25 de Abril, sempre!

Para que não se repita:

“Se esse acto teve a simpatia da maior parte do país, não teve a minha, pois há muito que eu gostaria de passar à vida privada mas sou de opinião que, em qualquer circunstância, enquanto um português tiver vida e saúde não se deve negar a cumprir a sua missão ao serviço da Pátria” – Américo Tomaz, em novembro de 1972, a propósito de ter sido nomeado para o terceiro mandato consecutivo como presidente da República.

“Percorre-se a Guiné, anda-se pela vastidão angolana, desloca-se quem quer que seja, de lés a lés de Moçambique e não encontra populações revoltadas” – Marcelo Caetano, julho de 1972.

“Nesta terra portuguesa, aqui temos não só compatriotas de Cabo Verde a dizerem e a testemunharem a sua devoção à Pátria, agarrados à bandeira de Portugal, como ainda antigos combatentes orgulhosos da mesma Pátria comum a jovens prontos a partir para o combate, sob o olhar enternecido, é certo, das mães, esposas e noivas, com o coração a sangrar de saudade, mas todas altivas e orgulhosas dos seus filhos, maridos e noivos que lá vão servir e lutar pela Pátria querida, por Portugal eterno” – Dr. Serafim Silveira Júnior, na manifestação municipal, organizada em Almada em 18 de julho de 1972.

“Lusíadas são os nossos filhos que hoje se cobrem de glória nas terras quentes e morenas de Portugal africano, terras que são carne da nossa carne, sangue do nosso sangue. Lusíadas são Américo Tomaz e Marcelo Caetano, que continuam, no presente, a obra dos Lusíadas do passado” – Afonso Marchueta, agosto 1972.

Citações sacadas de recortes do jornal República, da coluna diária “Ponto Crítico”, da autoria do Álvaro Guerra.

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8 Responses to “25 de Abril, sempre!”

  1. Gosto muito de ler, por aí, aqueles energúmenos, muitos nascidos deopis de 74, defendendo que o país “nunca esteve tão mal” e que “fazia falta o Salazar”. Estúpidos.

    Ainda hoje, a sondagem do SAPO perguntava se o país precisava de outra revolução e 70% diziam que sim. Pobres ignorantes que não percebem mesmo a diferença.

  2. pitroile says:

    So conheço o antes de 74 pelos livros, e pelas historias contadas ao balcao do café que exploro (nasci em 1980).
    E na minha humilde opiniao esta REVOLUÇÃO/LIBERDADE so teve um mal. A maneira como o povo se aproveitou dela. Não tinhamos ninguem preparado para preparar o Povo iletrado. Tinhamos muito boa vontade e alguns espertos que se queriam aproveitar de imediato da situaçao. A corrupção e a lei do mais forte proliferaram.E isso nao e Democracia nem Liberdade. O conceito REVOLUÇÃO/LIBERDADE tinha tudo para dar certo, faltou honestidade e Amor ao próximo, que nunca houve pelas pessoas que assumiram o Poder. Quando vejo um aluno a levantar a voz a um professor e mesmo a agredi-lo apetece-me dizer, “volta Salazar”. Os valores de familia estão completamente perdidos no tempo. Troca-se falta de educação por votos nas urnas. Deixa-mos casar “pessoas do mesmo sexo”(para nao dizer Paneleiros), arranjam-se “jobs for the boys”, tratam-se melhor os delinquentes nas prisões, drogados, e imigrantes clandestinos, do que sem-abrigos( alguns combatentes em Ultramar), entre outras coisas. Não e que prtecisemos de outra revolução, mas faz falta uma boa limpeza nesta casa. Viva a Liberdade

    • Artur says:

      Liberdade é isto: poderes escrever as alarvidades que quiseres e não seres preso – que é o que te aconteceria antes do 25 de abril se tivesses a coragem de dizer metade do escreveste.

      • pitroile says:

        Não me interpretem mal. Tenho perfeita noção de tudo de bom que começamos a ter acesso.Não sou fã de Oliveira Salazar nem do seu regime. Mas fico profundamente irritado com os parasitas que temos de suportar, e a falta de educação que assola as novas gerações. A Liberdade devia ser, educação para todos( e educação nao e so escola ate ao 12º ano), acesso a um sistema de saude para todos(e não so para quem tem dinheiro para ir a clinicas privadas de um dia para o outro), habitação para todos (e não so para quem tem dinheiro para suportar roubos escandalosos da banca), entre outras… Hoje em dia nao existem politicas de direita, nem de esquerda, mas sim politicas economicas e financeiras. Tudo anda a roda do Defice, da divida dos orçamentos, dos Pecs. E imoral quando existem pessoas que tentam sobreviver com menos de 500€. Havia muito mais para dizer e e por isso que adoro este Coiso. Faz-nos pensar

  3. Cascão da Silva says:

    Pó Pitroile: Antes de 74 a Coca Cola estava proibida em Portugal!!!!!!! Normalmente este argumento cola (ou coca) bem para os pós 74. Claro que também havia corrupção, pobreza e prisões por delito de opinião no tempo da outra senhora.
    O Coiso reagiu com os pés mas o Pitroile aguentou-se.

  4. antonio dias says:

    36 anos são passados sobre o 25 de Abril, e ainda assim, há quem entenda que se um aluno ofende (ou agride) um professor na escola, a culpa é do 25 de Abril.
    Naturalmente haverá também quem pense que, se um colectivo de juízes iliba um empresário que (provadamente) tentou corromper um autarca, e outro juiz condena o advogado que ousou chamar corrupto ao empresário, a culpa é do 25 de Abril.
    Podíamos estar aqui dias inteiros a registrar factos que sucedem no nossa vida diária e nos envergonham, como sociedade.
    E a culpa será do 25 de Abril?
    Os homens que fizeram o 25 de Abril deram-nos a oportunidade de podermos escolher em liberdade aqueles que nos irão governar.
    Pelas escolhas efectuadas, os únicos responsáveis somos nós.
    Para os mais novos, aqueles que não conheceram o 24 de Abril, pode parecer pouca coisa. Mas não é.
    O simples facto de podermos dar a nossa opinião sem receio de por isso podermos perder o emprego, ou ir parar á prisão, é algo de tal forma inverosímil que custa a entender aos mais novos.
    É bom sinal, significa que apesar de todos os “pesares” na sociedade actual a liberdade é um bem que é aceite de forma natural.
    Muitas promessas que se fizeram na altura estão por cumprir, mas isso, como muito bem dizia o Sérgio Godinho, “só pode querer tudo, quem nunca teve nada”.
    A fiscalização do cumprimento dessas promessas é tarefa nossa. Se a negligenciarmos, não poderemos vir depois queixar-nos.

  5. Filha de ex-combatente says:

    Lutar por amor à pátria??? Sim sim, os desgraçados lutavam mas era por amor à própria vida.
    Pergunto-me quantos teriam ido lutar pela pátria se lhes tivessem dado a escolher ir ou ficar!!!!
    O meu pai, tal como tantos outros, regressou com uma deficiência- felizmente pequena – trataram-lhe as mazelas físicas e mandaram-no para casa tratar ele as psicológicas.

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