Posts Tagged ‘américa’

Os amigos sauditas

Sunday, October 8th, 2017

Os governos de Washington sempre gostaram muito da Arábia Saudita.

Devem gostar dos trajes.

Só assim se compreende que as relações comerciais entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita continuem de vento em popa, apesar do poder saudita se estar cagando para os direitos humanos.

Enfim, parece que a partir de 2018, as mulheres sauditas já poderão tirar a carta de condução.

Deve ter sido Trump – esse grande democrata! – que convenceu o rei Salman a liberalizar um pouco a coisa.

Mas não convém abusar: amanhã, as mulheres começam a conduzir e, no dia seguinte, começam a exigir sexo oral!

Toda a gente sabe como as gajas podem ser exigentes!

Mas as relações entre a administração norte-americana e a monarquia saudita nunca esteve tão bem como agora, com Trump a comandar.

Se bem se lembram, a primeira saída de Trump para o estrangeiro foi para visitar a Arábia Saudita e selar um contrato de milhões de dólares em armas.

Agora, foi a vez dos EUA venderem aos sauditas um sistema anti-míssil de última geração, pela módica quantia de 15 mil milhões de dólares.

Se o sistema anti-míssil for tão bom como a passadeira dourada que avariou e obrigou o pobre do rei Salman a descer as escadas do avião, a pé, na sua recente visita à Rússia, os sauditas estão all fucked up!

Mortos, sim – surdos, nunca!

Saturday, October 7th, 2017

Na mesma semana em que um norte-americano matou, a tiro, 59 pessoas, até ver… o Congresso preparava-se para aprovar uma lei para simplificar a venda de silenciadores.

Para que os tiros não incomodem tanto os atiradores.

A votação da lei foi adiada, mas está na calha.

Foi proposta pelo republicano Jeff Duncan e leva por título “Hearing Protection Act”.

Por outras palavras, é uma lei para proteger a audição dos atiradores.

Diz a patriota National Rifle Association que a aprovação daquela lei que permite a venda mais facilitada dos silenciadores, é “fundamental para reduzir a surdez parcial ou total dos sócios”.

O tal Jeff Duncan, que assina a lei, acrescenta: “pratico tiro desde criança, quando caçava pombos com o meu pai. Perdi parte da audição devido aos disparos. Com silenciadores teria protegido a minha saúde e a de milhões de americanos”.

O tipo que matou 59 pessoas, Stephen Paddock, devia ter a mesma opinião.

Ficou tão doido com os milhares de tiros que teve que dar para matar e ferir aquela gente toda, que acabou por se suicidar.

Se tivesse um silenciador, talvez pudesse ter morto mais gente e evitar o suicídio, que é sempre uma chatice.

Imagino como ficou a alcatifa da suite…

Não aqueceu o lugar!

Monday, July 31st, 2017

Kim Jong-un procura conselheira

Monday, July 10th, 2017

Trump contribui para a paz mundial

Sunday, May 21st, 2017

Na sua primeira visita de Estado a um país estrangeiro, Donald Trump escolheu a democrática Arábia Saudita.

Enquanto a sua esposa, Melania, exibia os seus longos cabelos às mulheres sauditas que, como se sabe, sofrem de alopécia hereditária, Trump fechava negócio com os xeiques, vendendo-lhes armas no valor de 110 mil milhões de euros (dava para a malta pagar o resgate ao FMI e ainda sobravam uns trocos para fazer as 20 estações de metro propostas pela Dona Assunção).

Este é, sem dúvida, o primeiro grande contributo de Trump para a paz mundial.

O que vai a Arábia Saudita fazer a tantas armas se, praticamente, não tem inimigos?

Com sorte, algumas dessas armas ainda vão parar às mãos do Daesh que, como agradecimento, são muito capazes de atacar a Coreia do Norte.

Haverá maior infiel que Kim-Jong un?

