No tempo do Soares versus Freitas, não engoli sapos. Votei em Soares com convicção e sem hesitação. Freitas era para quem queria boas colheitas, representava as Direitas.
Agora, a hesitação era muito maior!
Em quem votar?
Em tempo de gripe, votar no António Filipe?
Aceitar a eterna sina e votar na Catarina?
Ficar entre o branco e o tinto e votar no Jorge Pinto?
Fora de questão, e isso não é segredo, votar no Mendes ou no Cotrim Figueiredo?
De nenhum estou perto, de todos estou distante e também não voto no almirante.
Fico assim angustiado, agarrado ao presente, com medo do futuro.
Irei votar no Seguro?
Vou fazer como o Cunhal aconselhou:
Escondo-lhe a cara, tapo-lhe o nome,
Contruo ali mesmo um grande muro.
E com grande mágoa, voto no Seguro!
PS – E a minha sanidade mental assegura – nunca votaria no cabrão do Ventura!