Referendar a táctica

Depois de levar 3-0 do Sporting, 1-0 do Deportivo da Corunha e 3-1, do AEK, o novo treinador do Benfica – que é engenheiro e tudo! – decidiu mudar de táctica.

Esta semana, um jornal desportivo perguntava: qual a melhor táctica para o Benfica?

É o descalabro!

A táctica do glorioso já é discutida na praça pública!

Acentue-se que não me espanta: nunca gostei do engenheiro. Não se pode confiar num homem que usa a camisola por dentro das calças de fato de treino. Sobretudo quando esse homem é treinador de futebol…

Mas, dada a dimensão do glorioso, talvez não seja má ideia: a táctica da equipa podia ser objecto de um referendo nacional. Desse modo, todos os portugueses benfiquistas – correcção: todos os benfiquistas, já que todos os verdadeiros portugueses são benfiquistas – poderiam decidir como gostariam que o seu clube jogasse.

Aliás, podia mesmo fazer-se um referendo semanal, de modo a que se pudesse adoptar a táctica a cada novo adversário.

Pelo menos poupava-se o ordenado de treinador e despedia-se o engenheiro.

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