O estado da nação: gasoso

Decorreu ontem, na Assembleia da República, o debate sobre aquilo a que se convencionou chamar “o estado da nação”.

Para os órgãos de comunicação social, o único interesse da coisa era ver como corria o primeiro duelo entre Sócrates e o novo líder da bancada do PSD (o terceiro, em três anos), Paulo Rangel.

Para mim, Paulo Rangel faz-me lembrar os putos gordinhos dos meus tempos de liceu, que estavam sempre a levar umas amonas do resto da malta. Provavelmente, é um gajo porreiro mas, como político parlamentar, ainda tem muito que aprender e foi trucidado por Sócrates, que parece ter nascido para aquilo.

E assim, Sócrates, Portas e Louçã foram os protagonistas daquela coisa que pode ser tudo, menos o “estado da nação”.

Louçã diz que a “taxa Robin dos Bosques” não é roubar aos ricos para dar aos pobres, mas uma espécie de conluio entre os ladrões. Sócrates fica escandalizado e diz a Louçã que não lhe admite que insinue que o governo é ladrão.

Portas acusa o governo de lucrar ainda mais com a descida do IVA e mostra-se indignado com o alcance demasiado curto das reformas sociais, como se o CDS fosse, agora, assim de repente, o partido defensor dos oprimidos e Sócrates responde com qualquer coisa de que já não me lembro nem interessa nada.

Em resumo: a nação ficou a saber que o seu estado é o gasoso – já que o debate não passou de um traque mal dado…

5 thoughts on “O estado da nação: gasoso

  1. “Para mim, Paulo Rangel faz-me lembrar os putos gordinhos dos meus tempos de liceu, que estavam sempre a levar umas amonas do resto da malta.”

    LOOOOOOOOOOOOL

  2. … Sempre do contra… o senhor socrates não nos coloca nas guerras da Nato, sim é verdade que temos uns tiritos na quinta da fonte mas também são ciganos (não, não é racismo é um elogio pois desde cedo que eles dominam a arte do manejo do revólver), obriga-nos a andar a pé ou de bicicleta, tal são os preços do gasoleo, portanto um combate frontal ao sedentarismo e ainda nos dá um subsídio de desemprego ou seja um incentivo para fazermos nada…
    …adoro socrates…

  3. A mim, o que me pareceu foi o que o snr. Paulo Rangel caíu, de repente, aqui neste pequeno rectangulo, vindo sabe-se lá de onde, e falou como se desconhecesse a história recente do seu próprio partido, que recorde-se foi governo, do país, e da conjectura internacional.
    Francamente pareceu-me uma pessoa que escreveu um discurso para mostrar que é uma pessoa culta, que domina bem a lingua portuguesa e que portanto tem predicados para o lugar.
    Mas o presidente do grupo parlamentar do principal partido da oposição, não pode colocar as questões como se fosse apenas um professor universitário, tem que referir as questões palpáveis da nossa vida quotidiana, das pessoas e das empresas. E apresentar alternativas, poucas que sejam.
    A demagogia e o populismo são dispensáveis, para isso já lá está o Paulo Portas.

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