“Operação Shylock”, de Philip Roth (1993)

Só este ano a D. Quixote editou esta obra de Roth, publicada originalmente há 16 anos e percebe-se porquê.

De todos os livros que já li do Roth (um dos meus escritores contemporâneos preferidos) – e já foram 19 – este foi o me despertou menos interesse; e confesso que tive alguma dificuldade em acabar de o ler…

Essa dificuldade deve-se ao facto da trama estar completamente relacionada com os judeus, os sionistas, os anti-sionistas, os pró-Israel e os que defendem que os judeus devem regressar aos países onde viviam, antes da criação daquele Estado.

Na base da trama deste livro, está um sósia de Philip Roth, que se faz passar por ele e que advoga o regresso dos judeus à Polónia e a outros países que tinham grandes comunidades judaicas, antes da Segunda Grande Guerra.

O livro é narrado pelo próprio Roth, como fosse um relato de acontecimentos reais e, no final do livro, o autor assegura que qualquer relação com a realidade é pura coincidência e que todas as personagens são fictícias, embora acrescente que esta afirmação não é verdadeira.

O estilo de Roth é inconfundível, uma escrita avassaladora, que nos invade como uma avalancha, mas o tema, demasiado centrado na questão judaica, fez com que o meu interesse se dispersasse, por vezes.

Aconselho aos fãs…

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