O Syriza, o Observador, o José Manuel Fernandes e a luta de classes

O ex-director do Público, José Manuel Fernandes (quem?…) continua a escrever… e a publicar em órgãos de comunicação.

Podia – como eu – limitar-se à sua total insignificância – e arranjar um blog, uma página na internet, um perfil de facebook.

Mas não – continua a cagar opiniões e continua a haver quem as publique.

Agora publica um artigo no Observador intitulado “O equívoco grego: o Syriza não recusa um acordo, recusa o nosso modo de vida na União Europeia”.

O “nosso modo de vida”, Fernandes?

Qual é o nosso modo de vida?

É que, para aceder ao teu artigo, tenho que passar por cima de um anúncio a um carro, Jaguar, Volkswagen ou Clio, depende da altura do dia – deve ser conforme são horas da classe A ou da classe B…

É esse o “nosso modo de vida”? Vendidos a marcas que nos patrocinam?

Quem te disse a ti que era esse o nosso modo de vida?

Quem te encomendou o sermão?

Quem te transformou no porta-voz da malta que vive na União Europeia?

Fernandes fica muito escandalizado pelo Syriza ter passado de 3% para 38% dos votos e, portanto, os gregos são todos tolos, ao contrário dos portugas que, após 4 anos de austeridade, dão exactamente 38% dos votos aos partidos que estão no Poder.

Portanto, por razões que se desconhecem, os gregos estão errados e nós estamos certos…

A menos que o Jaguar, o VW ou o Clio tenham a resposta…

Não, Fernandes, não é esse o nosso modo de vida… não sei se o protagonizado pelo Syriza poderá ser o nosso modo de vida – mas o teu não é certamente!

Tu e o outro palerma da RTP, um tal Paulo Ferreira, com problemas dentários graves, bem podiam ir procurar emprego noutro lado.

Aqui não há lugar para vocês.

Mesmo que, por agora, pareça que vocês é que têm razão…

Por que é bom que Portugal não seja a Grécia

A vitória do Syriza nas eleições gregas levantou alguns problemas geográficos.

Dizem que a Grécia virou à esquerda.

Ora, se virou à esquerda, a Grécia foi para cima da Albânia que, entalada entre a nova República da Macedónia e o Adriático, nada poderá fazer senão atirar-se ao mar.

Ora, se a Albânia cair no mar e a Grécia ocupar o seu lugar, vai haver guerra com a auto-denominada República da Macedónia porque, como se sabe, os gregos não autorizam que os macedónios utilizem esse nome, já que Macedónia é o nome de uma província grega, para além de um sabor de gelado e de um agrupamento de legumes.

Os balcãs sempre foram complicados.

Temendo que Portugal caísse na tentação de também virar à esquerda, afundando-se no Atlântico, os nosso políticos de direita têm declarado a pés juntos, e com eles afastados, que Portugal não é a Grécia.

Ainda bem.

Se Portugal fosse a Grécia, a Espanha seria a Turquia e teríamos a Síria, o Iraque e o Irão a dois passos.

O Califado seria muito mais exequível.

Livra!