Erros ortográficos

Irritam-me!

Já não falo no “há”, sem agá e no “à”, com o acento trocado. São tão frequentes, esses erros, que por vezes me pergunto se não serei eu a estar errado…

Alguns dos comentários que aqui recebo vão directamente para o lixo porque: 1º são absolutamente idiotas; 2º estão cravejados de erros.

Por vezes deixo-os ficar, para ver se envergonho os autores. Em vão.

Dois exemplos:

Um tal Meira Burguete, escreve:

“LI NOS JORNAIS QUE O SOCRATES, SE FOSSE ELEITO, PROPUNHA UM SUBSIDIO PARA A FAMILIAS ABAIXOU DO NIVEL DE POBRESA
ORA PORRA…
PORQUE NAO ACABAR COM A POBREZA..”

Para além da fantasia de algum 1º ministro ser capaz de acabar com a pobreza, pergunto-me como é possível um tipo não saber se pobreza se escreve com “ésse” ou com “zê” e, na dúvida, escrever a mesma palavra com duas grafias!

O 2º exemplo vem de um Zé Veloso e é assim:

“O complemento das reformas que o governo faz tanta porpaganda nao abrange quase ninguem por que e certo que a maioria dos reformados continuam com menos de 250Euros por mes Continua assim a miseria So este mes por que vivo numa zona fria e humida tive uma conta de eletricidade de 94Euros pois se nao tiver a casa desomificada tenho asma bronquite e sinusite e outras problemas de saude e economicos que surgem”.

Para além dos erros de pontuação, desculpáveis, se pensarmos que é apenas um comentário “on-line”, apanhamos, pelo menos, dois erros ortográficos: “porpaganda” e “desomificada”. Como é possível escrever bem a palavra “húmida” e escrever, depois, “desomificada”?!

Mas os erros ortográficos não serão os piores. Que dizer dos erros de pensamento? Como é possível alguém culpabilizar o Governo (seja ele qual for!) por sofrer de asma, bronquite e sinusite?

Mas, enfim, como podemos criticar quem faz comentários a um blog quando, nos jornais e revistas, os erros ortográficos são comuns.

Só um exemplo:

Revista Notícias Magazine de 19/7/09; texto de Rui Pedro Tendinha sobre o novo filme de Eddie Murphy, “Terra dos Sonhos”:

“Com efeito, nesta nova comédia para a família bronca americana, Murphy estampa-se ao cumprido”.

Ao cumprido?!

Caro Tendinha: será que o teu dever foi “comprido”?…

17 thoughts on “Erros ortográficos

  1. Recentemente li num conhecido blogue sobre ciência a palavra “engulido” repetida quatro vezes.
    Para evitar embaraços enviei uma mensagem ao mediático autor do artigo, tendo sido publicado de madrugada pouca gente deu pelo erro.

  2. Visito o coiso em homenagem ao Pão e ao tipo de humor e partilho a aversão a manela azeda o leite.
    Espero neste caso não cu meter erros ortográficos e deixo-te uma proposta para encabeçar o coiso: Ambientalista não deixa filho pôr o pé em ramo verde.
    E já agora escreve mais porra pelo menos eu leio.

  3. Não sei o que é que me irrita mais… os erros ortográficos ou os “fonéticos”.
    Cada vez que ouço um “treuze”, ou um “póssamos”, ou um “tufone”, “ilcóptro”, “númaro”…há qualquer coisa dentro de mim que fica a arder :P

    1. De acordo. Mais exemplos: “ir de encontro”, em vez de “ir ao encontro”; “à última da hora”, em vez de “à última hora”; “da parte da tarde”, em vez de “à tarde”, etc…

  4. Ora bolas!!
    Estava eu a ler o post e a rir-me da desgraça alheia quando… reparei que também eu digo: “ir de encontro”, “à última da hora” e “da parte da tarde”!
    Socorro!!

    1. São erros comuns e as pessoas nem reparam que: 1º “ir de encontro” é exacatamente o contrário de “ir ao encontro”; 2º que “a última da hora” não faz sentido, a menos que se quisesse significar “a última fracção da hora” que, nesse caso, é o minuto e, então, dir-se-ia “ao último (minuto) da hora”; e 3º que quando se diz “parte da tarde” a que parte da tarde nos estamos a referir? À primeira parte da tarde ou à segunda? Estamo-nos a referir a uma parte do dia, isto é, à tarde.

  5. Estamos muito perfeccionistas oh senhor Artur…. e se fossemos antes comer um bitoque, e aceitar o facto de sermos um povo de brandos costumes… se o Benfica ganhar e houver politicos para criticar esta tudo bem. Não e preciso falar bem… Biba

  6. Os erros ortográficos são coisa que também me faz comichão, juntamente com erros doutro tipo, como este para que venho alertá-lo: manda a regra que nunca se separe o sujeito do predicado por vírgula. Um exemplo, retirado deste blogue: “seis doentes padecendo de degenerescência macular, foram submetidos a um tratamento específico no Hospital de Santa Maria”. Os doentes com degenerescência macular são o sujeito; ser submetido o predicado; a vírgula está a mais.

    1. Tem toda a razão e penitencio-me… mas, já agora: no seu comentário, não faltará uma vírgula na frase “ser submetido o predicado”? Não ficaria melhor: “ser submetido, o predicado”?

      1. Segundo uma professora de Português que consultei, ambas as formas são aceitáveis, dependendo da ênfase que se queira dar ao sujeito, dado que o predicado “é” (“ser submetido É o predicado”) está subentendido.

  7. engraçado o que este fulano escreveu, porque nao se acaba com a pobreza, quando ele deixou a filha er o neto na rjua, aeu acabava de sair do hospital e ele assim que me ligou depois de tantos anos, ndem perguntou se o meu filho estava bem e eu, não foi logo a pedir-me 6mil euros, engraçado, ele não sabe que tem uma filha e neto a passar dificuldadesa?? e nasa Filipinas diz que não tem filha..que grande filho da ……………………………………

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