Cuidado com a carteira! Vem aí o padre Teixeira!

Esta semana, o padre António Teixeira foi condenado a uma pena suspensa de quatro anos e meio de prisão.

E que pecados cometeu o padre Teixeira para merecer tal condenação?

Coisa pouca.

O padre foi condenado por ter desviado arte sacra e esmolas da paróquia do Santo Condestável, para comprar carros e custear outras despesas pessoais.

Condenação injusta, claro.

Pois se o padre só auferia 820 euros por mês, como podia ele fazer face às despesas correntes, nomeadamente, os veículos de que necessitava para se deslocar.

Ao longo de seis anos, o padre Teixeira comprou dezanove carros, entre os quais, um Mercedes de 36 mil euros.

Para além de desviar as esmolas que os crentes deixavam naquela igreja de Campo de Ourique, também vendeu a antiquários um cálice cerimonial adornado com safiras, rubis e esmeraldas e várias imagens do século 17, mobiliário diverso e objectos em prata e marfim, como crucifixos e custódias.

E porque digo que a condenação foi injusta?

Por várias razões: por um lado, o padre estava a aliviar a igreja de todas aquelas riquezas, para que ela ficasse mais pobre, portanto, mais perto de Jesus; por outro, o padre estava a tentar comprovar se é mais fácil um camelo passar por um buraco de agulha, do que um rico entrar nos reinos dos céus – e pimba, leva com quatro anos de prisão! Que injustiça!

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