Um Iraque mais seguro

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O jornal médico britânico Lancet, publicou um estudo norte-americano da Universidade de John Hopkins, segundo o qual, desde Março de 2003, teriam morrido, no Iraque, cerca de 600 mil pessoas, uma média de 500 pessoas por dia.

Trata-se de um estudo epidemiológico, baseado numa amostra relativamente pequena, mas que, segundo os autores, estará muito próximo da realidade.

Segundo o mesmo estudo, a possibilidade de civis iraquianos serem vítimas de morte violenta é, agora, 58 vezes maior do que antes da invasão norte-americana.

Claro que Bush não está de acordo. O general George Casey, chefe das tropas americanas no Iraque, também não está de acordo. Afirmou que lhe tinham dito que os mortos não ultrapassariam os 50 mil, mas não foi capaz de explicar como tinham chegado a este número, nem tão pouco soube dizer quem lhe tinha sugerido este número.

Deve ter sido assim:

Casey (virando-se para um tipo qualquer) – quantos iraquianos é que já terão morrido, desde que a malta invadiu esta coisa?

Tipo qualquer – Sei lá! Para aí 50 mil! 

Se calhar, o estudo do Lancet peca por excesso – ou por defeito. Estes estudos são apenas uma aproximação da realidade. No entanto…

No entanto, mais de meio milhão de civis já foram para o maneta.

São menos 600 mil muçulmanos a chatearem os americanos.

A continuar assim, Bush conseguirá dizimar a população iraquiana.

Depois, quando todos estiveram mortos, então sim, o Iraque será um país seguro!

4 thoughts on “Um Iraque mais seguro

  1. Bom… se os americanos não fossem os guardiões da paz e da justiça, quase que se poderia dizer que são genocidas. Isso sim, seria verdadeiramente irónico.

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