Não reconheço aquele Egito

Vejo os telejornais e pergunto-me: onde ficará aquele país? Egito? Nunca ouvi falar!

Mas depois reparo no canto superior do écran e topo com outra palavra que desconheço: “Direto”.

Direto?!

O que é que isso quer dizer?

E o jornal, de repente, fica ilegível.

“Atualmente, é um fato político que qualquer ato público que seja objeto dos mais singulares adjetivos, apenas serve para faturar dividendos que se anteveem lucrativos.»

O quê?!

Já não sei escrever, já não sei ler e vai-me custar muito separar-me daquelas consoantes quase mudas, mas que fazem toda a diferença.

9 thoughts on “Não reconheço aquele Egito

  1. Se calhar é melhor começarmos a escrever Ispanha, Fransa, Mussambic, e outros que tais… afinal é assim que se pronuncia, perdão.,, prununssia!

    1. Para já não falar no agá – essa consoante preguiçosa que nunca se pronuncia quando está sozinha…E ficaria: oje, ibernar, otel, ospital, álito, etc

  2. Eu simplesmente me pergunto, como se chamará um cidadão de tal país? Egicio? É que se a grafia portuguesa era rica em cosoantes mudas, agora é rica em cosoantes fantasma – Não estão escritas mas pronunciam-se!
    Tais consoantes são como os mortos inscritos nos boletins de eleitor aquando do acto eleitoral – Não foram lá, mas votaram.

  3. O acordo prevê a queda das consoantes mudas, mas em “facto” e “Egipto” elas não são mudas!
    E quem são os habitantes do Egito? os Egicios?
    Aquela capa do Expresso é vergonhosa…

  4. Eu só não percebo a necessidade de um acordo ortográfico. Para quê? Estamos a falar de países soberanos que embora tenham uma língua comum têm grafias e fonemas diferentes (pronúncia)! Se no Brasil querem escrever facto como fato, isso é lá com eles! Para que é que nos vamos meter!

    Que eu saiba não existe acordo ortográfico algum entre os países de língua inglesa e eles dão-se muito bem com isso!

    Se em vez de andarmos preocupados com problemas de lana caprina tentássemos realmente resolver os problemas reais do país, fazíamos melhor.

    … e por mim já chega de acordo ortográfico (excepto se for para criar uns artigos humorísticos nas páginas do Coiso, claro).

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