta foto, vemos a Anita maoista…

“Lisboa amarga e doce”, fotos de Gageiro

Tuesday, September 25th, 2012

São apenas duas dúzias de fotos de Eduardo Gajeiro, feitas entre 1975 e 2010, mas valem a pena.

Estão em exposição na galeria dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa.

Como legenda, excertos de poemas de Pessoa e de Ary dos Santos.

Das fotos, destaco esta, de três idosas em amena cavaqueira. Foi tirada em 1985 e diríamos que a cena se passa numa qualquer aldeia das beiras.

Errado.

A foto foi feita no jardim do Príncipe Real. Passaram pouco mais de 20 anos e será difícil, hoje em dia, “apanharmos” velhotas como estas, nas ruas e jardins de Lisboa.

Como o MUDE me deixou irritado comigo próprio

Wednesday, January 20th, 2010

Fui finalmente visitar o Museu de Design, no antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino, na Rua Augusta.

No rés-do-chão, está a colecção permanente: mobiliário, vestuário, projecção de filmes, alguma loiça e duas dúzias de electrodomésticos (torradeiras fantásticas e rádios cheios de patine).

No primeiro piso, a Exposição temporária “É proibido proibir”, dedicada aos anos 60: monitores passam alguns filmes emblemáticos (“Barbarella”, “Midnight Cowboy”), altifalantes debitam música dos anos 60 (“Sgt Peppers…”, “Hair”, “Woodstock”, Stones, Janis Joplin) e mais mobiliário e mais vestuário.

E, de repente, ali estava, bem à vista, a máquina de escrever Olivetti Valentine, igualzinha à que a Mila me comprou nos anos 70 do século passado, em segunda mão, num antiquário das Escadinhas do Duque.

Foi numa máquina igual a essa que escrevi muitos textos para o Pão Comanteiga, a uma velocidade que fazia saltar teclas, literalmente.

E depois, num daqueles ataques que nos dá e em que nos apetece desfazermo-nos de coisas que já não usamos, vendi-a a um ferro-velho, juntamente com muitos trastes.

Mais tarde, dei vários murros em mim próprio, insultei-me do pior, obriguei-me a torturas inenarráveis, próprias de um Jack Bauer, mas nada disso fez regressar a Olivetti ao lar.

Nunca mais me perdoarei!

Quanto ao MUDE, vale a pena a visita, embora saiba a pouco.

Não te posso ver nem pintado

Thursday, October 30th, 2008

É este o título genérico de “um novo percurso pela Colecção Berardo”, um percurso que privilegia a “figuração na pintura destes últimos cinquenta anos”.

Podia dizer qualquer coisa deste género: como não sou especialista em arte moderna e contemporânea (nem em arte nenhuma, diga-se de passagem), não posso comentar a exposição porque posso a estar a fazer juízos errados.

Podia dizer e já disse, mas quero crer que a Exposição da Colecção Berardo não é só para especialistas.

E como não especialista, tenho que ser sincero e dizer que a coisa não me entusiasma.

Destaco o quadro do Andy Warohl (“Judy Garland”), duas obras de um tipo chamado Damien Deroubaix e uma instalação de Jakub Nepras, chamada “Babylon Plant” e que consiste na sobreposição de três vídeos.

De resto, confesso que passei pelos corredores e pelas diversas obras sem grande interesse. Já nem me choca a obra que inclui bosta de vaca envernizada.

Ainda dei uma olhadela à exposição “Espaços Sensíveis”, da Colecção de Arte Contemporânea da Fundação “La Caixa”, mas foi só para me irritar um pouco mais.

Numa sala, passa um filme a preto e branco, aos soluços, interrompido por clarões de segundo a segundo e, antes de entrarmos na sala, um cartaz avisa que os epilépticos não devem entrar, ficando, assim, privados de contemplar aquela magnífica obra de arte. Sortudos!

Noutra sala, uma série de cubos pretos, de diversos tamanhos, banhados por uma luz amarela. Noutra ainda, um linóleo geométrico no chão e uma figura de bronze, sentada num muro.

Dispenso.