“The Interpreter”, de Sydney Pollack

interprete.jpgPollack é um clássico (“They Shoot Horses, Don’t They?”, 1969, “The Way We Were”, 1973, “Three Days of The Condor”, 1975, “Absence of Malice”, 1971, “Tootsie”, 1982, “Out of Africa”, 1985, “Havana”, 1990, “The Firm”, 1993, “Sabrina”, 1995, por exemplo).

Sendo um clássico, não consegue realizar filmes maus. Claro que uns são melhores que outros e este “The Interpreter” não é dos melhores, embora nos consiga prender a atenção, sobretudo, pelas excelentes interpretações de Nicole Kidman e Sean Penn.

Kidman é Sílvia Broome, uma intérprete das Nações Unidas, especialista em dialectos africanos, nomeadamente o Ku, falado num país inventado, cuja história se parece com a do Zimbabwe e do seu ditador, Mugabe. Por mero acaso, Sílvia descobre uma intentona para assassinar o ditador africano, no momento em que ele estiver a discursar perante a Assembleia da ONU.

Sean Penn é o agente secreto Tobin Keller, encarregado de investigar o caso e de coordenar a segurança ao ditador. Só que Sílvia é mais do que uma simples intérprete, tendo estado envolvida na resistência contra o ditador.

Desenvolve-se, assim, um thriller político, com alguns bons momentos de suspense e que só peca por a história ser um pouco inverosímil: uma loiraça como a Nicole, envolvida na resistência armada contra um ditador africano, é um pouco difícil de engolir. Mas enfim, papa-se…

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