“Quando Ela Era Boa”, de Philip Roth (1966)

Sunday, March 12th, 2017

Só no ano passado, 40 anos depois, a D. Quixote edita mais este romance de Roth, publicado em 1966.

Depois de ter lido mais de uma dúzia de obras de Philip Roth, confesso que este Whe She Was Good não me prendeu como os outros.

O livro conta a história de Lucy Nelson, do seu pai alcoólico e da sua mãe algo pateta, de como Lucy se deixa seduzir, aos 18 anos, por Roy, três anos mais velho, mas muito infantil, e traça o retrato de uma América provinciana e retrógrada; no entanto, o habitual sarcasmo de Roth está ausente, o que torna o livro um tanto incaracterístico.

Outros livros de Philip Roth: “Goodbye, Columbus“, “Némesis“, “A Humilhação“, “O Complexo de Portnoy“, “Indignação“, “O Fantasma Sai de Cena“, “O Animal Moribundo“, “Património“, “Todo-o-Mundo“, “Pastoral Americana“, “A Conspiração Contra a América“, “Casei com um Comunista“.

Entretanto, na Casa Branca…

Wednesday, March 1st, 2017

“Manual para Mulheres de Limpeza”, de Lucia Berlin (1977-1999)

Sunday, January 29th, 2017

Lucia Berlin nasceu no Alasca em 1936, publicou os seus primeiros contos aos 24 anos, foi enfermeira, telefonista, mulher da limpeza, professora de escrita criativa, viveu em várias cidades dos EUA, no México e no Chile, foi casada três vezes, teve quatro filhos, uma mãe e um avô alcoólicos, ela própria foi alcoólica e submeteu-se a várias desintoxicações, foi publicando os seus contos em diversas revistas, reuniu-os em vários livros que nunca tiveram grande aceitação, senão depois da sua morte, em 2004, no dia em que completava 68 anos.

Hoje em dia, é considerada uma das grandes escritoras norte-americanas, sobretudo de short stories e, de facto, este foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos.

As histórias de Lucia Berlin têm pessoas reais dentro e são retratos do dia-a-dia, enriquecidos pela experiência de uma mulher que trabalhou em hospitais, deu aulas na Universidade, atendeu telefonemas, trabalhou como mulher-a-dias e teve uma vida cheia.

Num dos contos, Lucia, enquanto enfermeira, fala nas mortes dos doentes e, no que respeita à morte de doentes ciganos, escreve algo que eu também já presenciei e que demonstra que os ciganos são iguais em toda a parte:

“Os ciganos são mortes boas. Eu acho… as outras enfermeiras não, e os seguranças também não. Há sempre dezenas deles que exigem estar com o moribundo, que o beijam e abraçam, a desligar e a estragar os televisores e os monitores e o resto dos aparelhos. A melhor coisa nas mortes ciganas é eles nunca mandarem calar os miúdos.

Os adultos clamam e choram, mas todas as crianças continuam a correr e a brincar e a rir, sem que lhes seja dito que devem estar tristes ou mostrar-se respeitosas.”

O presente volume, junta histórias de vários livros de Lucia (edição Alfaguara, com tradução cuidada de Rita Canas Mendes, com notas muito a propósito).

Aconselho vivamente.

His way

Monday, January 23rd, 2017

Não sei se repararam, mas a canção escolhida por Trump para aquela piroseira do baile inaugural foi “My Way” – original de Claude François (“Comme d’ habitude”), adaptado por Paul Anka para “americano” e tornada famosa por Frank Sinatra.

A canção começa com significativo “And now, the end is near”…

Premonitório…

As promessas de Trump

Friday, January 20th, 2017

Trump tomou posse.

Discursou durante 18 minutos e prometeu muitas coisas.

Que a América vai ser grande outra vez.

Que as fronteiras se fecharão para quem rouba a riqueza e os empregos aos americanos.

Que o Daesh será esmagado.

Que o Sporting será campeão ainda este ano.

Está tudo dito…