“Uma Questão de Beleza”, de Zadie Smith

O terceiro romance de Zadie Smith, tal como os dois anteriores, é torrencial. São 500 páginas. E, como aconteceu com “Dentes Brancos” e “O Homem dos Autógrafos”, fico com a sensação que não era preciso escrever tanto. Em todos os romances desta jovem escritora britânica, há muitas páginas que parecem desnecessárias.

A acção de “On Beauty” decorre na Nova Inglaterra, em redor da vida universitária. Howard Belsey é branco e casado com Kiki, uma enfermeira negra e obesa; têm três filhos: um bem comportado Jerome, quase a acabar a universidade, uma reivindicativa Zora, caloira na universidade e Levi, que só pensa em rap e estilos de vida alternativos.

O ódio de estimação de Howard é Monty Kipps, um conservador reaccionário. Entre os dois, há mais do que ódios raciais. Apesar desse antagonismo, Howard não resiste aos encantos de Victoria, a filha mais nova de Monty. Esta relação extra-conjugal mina o casamento de Howard e a sua relação com os seus próprios filhos, pondo em causa, também, o seu lugar na universidade, onde ele dá aulas de interpretação de arte, sendo especialista em Rembrandt

Zadie Smith (que é mais nova que a minha filha!) escreve um romance sobre o amor e a sexualidade de tipos da minha idade. No entanto, repito o que já disse em relação aos outros romances da sua autoria: falta-lhe ainda qualquer coisa (será que lhe falta mais alguns anos de vida?…)

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