“A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo”, de Stieg Larsson

millenium2Este segundo volume da trilogia “Millenium” é mais fraco que o primeiro.

Stieg Larsson, o tal escritor sueco que entregou estes três calhamaços para publicação e, depois, morreu de ataque cardíaco, enche algumas páginas com “palha”, conversa mole, em que nada acontece, como este naco:

“Dormiu até quase ao meio-dia. Quando acordou, decidiu que era mais do que tempo de mudar os lençóis. Passou a tarde de sábado a limpar o apartamento. Levou o lixo para fora e juntou os jornais em dois sacos de plástico que deixou no papelão. Fez uma máquina de roupa interior e t-shirts, e a seguir outra de jeans. Encheu a máquina de lavar loiça e pô-la a funcionar. Finalmente, aspirou e lavou o cão. Às nove da noite, estava encharcada em suor. Preparou um banho, com montes de espuma. Recostou-se na banheira e fechou os olhos, para pensar. Acordou à meia-noite, e a água estava fria. Secou-se e foi para a cama. Adormeceu quase instantaneamente.”

Sabendo que a senhora que fez todas estas coisas é a “hacker” Lisbeth Salander, perita em artes marciais e capaz de torturar bandidos e dar tiros a calmeirões, soa um bocado a falso e conversa para encher chouriços.

O outro herói, continua a ser o super-jornalista Mikael Blomkvist e, neste 2º livro da trilogia, o tema é tráfico de mulheres.

Sinceramente, quase que não me apetece ler o 3º volume…

Tags: , , ,

7 Responses to ““A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo”, de Stieg Larsson”

  1. Repórter H says:

    Leia! O terceiro é bem melhor que o segundo!

  2. FT says:

    O título original é “a rapariga que brinca com o fogo”, mas o editor quis ser criativo…

    Gostei muito dos 3 livros, são daqueles de ficar a ler de seguida até acabar, é um suspense muito moderno, muito interventivo e com muito sumo, ou seja uma excelente história e muito bem contada.

    Claro que ele faz render o peixe e tem uns 50 personagens supérfluos para embelezar a história. E faz estas descrições de actividades quotidianas, como aquilo que comeram ao pequeno-almoço, tipo Enid Blyton, mas eu pessoalmente gosto do género.

    O filme também é muito bom, não me admirava que viesse mais um ou dois com o resto da história.

    O Larsson morreu, helas, pq a Lisbeth ainda é nova e tinha muito para dar!

  3. julio says:

    Descontextualize qualquer autor da forma como você fez e verá sempre enchimentos de linguiça. “A Rapariga…” é uma montanha russa de emoções que me fez devorar 600 páginas em 3 dias. Genial.

    • Artur says:

      Wrong! Leia “Leite Derramado”, de Chico Buarque. Não tem uma vírgula a mais. Quantidade nem sempre é qualidade. Leia mais livros e concordará comigo…

Leave a Reply