Um Orçamento inovador

Inovador? Eu diria que este Orçamento é mesmo revolucionário!

Ora vejamos: os cortes na Função Pública começam logo nos salários acima dos 600 euros.

Acho bem.

Cortar a quem mais precisa.

É uma lição de vida.

Quem não tem dinheiro, não tem vícios.

Depois, os cortes vão subindo, nos salários dos funcionários públicos, até atingir os 12%.

Acho pouco.

Quem precisa de cantoneiros, professores, jardineiros, enfermeiros, médicos, arquitectos, contínuos, administrativos e toda a corja de funcionários públicos que passam os dias a coçar os testículos?

Mas enfim, os cortes poderão estimular alguns desses funcionários a desistirem de nos agravar o défice.

Outra medida justa: o corte nas pensões de sobrevivência.

Diz o Governo que só vão atingir 3% das pensionistas.

Acho pouco.

As viúvas passaram a vida a dizer mal dos maridos, que não as ajudam, que nunca estão em casa, que se embebedam, que as tratam mal, respiram fundo quando eles, finalmente, morrem e, depois, ficam a receber as pensões?

Quer dizer, em vida, os gajos não valem nada mas, depois de mortos, as pensões já lhes dão jeito.

A convergência das pensões também é boa ideia, mas não vai juntar-se à contribuição especial de solidariedade.

Também acho mal.

Quanto menos dinheiro os reformados tiverem, melhor.

O pior que pode haver é um bando do reformados ociosos, cheios de dinheiro!

O aumento do imposto de circulação para carros a gasóleo também merece aplausos, uma vez que estes veículos provocam mais poluição que os movidos a gasolina.

Mas também se devia aumentar os impostos sobre a gasolina.

Precisamos de menos carros nas estradas. Só assim poderemos diminuir a sinistralidade rodoviária.

Também vai aumentar o imposto sobre o tabaco e, mais uma vez, o meu aplauso.

O tabaco só faz é mal.

Simultaneamente, os medicamentos para deixar de fumar continuam sem comparticipação do Estado, o que é excelente.

Deste modo, os verdadeiramente viciados continuarão a fumar e há esperança que morram precocemente.

Menos umas pensões que o Estado terá que pagar.

Finalmente, o aumento da idade da reforma para os 66 anos é outra medida que merece apoio.

Mas também acho pouco.

Conheço tipos com 80 anos que continuam cheios de pica e basta olhar para o Mário Soares que, com 88 anos, continua a tentar lixar o Cavaco.

Portanto, 66 anos é escasso.

A reforma devia ser quando um gajo já não dissesse coisa com coisa.

Razão pela qual o Passos Coelho já devia estar reformado há dois anos!

 

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