Ficámos no quarto

No jogo de consolação, Portugal perdeu 1-3 com a Alemanha.

Mais uma vez, a selecção precisou de rematar não-sei-quantas-vezes para, finalmente, marcar um golo. Scolari, desta vez, não embirrou, e optou pelo Nuno Gomes, em vez do Postiga. E o avançado do Benfica marcou um belo golo. É natural que se pergunte o que Nuno Gomes teria conseguido fazer, se tivesse sido opção mais vezes.

Portugal marcou apenas 7 golos neste Mundial. A Alemanha marcou 14. A Itália e a França, que ainda vão jogar a final, marcaram 11 e 8, respectivamente.

Parece-me que é exactamente aqui que reside a diferença.

É que o futebol é para marcar golos.

Mas, enfim, ficámos no quarto.

À chegada a Lisboa, a selecção era aguardada por milhares de portugueses, quer no aeroporto, quer no Estádio Nacional.

Também lá estava Roberto Leal, esse expoente da música.

Emocionados, todos entoaram o hino nacional.

Depois, cantaram “Uma casa portuguesa”.

Só por isso, a Federação Portuguesa de Futebol, merecia que a selecção tivesse perdido todos os jogos!

As três televisões generalistas, consideraram que o regresso da selecção tinha o mesmo peso que o enterro da irmã Lúcia, e transmitiram o acontecimento, em directo.

O que aconteceria se, por absurdo, a selecção ganhasse a taça?

Feriado nacional, no mínimo!

Mas, enfim, ficámos no quarto.

E o quarto é um sítio onde se fazem coisas bem agradáveis.

4 thoughts on “Ficámos no quarto

  1. Eu cá estou orgulhosa, e para quem tinha o objectivo de chegar aos oitavos o quarto é bem vindo, seja no sentido de ordem seja no sentido arquitectónico.

  2. E para servir de cereja em cima do bolo, parece que querem isentar os artistas do IRS sobre os 50.000€ que vão receber de prémio!!!

    Não andarão a gozar conosco??

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