Gordon ou Magron?

Vinha aí um furacão, ia atingir os Açores e foi uma festa na comunicação social. Chamava-se Gordon e ia arrasar árvores, arrancar telhas, esbarrondar casebres, estilhaçar vidraças, afundar barcos. Haveria vários motivos de reportagem: mulheres a chorar, homens lamentando-se, todos pedindo subsídios ao governo.

Os telejornais entraram num frenesim de directos.

Em directo do Faial, em directo do Pico, em directo da Terceira.

Em todos eles, um repórter nervoso, relatava banalidades. Ao fundo, um oceano plácido, lambia os Açores calmamente.

A Protecção Civil fez o que lhe competia: mandou amarrar embarcações, fechar escolas, arregimentar funcionários, que passaram a noite em claro, à espera da catástrofe.

Mas o tal Gordon, assim que se apercebeu que tinha errado o caminho e que ia passar por território nacional, rapidamente se transformou numa tempestade de trazer por casa.

Foi um flop.

Até os furacões nos ignoram, caraças!

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