O revólver e o pilinhas

De palito na mão, franze o sobrolho, com ar entendido e explica que o homem estava sentado na esplanada quando o outro apareceu e deu-lhe um tiro de raspão na cabeça. E não lhe deu logo outro tiro porque a arma se encravou.

“Não sei se era uma pistola ou era um revólver, mas parece-me que era uma pistola, porque um revólver não encrava!” concluiu, triunfante.

Tudo se passou em Mação. Um agente da GNR, de folga, estava sentado numa esplanada, com amigos, quando outro homem, com cerca de 80 anos, ex-agente da autoridade, surgiu e disparou três tiros, atingindo o GNR.

O corajoso repórter, explicou-nos que os dois homens tinham problemas antigos por resolver e que o baleado, depois do segundo tiro, fugiu e, quando levou o terceiro tiro, caiu num descampado (a imagem mostra-nos um baldio com tranquilas ovelhas pastando…). Foi aí que foi assistido.

Claro que este acontecimento em Mação, não se compara com a catástrofe ocorrida em Oliveira de Azeméis: roubaram o Pilinhas!

O Pilinhas é uma estátua de bronze, de 1930, representando uma criança, de pilinha alçada, no cimo de um paralelepípedo, que é uma fonte. Estava há 80 anos num jardim de Oliveira de Azeméis. Estava, mas já não está, por alguém roubou o Pilinhas.

Como disse o Presidente da Câmara, as autoridades têm que fazer alguma coisa, caso contrário, começará a desaparecer o nosso património.

Hoje, o Pilinhas de Oliveira de Azeméis, amanhã, o Mosteiro dos Jerónimos!

Estas foram duas intrépidas reportagens que passaram no telejornal da Sic de hoje.

I rest my case!

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6 Responses to “O revólver e o pilinhas”

  1. CARNEIRO says:

    por pouco não era to lose…

  2. Artur says:

    To lose? Não será To loose?

  3. Elso Lago says:

    Por estas e por outras é que quando vejo televisão ou é para ver o Benfica ou então mudo para canais como o Discovery ou semelhante, onde ainda se pode aprender, de facto, alguma coisa.

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