Kevin Spacey é um actor de poucos espalhafatos e gosto dele por isso. Já fez algumas patetices mas também já fez filmes notáveis (“American Beauty”, por exemplo). Neste filme, encarna David Gale, um professor universitário do Texas, que é militante contra a pena de morte. Numa festa, onde bebe demais, é tramado por uma aluna sedutora que, depois de se enrolar com ele, na casa de banho, com mútuo consentimento, o acusa de violação.
A partir desse episódio, a vida do professor dá uma volta, torna-se alcoólico e acaba por ser acusado da violação e morte da líder do movimento anti-pena de morte (Laura Linney).
A três dias da sua execução pede para ser entrevistado por uma jornalista (Kate Winslet), a quem vai contar a sua história (quase) toda.
E ficamos a saber como David Gale levou a sua militância anti-pena de morte ao extremo.
O filme é escorreito, Alan Parker é um realizador experiente e com muitos êxitos na carreira, Winslet não sabe ser má actriz e só o título em português destoa (“Inocente ou Culpado?”… patetice…)
Li críticas contraditórias a este filme, que proporcionou a Kate Winslet, este ano, o óscar para melhor actriz. Eu gostei.
Um grande dramalhão, adaptação de um romance de Richard Yates que foi finalista do National Book Award, em 1962.
E aqui está mais um exemplo de cretinice na tradução. “Little Children” transformou-se em “Pecados Íntimos”. Porquê? Para chamar mais espectadores í s salas de cinema, para verem a Kate Winslet a ser comida pelo Patrick Wilson?