Dexter, Luther, The Mentalist e outras séries (menores)

Missing é uma série de cromos. Conta-nos a história de uma mãe (Ashley Judd), ex-agente da CIA, que perdeu o marido numa explosão (Sean Bean), também agente da CIA, e cujo filho de ambos, desaparece.

Becca Winstone, assim se chama a mãe, parte em busca do filho e mostra que é uma super-agente, uma espécie de Jack Bauer feminina, acabando por usar a tortura para obter informações.

Os 10 episódios da série passam por cenários como Dubrovnik, Roma e Istambul e envolvem personagens encarnadas por actores como Keith Carradine e Joaquim de Almeida.

A história é inverosímil, a super-agente não convence ninguém mas a série tem alguma piada e serve como entretenimento.

The Firm é outra série de cromos. Baseada na novela homónima, de 1991, de John Grisham, adaptada ao cinema dois anos depois, com Tom Cruise no principal papel.

O herói da série é o advogado Mitch McDeere (Josh Lucas), um tipo muito amaneirado e que ganha as causas porque sim – só que acaba por se envolver em casos grandes demais para ele e para os seus colaboradores: a esposa (Molly Parker), o irmão (Callum Keith Rennie) e a cunhada (Juliette Lewis).

A série usa, por vezes, um truque que resulta bem, mostrando-se cenas de grande suspense que se vão passar, por exemplo, daqui a duas semanas ou daqui a dois dias, o que faz com que fiquemos “apanhados”, aguardando o desenvolvimento da acção que vai levar à cena apresentada.

Parece que a série foi cancelada, depois dos 22 episódios da primeira temporada. Não me espanta.

A 4ª temporada da série The Mentalist é mais do mesmo. Simon Baker desenvolveu uma personagem simpática, o perspicaz Patrick Jane, bem secundado pela detective Teresa Lisbon (Robin Tunney) e os argumentos são um pouco acima da média.

No entanto, a série parece estar a entrar numa rotina e a história do Red John já chateia um pouco.

Muito melhor é a série da BBC, Luther.

Luther é um detective sui generis, interpretado pelo calmeirão Idris Elba, que ganhou um globo de ouro este ano.

Com ar atormentado, de mãos nos bolsos e com andar gingão, Elba criou um John Luther convincente, um daqueles heróis de quem se gosta, um detective com muitos problemas pessoais mas que consegue resolver tudo: os casos intrincados que surgem à polícia e os seus próprios casos.

A primeira série, de 6 episódios, de 2010, apresentou-nos a personagem complexa de John Luther e da desafiadora Alice Morgan (Ruth Wilson), uma psicopata que lhe faz a vida negra.

A segunda série, de apenas 4 episódios, conta a história de um par de gémeos assassinos, adeptos da teoria do caos. Paralelamente, Luther salva uma jovem das malhas da indústria pornográfica masrginal e, depois, sofre as consequências.

A terceira série está garantida e ainda bem!

Finalmente, Dexter…

Que dizer mais sobre esta esplêndida série de televisão?

A sexta temporada de Dexter é ainda mais difícil de ver do que as anteriores. É uma daquelas séries que nos causa sofrimento mas que não somos capazes de deixar de ver!

Michal C. Hall compõe um Dexter impecável e implacável. Nesta 6ª temporada, Dexter enfrenta um assassino ainda mais terrível do que o Trinity da 5ª temporada – um assassino inspirado no eterno Norman Bates, do Psycho, de Hitchock…

Confesso: apesar de termos toda a série gravada, só conseguimos ver um episódio por semana…

E o final desta 6ª temporada põe tudo em causa…

 

8 thoughts on “Dexter, Luther, The Mentalist e outras séries (menores)

  1. Inteiramente de acordo com todas estas avaliações. “Missing” pareceu-me tão inverosímil e desinteressante que desisti ao segundo episódio. “The Firm”, apesar de tudo, sugeria mais potencialidades, embora estivesse a descambar no vale-tudo que acabou por matar uma série como “24”. “O Mentalista” tem piada, valendo essencialmente pelo protagonista. Destapando um bocadinho o véu, posso adiantar que o assunto do “Red John” (que realmente já estava a chatear) tem um desenlace no final da 5.ª temporada, de tal forma que nos interrogamos sobre o futuro da série. “Luther” move-se, de facto, noutro campeonato, e fico muito satisfeito por saber que a 3.ª temporada está garantida. Quanto ao “Dexter”, é “apenas” uma das melhores séries televisivas de todos os tempos. É, de facto, espantoso como, chegados à 6.ª temporada, se constata que a qualidade da escrita e dos argumentos mantém toda a acutilância do início da série. Dexter vai ficar para a história – a par talvez do “Dr. House” – como uma das mais complexas personagens que passaram pelo pequeno écrã, uma figura que faz oscilar as nossas categorias do bem e do mal – na verdade, passamos todo o tempo a torcer perversamente por ele -, ao encarnar um psicopata assassino que consegue ser, ao mesmo tempo, uma personagem moral, que a todo o tempo se questiona e que é capaz de evolução (contrariamente ao House, e esse foi sempre o “problema” dessa série, o que me leva a pensar que “Dexter” pode chegar facilmente à 20.ª temporada, algo que nunca poderia acontecer com “House”, por muita pena que eu tenha do seu “desaparecimento”).

      1. Ora aí está uma má notícia! Espero que isso não signifique um desfecho moralista para a série (do género de o Dexter ser apanhado ou deixar-se apanhar! A minha fantasia é que ele continue a matar por muitos e longos anos…).

    1. Dexter uma das melhores séries de sempre? Não concordo, já teve a sua piada, mas as últimas temporadas tem sido sempre a descer. Não pode ser comparada com séries como The Wire, Sopranos, Breaking Bad, Mad Men ou Deadwood.

  2. Falta a melhor série da actualidade e uma das melhores de sempre (melhor que Sopranos). Breaking Bad é uma série brutal com as melhores interpretações na TV actualmente, veja que penso que vai gostar.

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