God bury the queen!

Não há meio de enterrarem a senhora, caramba!

Desde que a rainha morreu, já lá vão cinco dias, que as televisões não largam o osso! Longas e intermináveis reportagens sobre o protocolo London Bridge preenchem os telejornais e os repórteres, de vestido negro, elas, de gravata preta, eles, com ar compungido, descrevem-nos, ao pormenor, o dito protocolo.

Ficamos a saber a que horas o corpo da rainha sai de um lado e vai para outro, a que horas o novo rei calça os sapatos e aperta o nó da gravata, quantos dias vai ficar o féretro – sim, o féretro, porque a realiza vai num féretro, enquanto a malta vai num caixão – quantos dias o féretro vai ficar exposto para que os súbditos possam ir prestar a sua vassalagem, e mais uma série de pintelhices, como se eu precisasse de saber essas coisas, como se eu fosse alguma vez olhar para um caixão, ainda por cima de uma rainha, ainda por cima estrangeira!

Claro que eu posso sempre desligar a televisão, mas o hábito é antigo; desde pequenino que vejo telejornais…

A saloiice das televisões tem sido manifesta, o espanto dos repórteres é evidente, os apresentadores salivam-se e ainda faltam mais cinco dias para isto tudo terminar.

Será a altura de alterar um pouco o hino e gritar God bury the queen!

Please!

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