“Prison Break” – 1ª série

prisonbreak1.jpgDizer que esta é uma das melhores séries de televisão desta nova vaga dos Sates, já é um lugar comum.

O enredo é apelativo: um tipo assalta um banco de propósito para ser preso e ir parar à prisão onde está o seu irmão mais velho, injustamente condenado à morte pelo assassínio do irmão da vice-presidente dos EUA.

Ao ver “Prison Break”, vêm-me à memória grandes séries televisivas da minha adolescência: “Colditz” e “Mission: Impossible”.

“Colditz” contava-nos as histórias das fugas de militares aliados de um castelo-prisão nazi. Os planos eram sempre quase impossíveis de realizar, os nazis eram mesmo muito maus, mas os aliados acabavam sempre por conseguir fugir de Colditz, graças ao génio e à organização do comité de fugas.

Em “Mission: Impossible”, uma equipa de super-agentes conseguia sempre o seu objectivo, graças a planos gizados e cumpridos ao pormenor.

Em “Prison Break”, Michael Scofield tatuou os corredores da prisão de Fox River no tronco e nos braços, planeou tudo ao pormenor mas não contou com os muitos imprevistos que podem acontecer numa prisão de alta segurança.

A série é viciante e, tal como “24”, consegue muito do seu suspense à custa da teoria da conspiração.

Os actores são todos óptimos, a começar por Wentworth Miller (Scofield) que, ainda por cima, se parece muito com o Pedro. Mas todos eles são bons e convincentes. Destaque para Robert Knepper que interpreta T-Bag, um pedófilo viscoso e nojento, que só apetece bater.

No entanto, há algo de pouco credível nesta prisão, onde ninguém fuma, ninguém se droga e ninguém diz um “mother fucker” ou um “cock sucker”. Enfim, a audiência a isso obriga, embora a produção não se importe de mostrar mãos decepadas e outras violências menores. Como todos sabemos, fumar é muito mais perigoso para a saúde, pelo menos, sob o ponto de vista do “politicamente correcto”…

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