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Procol Harum no Coliseu

Saturday, April 27th, 2019

Um Coliseu praticamente cheio de cabelos brancos e muitas carecas assistiu ontem a um concerto memorável da banda britânica denominada Procol Harum (descobri ontem que era o nome de um gato de um amigo dos fundadores da banda, Gary Brooker e Keith Reed).

Hoje, 52 anos depois da estreia da banda com o inesquecível A Wither Shade of Pale, só Brooker (73 anos) se mantém.

A acompanhá-lo: Geoff Witehorn (68 anos), na guitarra solo, Matt Pegg (47 anos), no baixo, Josh hillips (59 anos), nas teclas e Geoff Dunn (58 anos), na bateria.

Gary Brooker mantém a voz ligeiramente rouca e bem colocada e a banda conseguiu recriar os grandes clássicos dos Procol Harum: Conquistador, Homburg, Shine on Brightly, Fires (wich burns brightly), Grand Hotel, Salty Dog e, claro, A Wither Shade of Pale, que vendeu mais de 10 milhões de discos.

Para além dos clássicos, a banda tocou também vários temas do novo disco, Novum, saído no ano passado. Uma dessas músicas dá o nome à digressão: Still There’ll be More – e, de facto, embora Brooker pareça mesmo um ancião (cabelos brancos e, pareceu-me, alguma hesitação na marcha), a banda ainda está ali para as curvas!

No final, uma sala cheia de saudosistas pelos gloriosos anos 60 e 70 do século passado estava rendida e regressou a casa com lágrimas nos olhos.

Nõs também regressámos de papo cheio!

Procol Harum in Concert…in Denmark

Sunday, April 15th, 2012

Procol Harun – uma banda cujo nome deriva de um gato – nasceu de uma ideia de Gary Brooker (pianista, vocalista e compositor) e Keith Reid (autor das letras).

Em estúdio, gravaram “A Whiter Shade of Pale”, em 1967. O êxito foi tão grande que não havia outra solução, senão criar uma banda que suportasse esse êxito.

Os Procol Harum foram uma das bandas mais importantes do chamado rock progressivo ou rock sinfónico e, hoje em dia, pouca malta nova sabe da sua existência. Fazem mal.

Os Procol Harum souberam, como poucos, unir, harmoniosamente, a música “sinfónica” aos temas mais pop-rock, ainda por cima, com letras de qualidade.

Com meia dúzia de álbuns, a banda criou uma série de clássicos que, com diversas roupagens sinfónicas, continuam a surpreender.

Sou suspeito, porque sempre gostei dos PH. Aliás, o primeiro concerto rock a que assisti, foi dos Procol Harum, no Pavilhão de Cascais, em novembro de 1972. O som era péssimo e não me lembro de nada, a não ser do facto de estar, algures, lá em cima, nas bancadas e, lá em baixo, estarem uns gajos a fazer barulho. Não sei sequer que temas tocaram! Às tantas, alguém terá gritado que andava por ali a polícia (era habitual, naqueles tempos) e a malta começou a correr em direcção à saída. Acho que nem ouvi os encores, se os houve…

Um ano antes, em 1971, os PH tinham gravado um álbum histórico – “Procol Harum Live in Concert with the Edmont Symphony Orchestra”, em Alberta, Canadá.

Nessa altura, a banda era formada por Gary Brooker (voz e piano), Keith Reid (letras), B. J. Wilson (bateria), Alan Cartwright (baixo), Chris Copping (teclas) e Dave Ball (guitarra). Ainda tenho o vinil, comprado em 1985.

Em 2008, os Procol Harum actuaram nos jardins do Palácio de Ledreborg, a oeste de Copenhaga. Tocaram com a Orquestra e Coro Nacionais da Dinamarca.

Nesta gravação, além do fundador Gary Brooker, Joseph Phillips toca órgão. Geoff Whitehorn toca guitarra, Mark Brzezicki encarrega-se da percussão e Matt Pegg com o baixo. Destaque para as versões sinfónicas de Homburg, A Whiter Shade of Pale e Grand Hotel, entre outras.

Com 63 anos, na altura, Gary Brooker estava ainda em grande forma – e isto sugere-me uma pergunta: este tipo de música desaparecerá com a morte dos seus autores/intérpretes?