Preguiça jornalística

Notícia do DN de ontem:

«Uma fila de pessoas carregadas com sacos, sacolas e até caixotes cheio de lixo reciclável era o cenário, ontem de manhã, em Cacilhas, junto ao quiosque da Câmara de Almada que promoveu a campanha “Viagens a troco de lixo”. No âmbito da Semana da Mobilidade, latas, garrafas, papel, óleos alimentares, pilhas usadas, pequenos electrodomésticos avariados, radiografias e até medicamentos foram trocados por viagens gratuitas de autocarro (TST), barco (Transtejo), metro (Sul do Tejo) ou comboio (Fertagus).»

Notícia do Público de ontem:

«Uma fila de pessoas carregadas com sacos, sacolas e até caixotes cheio de lixo reciclável era o cenário, ontem de manhã, em Cacilhas, junto ao quiosque da Câmara de Almada que promoveu a campanha “Viagens a troco de lixo”. No âmbito da Semana da Mobilidade, latas, garrafas, papel, óleos alimentares, pilhas usadas, pequenos electrodomésticos avariados, radiografias e até medicamentos foram trocados por viagens gratuitas de autocarro (TST), barco (Transtejo), metro (Sul do Tejo) ou comboio (Fertagus).»

Será que o jornalista trabalha, simultaneamente, para o DN e para Público?

Certamente que não.

Nos breves anos em que fui jornalista, nos anos 70 do século passado, chamava-se a isto a técnica do “recorta e cola”. O jornalista recebia um telegrama da Reuters, por exemplo, recortava a parte que lhe interessava e colava numa folha A4. Juntava-lhe, depois, um parágrafo final da sua autoria.

Hoje em dia, a técnica deve ter evoluído para “copy/paste”, mas vai dar ao mesmo.

Isto não tem importância nenhuma?

Tem.

Por alguma razão se chama redacção ao conjunto de jornalistas que trabalham num órgão de comunicação. Esses jornalistas são redactores. Fazem redacções.

Não são copistas.

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