“Na Praia de Chesil”, de Ian McEwan

napraiadechesil.jpgPublicado este ano, este pequeno romance de McEwan mais parece um conto extenso. A acção decorre em 1962 e centra-se em Edward e Florence, dois jovens apaixonados mas inexperientes, no que ao sexo diz respeito.

Ele gosta de rock and roll, ela é violinista e toca num quarteto de cordas. O namoro é o mais “respeitoso” possível. A revolução sexual ainda não tinha rebentado, mas estava à porta. Já se falava que, nos EUA, as raparigas tomavam a pílula anticoncepcional.

Florence sabe que o casamento vai implicar intimidade física e, racionalmente, tenta preparar-se para isso. Edward está desejoso de tocar no corpo de Florence, já que ela nem um beijo na boca, que inclua contacto de línguas, lhe permite.

Com estas premissas, claro que a noite de núpcias é um desastre.

Afinal, “all you need is love” ou “all you need is sex”? Ou, melhor ainda: “all you need is love and sex”?

Lê-se de uma penada.

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