Saída limpa ou saída merdósica?

É a grande questão do momento: como vai Portugal sair do programa imposto pela troika?

Vamos optar por uma saída à irlandesa, que é a chamada saída limpa, ou vamos escolher uma saída suja, que é como quem diz, vamos cagar na troika?

A opção pela segunda hipótese é a mais apetecível.

Depois de três anos em que nos cortaram os ordenados, aumentaram os impostos, mandaram milhares para o desemprego e outros milhares para a emigração, diminuíram as reformas e nos fizeram recuar ao nível de vida de há dez anos, que tipo de saída nos apetece, se não a saída suja?

Aliás, merda é connosco.

No tempo da Outra Senhora, contava-se a história de um português mauzinho que, depois de morrer, foi para o Inferno e descobriu que aquilo não era a fogueira que ele estava à espera, mas sim um enorme tanque cheio de merda. Foi lá que encontrou Salazar, com merda até ao pescoço.

Ainda tens a cabeça de fora, espantou-se o português mauzinho. Tu foste um grande sacana lá na Terra e, mesmo assim, ainda tens a cabeça de fora?

Salazar explicou-lhe: pois é, filho, mas estou em cima do Hitler, que está em cima do Estaline…

Isto para já não falar na história do emigrante português que estava a emagrecer e que foi a um médico que lhe receitou um banho de merda porque lhe diagnosticou saudades da Pátria.

Já Eça de Queirós dizia que isto era uma choldra, que é o mesmo que dizer que o país é uma merda.

Não é verdade que todos dizemos que o Governo só faz merda?

Não é verdade que os deputados são uma merda, que a Educação é uma merda, a Saúde é uma grande merda, os impostos são uma merda e até o tempo está uma merda?

Perante tanta merda, quem quer uma saída limpa?

Só a merda do primeiro-ministro que, até de merda percebe pouco!…

Não admira: um Coelho nem merda como deve ser sabe fazer!

Só caganitas!

portas moedas e albuquerque

 

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