Jesus já tem uma criança pequena

Em equipa que ganha não se mexe?

Mentira! Se a equipa ganha, sobretudo se a equipa ganha tudo, muda-se de equipa, que é para não começar a ter a mania das grandezas!

Foi o que aconteceu ao Benfica.

Como ganhou o Campeonato, a Taça da Liga e a Taça de Portugal, toca a vender os jogadores todos e a comprar 252 novos jogadores e, assim, formar uma nova equipa (ou duas…)

Chama-se a isto ter vistas largas ou ser completamente idiota… o tempo o dirá…

Mas há uma coisa que caracteriza todos os jogadores portugueses que o Benfica contrata de novo: é que todos são do Benfica desde pequeninos!

Esta semana, dois novos reforços portugueses: Eliseu e Criança Pequena (também conhecido por Bebé).

Eliseu, que jogava no Málaga, claro que é do Benfica desde pequenino, assim como toda a família.

Disse ele: “Felizmente que chegou este momento e estou muito contente por chegar a um clube tão grande como o Benfica. Era um sonho de criança, lembro-me de ser pequeno e ter uma paixão enorme pelo Benfica. Era um sonho que tinha e que consegui concretizar. Estou muito orgulhoso, assim como toda a minha família, que é toda benfiquista”.

Também Criança Pequena (também conhecido por Bebé) é do Benfica desde pequenino, o que quer dizer que já era benfiquista quando ainda não passava de um minúsculo feto.

Disse ele: “Não podia estar mais feliz. Desde pequeno que sou do Benfica e isso também importante”.

Então não é, Bebé!

E assim, Jesus tem, finalmente, um Bebé!

O problema vai ser a linguagem que os jogadores praticam no terreno de jogo.

Imaginem os jogadores a gritarem para o Bebé: “passa a bola caralho!” ou “chuta essa merda, meu filho da puta!”

Não é linguagem que se use em frente a um bebé, francamente!

Nada de extrapolações!

Um simpático adepto do Benfica entrou em campo, em Guimarães, para recepcionar uma camisola que um jogador lhe queria fazer o obséquio.

Um intrépido agente da autoridade achou que aquele gesto era um acto criminoso, uma vez que não é legal enveredar pelo terreno do jogo, ultrapassando as quatro linhas, a menos que se seja intérprete do jogo.

Vai daí, o intrépido agente atirou-se ao adepto, interceptando-o, no que foi auxiliado por outros agentes, igualmente intrépidos.

Jorge Jesus não gostou dessa atitude e tentou interditar a acção dos agentes de autoridade, interpusendo-se entre eles e o adepto, colocando até a sua integridade corporal em jogo – diz-se que até perdeu o relógio na refrega.

Ora, toda a gente sabe que as autoridades não gostam de ser postas em contrariedade e ficaram um pouco aturdidas com a atitude do treinador do Benfica, pelo que o acusaram de agressão e resistência.

Felizmente, Jorge Jesus tem um excelso advogado, de seu nome, Miguel Henrique, que já veio amansar os adeptos, dizendo que os incidentes “estão a ser extrapolados” – do verbo “extrapolar” («tirar uma conclusão com base em dados reduzidos ou limitados», segundo os dicionários).

E para quem acha que o advogado não foi suficientemente explicitado, ele acrescentou: que os incidentes tiveram origem “num conjunto de situações de algo que se queria como uma coisa boa – uma festa no final do jogo – e que se transformou noutra coisa menos positiva”.

É assim como quando a gente vai para uma grande jantarada e acaba a vomitar o resto da noite!

Cada treinador tem o advogado que merece…

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Vitor Gaspar é do Benfica? Está tudo explicado!

Ora bem: a OCDE já disse que a recessão vai ser pior do que o Governo previu; o défice, que devia ser de 2,5%, passou para 4% e há-de vir a ser de 4,5%, pelo menos; a taxa de desemprego é muito maior do estava previsto; a economia não cresce.

Em resumo: todas as previsões de Vitor Gaspar falharam e o país continua o seu caminho para o abismo.

O país está deprimido, muito mais depois do fracasso total do Benfica, no Campeonato, na Liga Europa e na Taça.

Sempre são 6 milhões de adeptos tristes e cabisbaixos.

