“Homem na Escuridão”, de Paul Auster

Na contracapa deste livro, há a citação de uma crítica que diz: “Brilhante… Provavelmente o melhor romance de Paul Auster. Um doloroso somatório de todos os seus livros”.

Não podia estar em maior desacordo.

Penso que este é o pior dos livros de Auster que já li (e já li onze dos seus livros).

Um homem de 70 anos, insone, está deitado, na escuridão do seu quarto. Para se entreter, começa a engendrar a história de um tipo que, de repente, acorda numa América do futuro, em guerra civil. A ideia é boa, como quase todas as ideias de Auster mas, a páginas tantas, parece que não conseguiu desenvolver a história, deixa-a morrer e começa a contar outras histórias relacionadas com o insone.

No último terço do livro, mais ou menos, o protagonistas conta à neta, também ela insone, a história do seu amor pela sua defunta mulher, da separação dos dois e da reconciliação. E é tudo muito banal, muito história de telenovela, sem emoção, sem graça.

Um livro falhado, na minha opinião.

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