“Burn After Reading”, de Ethan e Joel Coen

“Destruir Depois de Ler” é mais uma daquelas comédias mais ou menos malucas que os irmãos Coen gostam de fazer, de quando em vez. Começaram com “Arizona Junior” e, sazonalmente, chateiam-se do “cinema sério” (“True Blood”, “The ManWho Wasn’t There” e etc) e fazem uma coisa destas (um “objecto cinematográfico com discurso de comédia”, como escreveria um crítico profissional). Nem sempre se saem bem. Se “The Big Lebowski” acabou por se tornar um clássico da comédia, e “O Brother, Where Art Thou?”, embora um pouco pateta, ainda se aguenta, “Intolerable Cruelty”, também com Clooney, é uma seca.

Mas este filme, de 2008, é muito recomendável. O resumo do argumento diz tudo: «a disk containing the memoirs of a CIA agent ends up in the hands of two unscrupulous gym employees who attempt to sell it.»

George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich e um surpreendentemente pateta Brad Pitt, são os principais intérpretes e cumprem, com nota alta.

Foi o primeiro filme que vi, através do videoclube do Meo.

Zon down!

Meo rules!

“North Country”, de Niki Caro

Em 1989, as minas do Minnesota foram obrigadas pelo Supremo Tribunal a contratar mulheres e não é que contrataram logo a Charlize Theron?…

“North Country” é um filme baseado numa história verídica. Charlize faz o papel de Josey Aimes, mãe solteira de dois filhos, um de cada pai, e com fama de ser estouvada e danada para a brincadeira.

Assim, quando decide empregar-se nas minas, é alvo de provocações diárias, por parte dos mineiros todos e nem consegue a solidariedade das restantes mulheres, meia-dúzia de mães de família que não querem perder o emprego. A única que a apoia é uma delegada sindical (Frances McDormand), que acaba vítima de esclerose múltipla.

Afinal, acabamos por descobrir que Josey foi violada por um professor e a única testemunha, o seu primeiro namorado, nada fez para a ajudar e é agora um dos mineiros que mais a provoca.

O assunto é sério mas, sinceramente, ver a Charlize vestida de mineira, com capacete e tudo, tira a seriedade à coisa e faz com que comecemos, também nós, a mandar umas bocas machistas, armados em mineiros do Minnesota.

E a coisa acaba por saber a soap opera…