Hoje, na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, Vitor Gaspar explicou tudo, ao dizer:

«Antes de mais, peço a vossa simpatia pelas últimas semanas difíceis que tenho vivido como adepto do Benfica. Esta questão de perder sucessivamente por 2-1, em alguns casos depois do tempo regulamentar, é uma provação que merece toda a simpatia».

Afinal, o ministro das Finanças, aquele que falha todas as previsões, é adepto do Benfica, aquele que falha todas as finais.

Com adeptos destes, quem precisa de adversários?…

A troika é do Sporting

Notícia de hoje do Diário de Notícias:

«Ordem para cortar em luz, ar condicionado e água quente no Sporting – Bruno Carvalho quer funcionários a vigiar prevaricadores»

Ora aí está a razão pela qual o Sporting está à beira da falência: os lagartos gastam 1,6 milhões de euros por ano em água e luz!

Dava para comprar vários jogadores tão bons como os melhores do actual plantel.

Mas Bruno de Carvalho vai acabar com esta rebaldaria!

E já deu instruções rigorosas: utilizar a luz natural, desligar os ares condicionados e os monitores dos computadores, tirar das tomadas os carregadores de telemóveis, apagar as luzes decorativas, etc.

E mais: Bruno de Carvalho recomenda «aos trabalhadores e jogadores que não deixem as torneiras de água quente a funcionar indefinidamente nos balneários e instalações sanitárias».

Isto são boas notícias para os benfiquistas.

Fustigados pelos banhos de água fria, com os olhos mortiços pela falta de claridade, quando os jogadores do Sporting entrarem no estádio da Luz, para a semana, ficarão tão ofuscados, encadeados e obnubilados que, quando derem por ela, já terão três na pá!

O efeito gambá

O gambá é um marsupial omnívoro, que vive no continente americano, sobretudo na Amazónia.

Tem como característica muito curiosa, o facto de se fingir de morto quando pressente perigo.

Este idiossincrasia, foi utilizada no filme de animação da DreamWorks, Over the Edge (Pular a Cerca).

No entanto, não são só os gambás que adoptam este truque para se furtarem aos predadores.

Alguns árbitros de futebol fazem o mesmo.

Ontem, num jogo particular entre o Benfica e o Fortuna de Dusseldorf, o árbitro preparava-se para mostrar o segundo cartão amarelo ao Javi Garcia, quando o Luisão avançou para o juiz da partida. Aproximou-se dele, deu-lhe um ligeiro encontrão com o peito e o árbitro caiu no relvado, todo junto, fazendo-se de morto.

http://www.youtube.com/watch?v=S02IxFRIezs

As imagens não enganam ninguém: ao enfrentar o calmeirão do Luisão, Christian Fisher armou-se em gambá e atirou-se para o chão, fingindo que estava morto.

Darwin explicou tudo isto.

Champanhe para os sem-abrigo

Primeiro, vamos situar a coisa:

O Gil Vicente é um clube de futebol da cidade de Barcelos.

O seu presidente chama-se António Fiúsa.

O Gil Vicente vai hoje jogar a sua primeira final de uma grande competição – a Taça da Liga.

O jogo é contra o Benfica.

Situada a coisa, vamos agora ouvir as palavras sábias de Fiúsa:

«Pertenço a um associação e se trouxermos a taça para Barcelos, prometo, durante oito dias, oferecer champanhe aos sem-abrigo que vão almoçar a essa associação, à volta de 40 pessoas carenciadas».

Fiúsa é sempre a abrir!

Quais dar um par de sapatos novos, um cobertor ou uma samarra a cada sem-abrigo!

É champanhe e do melhor, que Fiúsa logo acrescentou que tinha que ser do melhor, um “moet chandonzinho”, como ele sublinhou!

E acrescentou:

«Se ganharmos vamos almoçar um leitão e beber um Moet & Chandon, dos melhores champanhes que há!»

É este o conceito de felicidade do presidente do Gil Vicente: leitão e champanhe!

Mas estas afirmações do Fiúsa colocam muita pressão sobre o Benfica.

É que se o Benfica, desgraçadamente, ganha a taça, os sem-abrigo não terão o privilégio de saborear o Moet & Chandon e vão continuar a ter que emborcar a zurrapa de um espumante qualquer!