“O Jardim de Cimento”, de Ian McEwan

jardimdecimento.jpg“The Cement Garden”, publicado em 1978, foi o primeiro romance deste escritor britânico. É um pequeno livro altamente perturbador.

A história é-nos contada por Jack, um rapaz de 15 anos, que vive numa casa isolada com duas irmãs adolescentes e um irmão pequeno. O pai morre subitamente, com um ataque de coração e a mãe vai morrendo aos poucos, não se sabe muito bem porquê. Jack e as irmãs resolvem levar o corpo da mãe para a cave, metê-la num baú e cobri-la com cimento. Depois, e durante vários meses, vivem sozinhos, fazendo o que muitos adolescentes gostariam de fazer se os pais não os vigiassem: comer e dormir a qualquer hora, não tomar banho, não arrumar a cozinha, não ir à escola.

Para além do núcleo da história, já de si mórbido, todo o livro tem uma atmosfera estranhamente erótica, acabando por se consumar o incesto.

E, no entanto, parece que não se passa nada. Embora nos pareça “errado” o que estes miúdos fazem, acabamos por entrar no jogo e chegar à conclusão que, se calhar, eles não tinham outra opção, se não seguir aquele rumo.

Um livro que incomoda.

4 Responses to ““O Jardim de Cimento”, de Ian McEwan”

  1. Elso Lago says:

    Levanta curiosidade. Fica na lista das proximas compras.

  2. Acabei de ler esse livro hoje de manhã. Realmente perturbador…

  3. Andressa says:

    Terminei de ler “O Jardim de Cimento” neste instante, achei muito intrigante. É um livro pequeno, mas envolvente, pois o autor consegue explorar vários planos do ser humano numa história tão pequenina. Realmente não me arrependi de ter comprado o livro!!! Acho que vou ler outros deste escritor.

  4. Emanuelle says:

    Pelo visto, os instantes seguintes ao fim da leitura desse livro levam, inevitavelmente, a querer saber a que conclusão chegaram outras pessoas a respeito dele. Aconteceu comigo. Serei a terceira: acabei de ler este livro. Ainda não arrumei meus pensamentos, meu sentimento. Só lembro da atmosfera modorrenta, de suor, calor… Realmente, nada acontece, mas tudo acontece como se tivesse de acontecer… Ainda não sei o que falar.

Leave a Reply