Posts Tagged ‘arte’

Vagina má, vagina boa

Friday, July 18th, 2014

A artista plástica japonesa Megumi Igarashi conseguiu, através do crowdfunding, realizar um projecto ousado. Fotografou a sua
japonesa-e1405680944687
vagina e enviou o resultado, por mail, para os seus financiadores, de modo a que possam fazer uma impressão em 3 D do seu pipi.

Do mesmo modo, utilizou o molde para fazer um caiaque com a forma da sua vagina, a que chamou Pussy Boat.

Na foto, vemos a artista a posar para a câmara fotográfica, em cima, o molde da sua vagina, à esquerda e, em baixo, ela dentro da vagina, ou melhor, dentro do caiaque em forma de vagina.

Foi presa no passado fim de semana.

As autoridades japonesas acusaram-na de infringir as leis da obscenidade e pode vir a ser condenada a dois anos de prisão.

Olhando bem para a foto, temos que concordar que o caiaque da japonesa parece-se com tudo, menos com uma vagina e a foto do molde da dita parece ter o clítoris em baixo – a menos que seja assim nas japonesas…

fontesMas se a vagina de Igarashi pode ser considerada má, porque levou a sua dona à prisão, já a vagina da Erica Fontes, só pode ser boa.

Erica é uma portuguesinha assim para o escanzelado que, certo dia, respondeu a um anúncio para entrar num filme porno, “por brincadeira”, segundo ela conta.

Desde então, foi um ver se te avias, filme atrás de filme – e digo atrás com propriedade…

A fama de Erica chegou aos States e este ano ganhou um prémio pela melhor artista porno estrangeira.

Observando as as posições que a Erica adopta nos seus inúmeros filmes, temos que concordar que ela é, também, à sua maneira, uma artista plástica, como Igarashi.

E, no entanto, em vez de ser presa, Erica ganha prémios!

Se calhar, é porque tem o clítoris no sítio certo…

Não te posso ver nem pintado

Thursday, October 30th, 2008

É este o título genérico de “um novo percurso pela Colecção Berardo”, um percurso que privilegia a “figuração na pintura destes últimos cinquenta anos”.

Podia dizer qualquer coisa deste género: como não sou especialista em arte moderna e contemporânea (nem em arte nenhuma, diga-se de passagem), não posso comentar a exposição porque posso a estar a fazer juízos errados.

Podia dizer e já disse, mas quero crer que a Exposição da Colecção Berardo não é só para especialistas.

E como não especialista, tenho que ser sincero e dizer que a coisa não me entusiasma.

Destaco o quadro do Andy Warohl (“Judy Garland”), duas obras de um tipo chamado Damien Deroubaix e uma instalação de Jakub Nepras, chamada “Babylon Plant” e que consiste na sobreposição de três vídeos.

De resto, confesso que passei pelos corredores e pelas diversas obras sem grande interesse. Já nem me choca a obra que inclui bosta de vaca envernizada.

Ainda dei uma olhadela à exposição “Espaços Sensíveis”, da Colecção de Arte Contemporânea da Fundação “La Caixa”, mas foi só para me irritar um pouco mais.

Numa sala, passa um filme a preto e branco, aos soluços, interrompido por clarões de segundo a segundo e, antes de entrarmos na sala, um cartaz avisa que os epilépticos não devem entrar, ficando, assim, privados de contemplar aquela magnífica obra de arte. Sortudos!

Noutra sala, uma série de cubos pretos, de diversos tamanhos, banhados por uma luz amarela. Noutra ainda, um linóleo geométrico no chão e uma figura de bronze, sentada num muro.

Dispenso.